Projeto que proibia combate à homofobia nas escolas é derrubado no Rio


O projeto que proibia a educação de diversidade sexual e o combate à homofobia para estudantes da rede pública foi retirado de pauta hoje na Câmara Municipal do Rio. O vereador Paulo Messina (PV) apresentou emenda à proposta, já aprovada em primeiro turno no dia 22, e impediu uma nova votação hoje.

O projeto de lei de autoria do vereador Carlos Bolsonaro (PP), veta a distribuição de material didático contendo orientações sobre diversidade sexual nas escolas municipais. A comunidade LGBT compareceu em peso ao plenário da Câmara Municipal para pressionar pela derrubada da votação. Com a retirada do projeto da pauta, o assunto volta às comissões da Câmara. Será feita uma audiência publica, ainda sem data definida.

Para Bolsonaro, autor do projeto, o ensino de diversidade sexual em escolas públicas “estimula o homossexualismo”. “Se quiserem me chamar de inimigo, não tem problema nenhum, sou inimigo deles. Não sou contrário a discutir a sexualidade, mas não para uma criança do ensino fundamental. A gente quer proibir gasto do governo com materiais que, na verdade, não combatem a homofobia, e sim estimulam o homossexualismo”, declarou.

Gostaria de agradecer a todos que assinaram e ajudaram a divulgar. Como eu disse, cada assinatura fez a diferença. Nós temos voz e podemos ser ouvidos, se quisermos! Parabéns para nós!

Fonte

Rio Urgente: Contra o Bullying nas escolas


Não é de hoje que a família Bolsonaro se mostra homofóbica e portanto contrária aos direitos da comunidade LGBT. Carlos Bolsonaro, o filho machão de Bolsonaro, é vereador na cidade do Rio de Janeiro e quer aprovar um projeto de lei que proíbe a distribuição de qualquer material contra a homofobia ou que fale sobre diversidade sexual nas escolas do Rio.

O infeliz projeto além de não contribuir em NADA para nossa causa, piora a situação de centenas de estudantes homossexuais que sofrem com o bullying e a violência todos os dias nas escolas, estigmatizando ainda mais o tema e aumentando a intolerância.

Porém com o advento da tecnologia, NÓS podemos ser ouvidos! O projeto em questão terá nova votação hoje, às 15 hs. Assine a petição dizendo aos vereadores e vereadoras da Câmara do Rio de Janeiro que votem CONTRA este projeto de lei absurdo.

14.915 pessoas já se manifestaram contra este projeto, cada assinatura faz diferença. Membros da All Out, junto com o grupo das Mães pela Igualdade, em parceria com @s colegas do Meu Rio, entregarão as assinaturas amanhã diretamente na Câmara dos Vereadores.

Georgina Martins, uma Mãe pela Igualdade nos disse que “ como mãe e como professora, penso que este projeto de lei ridículo e preconceituoso só vai aumentar a violência nas escolas. Meu filho sofreu muito  – e eu não desejo que nenhuma outra criança ou jovem passe por isso. Por isso, eu vou lutar muito contra este projeto!”

O tempo está passando: a segunda votação deste projeto vai acontecer HOJE às 15hs. Assine AGORA a petição: CLIQUE AQUI

Malásia reeduca jovens com tendências afeminadas


Na semana passada, foram enviados para um campo de reeducação pelas autoridades do estado de Terengganu, noroeste da Malásia, 66 adolescentes indicados por suas escolas, que foram instruídas no ano passado a denunciar alunos que possuíssem “tendências afeminadas”. Os jovens passaram 4 dias no local onde participaram de um curso com aulas de religião, palestras motivacionais,  além de orientação física. No país, a homossexualidade ainda é tabu e o sexo gay é crime segundo o código penal local, podendo render até 20 anos de detenção.

“Não são comuns para rapazes normais desta idade”. Nós não estamos interferindo com o processo da natureza, e sim meramente tentando guiar estes estudantes a seguir um caminho adequado em suas vidas, antes que eles cheguem a um ponto sem volta”, explicou Razali Daud, diretor do Departamento de Educação do Estado de Terengganu. “Nós sabemos que algumas pessoas acabam se tornando travestis ou homossexuais, mas nós faremos o melhor para limitar este número”, afirmou Daud.

Ativistas dos direitos humanos defendem que esta medida é um sintoma da homofobia generalizada no país de maioria  muçulmana, muitos protestos  têm estourado na Malásia desde o vazamento de notícias sobre os acampamentos. Para a Ministra da Mulher, Família e Desenvolvimento Comunitário, Shahrizat Abdul Jalil, a existência dos campos é contrária às leis da Malásia, vários grupos da sociedade civil estão exigindo que o governo bote um fim ao absurdo.

Sem ao menos tentar responder às exigências de fechamento dos campos de reeducação, o governo ignorou as críticas e lançou uma campanha para criar uma imagem saudável e positiva para os campos.

O grupo “All Out” está promovendo,  na internet,  uma petição para que os chamados campos de reeducação sejam considerados ilegais e extintos da Malásia. Estes tratamentos de reversão são programas aplicados em todo o mundo, principalmente por igrejas evangélicas. Desde 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) não reconhece a homossexualidade como doença e associações de psicologia e psiquiatria de todo o mundo não podem oferecer tratamento ou cura para algo que não é uma enfermidade.

Para assinar o abaixo-assinado, clique aqui!

Movimento Mundial pela igualdade de direitos


A semana recomeçou, tô atolada de livros pra estudar, trabalhos pra fazer e uns projetos pra organizar. Mas a vida continua, mesmo sendo clichê, e a internet não para:

O projeto All Out, da Fundação Purpose,  mobilizou diversas pessoas ao redor do mundo, para pedir a igualdade de direitos civis aos LGBT’s. No vídeo da campanha, são exibidas frases que mostram a realidade LGBT e pedem, não só a igualdade, mas também respeito. Pras não alfabetizadas in English, segue o texto do vídeo:

“Porque minha irmã e minha nora, podem ser mães maravilhosas. Porque a injustiça em qualquero lugar, é uma ameaça a justiça em todo lugar. Por que meu filho, pode ser gay e ele mereçe uma vida maravilhosa. Estou fazendo de tudo porquê ser gay custa, meu trabalho, minha casa, minha família.

Porque 76 países, fazem do amor e do sexo um crime. Porque uma pessoa trans é morta todo dia. Porque milhões de nós, vivem em um dos 10 países, onde ser gay custa ser você, sua vida. Estou fazendo de tudo porque os homofóbicos gostam quando não fazemos nada.  Porque estou cansado de ser um espectador. Porque eu tenho 5 minutos, pra defender o que é certo. Estou fazendo de tudo porque amo minha namorada. Então, tenho plena igualdade em 5 anos, não 25. Porque eu quero a liberdade de ser gay, lésbica, transgênero, bi ou hétero. Feliz, sexy, ser eu mesmo, livre. Estou fazendo de tudo porque juntos, nossos tweets,  vozes e textos os farão prestar atenção. Porque sou difícil de ignorar, quando estou acompanhado dos meus amigos.”

E abaixo, o vídeo (in English):