Acha que parou por aí?


Quem acha que Max e toda Vitorinha vão morrer de molho em casa, na quinta-feira pós-carnaval, está muito enganada, queridchênha!

A Muah! de quinta passada bombou e já temos o flyer para a próxima. Cata:

Essa é sua chance de arrumar uma utilidade para as máscaras que sobraram do Carnaval, ou até uma oportunidade de fazer uma maquiagem estilo Natalie Portman no Black Swan, não é o máximo?

p.s.: Ah! E quem quiser nome na lista amiga, só enviar os nomes paramax_babadocerto@hotmail.com

Sobre a Parada Gay de Viana


Como todas que foram viram, Max estava lá cagadíssima de bêbada e de calor.

Cheguei em Viana por volta das 4 da tarde, pois peguei o vôo no aeroporto às 13 horas. Demorei um pouco para me acostumar com o fuso horário e clima diferenciados dessa região do continente.

Inclusive, estou chocado com a potência dos celulares dos funkeiros no ônibus, tão alto, mas tão alto que barrava competição de pick-ups sonoras.

Comprei uma Brahma e segui o primeiro trio que vi pela frente, muito axé, muita Dalila e logo fiquei bêbada… Catei uma mulher, peguei um carinha pelo caminho e no fim do dia já estava com o rímel todo borrado. Anoiteceu.

Entrei no primeiro banheirón que vi e já retoquei a make para um visual mais noturno e misterioso. A Parada Gay começou… ao som de Born This Way. Muita pinta, muita gente bonita e muito respeito.

Mas não é dessa parte típica que quero falar, afinal, as Prefeituras estão arrasando ultimamente na produção de eventos para a causa LGBT, policiamento excepcional e pouquíssimos casos de violência.

Problemas sempre acontecem e acidentes de percurso são comuns, mas a falta de um discurso digno não é fatalidade, é problema na produção. Foi o seguinte: Colocaram uma drag queen para discursar, até imagino porque, eu sei que as senhoras gostam mesmo de uma putaria, mas Parada Gay não é só isso, ou pelo menos não deveria ser.

O ruim foi que a tal drag mal sabia o que dizer, não a vi falar sobre a criminalização da homofobia e não a vi falando sobre a atual situação da União Homossexual no Congresso. Limitou-se a falar sobre as estatísticas de violência contra gays em Viana, brincar com o público, gongar as bills mais espalhafatosas e ser caricata.

Não estou reclamando disso, longe de mim, quem me conhece sabe o quanto A-DO-RO show de drag e que meu sonho dourado é ter nascido com esse dom do entretenimento. Entretanto, se você determina que o evento é uma Parada Gay, você deve SIM garantir um discurso sobre a violência contra homossexuais, cidadania, direitos civis, casamento gay e tudo que envolve esse público… é chato de ouvir? É! Mas é essa a essência da Parada Gay, afinal, engana-se quem acha que a parada serve somente para “mostrar ao mundo que os gays existem”, todo mundo sabe que os gays existem, elas são BEM visíveis (se é que vocês me entendem). A parada serve mesmo pra mostrar pra quem não é gay (a maioria) que todos devem ser tratados igualmente, sem limitação de direitos. Se você não respeita isso, transforma o evento numa micareta de bate-cabelo.

Por fim, parabenizo a Prefeitura de Viana, e todos os envolvidos, pela iniciativa. E, ah! Ângela Jackson, a senhora QUEBROU O CARALHO TODO, arrasou mais uma vez!

MUAH! – Estreia Oficial


Sim! Chegou a hora! Agora acabou essa palhaçada de “só para convidados”. Podem entrar todas as bee’s, desde as Pão com ovo até as Big Mac. Cata nosso flyer:

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É isso meishmo, a música da Lady Gaga veio muito bem a calhar com o “nascimento” do nosso projeto. Vamos ouvir Born this Way até nossos ouvidos sangrarem. Já estou levando uma versão Electro, House, Tribal e até uma versão Techno-Macumba.

O Dé estará com um vestido todo fechado na casca de ovo para representar o surgimento… E se alguém for de preto pra representar a “morte” vai levar 5 navalhadas nas costas que vai ficar igual a mulher do filme A Experiência

Então, espero todas lá nessa quinta para homossexualizarmos a Praia do Canto.