“SENAS” da noite capixaba #18


“Nem falo nada, tô com a boca ocupada”

Bocas malditas dão conta de que em um banheirão de um grande terminal rodoviário da Grande Vitória, na hora do rush, está simplesmente impossível utilizar-se dos banheiros para fazer suas necessidade fisiológicas cotidianas.

O fato é que as guei tomaram conta de tal forma do espaço que não há UM mictório nem UM reservado livres.

E quem reclama nem são os héteros não, mas as próprias beeshas. Segundo elas, o negócio está tão lotado que ninguém faz nada. Elas ficam lá tudo uma olhando pra cara da outra esperando alguém desaqüendar pra elas poderem curtir, se é que você me entende, E NADA! É o famoso “não trepa nem sai de cima”.

Isso até elas tomarem um baculejo, néam?

Para Mildo (não que ele faça banheirão, ele estava com saudades do “senas”).

Ah, o amor de banheirão!


Do jornal A Gazeta de ontem:

Um vigilante patrimonial do Terminal de Campo Grande, Cariacica, flagrou dois homens – de 20 e 33 anos – trocando carícias dentro do banheiro do terminal rodoviário. O ato foi descoberto, na manhã desta sxeta-feira (07), por volta das 8 horas. Os envolvidos foram parar na delegacia.

O vigilante contou, em depoimento para a polícia, que descobriu os dois por meio do sistema de videomonitoramento do terminal. Eles estavam dentro de um dos boxes privativos.

Policiais Militares foram chamados e encaminharam os envolvidos no crime para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Cariacica, onde prestaram depoimento e foram liberados após assinarem um Termo Circunstanciado (TC).

Segundo a delegada Tânia Zanolli, plantonista no DPJ durante a sexta-feira, os suspeitos vão responder na Justiça pelo crime de prática de ato obsceno em local público. Ainda de acordo com a delegada, caso condenados, os dois – que não têm passagem pela polícia –  poderão pegar de três meses a um ano de tenção.

Carícias

Para a polícia, os envolvidos no fato garantiram que não chegaram a ter relações sexuais e ficaram, apenas, nas carícias. “Casos como esse não podem ser encarados como uma comédia. Isso é errado. As pessoas estão perdendo os limites”, ressaltou a delegada.

Longe de nós fazer comédia com isso, rs. Mas vamos combinar, gente! Eles estavam só nas “carícias”! Olha que coisa fofa, que coisa lúdica. O romance está no ar. Vou até botar uma musiquinha para dar um clima:

Não sei se tem advogados ou estudantes de direito nos lendo, mas sempre tive uma dúvida jooreedjeeca. Prática de ato obsceno em local público pode ser configurado mesmo se as bee estiverem escondidinhas lá dentro do reservado? Porque, né, lá não é bem público, é meio privada, ops, privado, né? Tem que ver isso aí, gente?! Pede pros alibãs soltarem as beesha, deixa elas serem felizes, poxa. Quem nunca teve um amor de banheirão, não é mesmo?