Sobre o porquê das coisas insignificantes


Estava na casa da minha namorada e começamos a assistir o filme “Lembranças” com o bonitão do Robert Pattinson, no meio do filme, Gandhi foi citado:

“Tudo o que você fizer será insignificante, mas é da maior importância que o faça”.

E o que isso interessa?

Vivemos numa sociedade desacreditada, sem fé na política, na justiça, na educação, sem fé em tudo. Para a maioria de nós, tanto faz mostrar a cara, votar, lutar pelos direitos, afinal, nada vai mudar. Numa pesquisa informal entre amigos e colegas de classe, muita gente ainda não sabe nem em quem votar, que candidatos existem ou decidiram votar nulo. Gandhi destaca a importância do fazer algo.Vejo muita gente comentando por aí, que não liga para a união homoafetiva, que visibilidade gay é perda de tempo, que não entende essa confusão toda pra conseguir direitos civis iguais, que tanto faz, tanto fez votar em um candidato que apoia a causa LGBT, outros até sabem da importância do fazer algo, mas não movem um dedo pra mudar a situação.  É esse tipo de pensamento que faz o mundo congelar.

Talvez não vá ser hoje ou amanhã que todos os direitos serão concedidos, que você poderá “casar” com seu parceiro(a) e ser respeitado, que você não será discriminado ao andar na rua de mão dada, mas é importante você lutar por isso agora. Mesmo pra quem não é assumido, o diálogo também é uma forma de lutar pela causa, a conscientização através de um bate papo informal, exposição de ideias por vezes é mais eficaz que outras alternativas, afinal é mostrado todos os lados que se pode ter um ponto de vista.

Alguns dos vários moradores de duplex do nosso Brasil, são tão auto críticos e preconceituosos, que além de não ajudar na causa, estigmatizam os homossexuais ainda mais, mergulhados numa auto proteção ridícula. Não estou dizendo aqui, que você precisa se assumir, pendurar uma bandeira gay no seu carro e gritar palavras de ordem na rua. A mensagem que tento passar, é a importância do fazer algo pra mudar nossa realidade, é um discurso repetitivo, mas que deve ser lembrado sempre que possível, pra não ser enterrado e esquecido.