BOMBA: Bebê curado de HIV!


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Aconteceu ontem no Mississipi:

Uma criança de dois anos e meio nasceu com HIV e foi submetida a uma terapia agressiva e inovadora com antiretrovirais 30 horas depois do seu nascimento.

Desde então o bebê faz o uso constante dos coquetéis e, segundo o último exame feito no domingo, não foram encontrados traços da presença do vírus no sangue do menino.

antiretroEssa criança não é o primeiro caso de cura do HIV, é o segundo. O primeiro foi uma cacura em Berlim, que tinha Leucemia e desenvolveu resistência ao vírus depois do transplante de medula.

Entretanto, apesar de não ser o primeiro caso de cura, ainda é o primeiro caso no qual a cura aconteceu somente com o uso dos antiretrovirais.

Ou seja, sendo os antiretrovirais drogas que já possuem uma legislação bem organizada quanto a sua distribuição pelo planeta, o uso de um remédio de ampla distribuição dispensaria qualquer necessidade de criação de uma nova droga específica, permitindo que novos tratamentos já sejam iniciados imediatamente e salvem a vida de vários recém-nascidos.

Fonte: The New York Times

Saiba você também!


Semana passada, fui ao Centro de Testagem de Aconselhamento em DST/AIDS da Prefeitura de Vila Velha. Ele fica em um grande complexo da Secretaria Municipal de Saúde, no Centro da cidade. Vou narrar com muita sinceridade como foi isso.

Decidi fazer o teste de HIV, pois estou iniciando um novo relacionamento. Na verdade, nós dois fizemos – eu e meu boy – para que pudéssemos fazer algumas coisinhas sem camisinha, sacumé. Sem hipocrisia! Pior seria se fizéssemos tudo sem essa mínima responsabilidade. Em um relacionamento, de maneira geral, você acaba fazendo sem “encapar o bico do bule”, mais cedo ou mais tarde.

O setor de cuidado e testagem de HIV é no segundo andar do prédio. Uma sala pequena com umas cadeiras e uma TV. Cheguei lá e disse que queria fazer o teste. Pediram para que eu esperasse por um momento. Antes do teste você é conduzido a uma sala onde uma moça simpática pega seus dados e te dá uns conselhos. Ela me falou que o maior problema é que muitas pessoas não fazem o teste e estão por aí transmitindo – até porque se foi beijada é poque tem comportamento de risco, né? E há ainda pessoas que sabem, mas nãos e tratam e são consumidas pela doença. Falou da grande importância que é saber e mais importante se tratar, pois isso dá ao portador uma vida normal.

Fiquei chocado ao descobrir que o resultado era sabido em 15 minutos! QUINZE MINUTOS!!! Perguntei pra moça se esse teste era 100% confiável. Ela me garantiu que sim, ainda que haja a chamada janela imunológica que nenhum teste consegue suprir. O que eles chamam de janela imunológica é o tempo de 60 dias após você fazer o sexozinho que te infectou com o vírus da Aids e a resposta que o corpo dá a fim de que se possa mensurar que você está infectado (sobre janela imunológica aqui). Fiquei tranquilo quanto a isso porque o único sexo sem proteção que fiz nos últimos 4 anos foi com meu antigo boy, ou seja, se eu estivesse beijado, o tempo da janela imunológica já estaria transcorrido.

Depois disso, fui encaminhado para a sala de coleta do sangue. Eu tenho pânico de tirar sangue. PÂNICO! Meu pavor é ver meu próprio sangue subindo por aqueles tubos. Mas enfim, fazer o que?! Fui lá, sentei na cadeirinha, elástico no braço, “veia ruim de achar”, “picadinha de formiguinha” #sóquenão… Eu:

Quando elas furam e puxam,  eu sempre desvio a cara e fico lendo as embalagens. A primeira furada não saiu sangue. Qüenda, Mariângela! Daí a racha foi, fez tudo de novo no outro braço e aí rolou. Dois lindos tubos de ensaio vermelhinhos!  Daí pediram pra eu esperar o resultado na salinha de espera. Estava passando “Chocolate com Pimenta” e eu fiquei assistindo e calculando o tempo.

Também comecei a observar as pessoas que circulavam por ali, já infectadas e iam fazer acompanhamento. Não haviam gays, aparentemente. Haviam senhoras de idade e casais héteros. Mas acho, sinceramente, que não é porque somos menos infectados, mas porque poucos de nós está fazendo o teste e se cuidando.

Foram 12 minutos de espera – nem 15 foram – a moça chamou meu nome…

Fomos a uma salinha. Ela olhava enigmática e eu tentava saber o resultado do teste olhando para a cara dela. Daí ela abriu o papel…

E leu o resultado que era este aqui:

“Amostra não reagente para HIV”

– Tô limpo, moça?

-Tá!

– Não tenho HIV, é isso?

– É!

Beesha, você não sabe o alívio que é receber essa notícia!!! Já falei com várias pessoas e todos, por mais prevenidos que sejam, tem medo dessa hora. Bate sempre uma neurose. Você lembra daquele cafuçú que você deixou colocar só a cabecinha, por amor, em 1996, daquela roçada mais profunda que você deu no edí amigo, daquela vez que o boy não te avisou e gozou na sua garganta, daquela gotinha de sêmen que talvez tenha voado no seu olho… Milhões de coisas absurdas surgem e esse alívio posterior te faz inclusive repensar nas merdas todas que vocês faz.

Esse relato enorme, que poucos lerão, é para mostrar que fazer os testes de DST não é nenhum bicho de sete cabeças e é coisa tranquila e super importante de fazer. Nosso estado é considerado em estágio de epidemia de HIV tendo em vista a relação com o pequeno número de pessoas que se testaram com a grande quantidade de infectados registrados.

Meu boy fez na rede particular e também está limpo. No particular, pode demorar até 3 dias – mas o tempo da janela imunológica é menor. De minha parte, mesmo se ele estivesse com a sopa de letrinhas no sangue eu não o deixaria, muito pelo contrário, daria apoio, apenas, a partir disso, tomaríamos as providências para nos preservar. Não há motivo de medo, alarde ou descriminação!!!

Além do mais, nos assustou – nós aqui do blog – quando falamos do caso de uma pessoa infectada que estava transando com várias pessoas sem proteção e já havia contaminado algumas e CENTENAS de vocês vieram nos perguntar quem era, pois haviam transado sem camisinha com algumas pessoas. OU SEJA: estão todos sob risco de transmissão. Gatas, por favor, protejam-se e façam o teste!

UPDATE: O Centro de Testagem e Aconselhamento em DST/AIDS de Vila Velha fica na rua Castelo Branco, 1803, Centro de Vila Velha. Os telefones de lá são: (27) 3139.9151 e 3139-9634. Veja o local aqui, no Google Maps.

“Histórias Positivas” e Biossegurança


Cês sentiram que eu estou um pouco sumida do blog, néam? Claro que estou sempre comentando, não consigo ficar longe das senhoras, mas dei uma reduzida no número de postagens.

Isso porque tinha o plano de assistir todas as temporadas de Plantão Médico – é, aquele antigo da Globo – e aproveitei essa greve da Ufes para colocá-lo em prática. Então, não fiquem preocupadas, é só por um tempinho.

O engraçado é que a temporada que eu estou assistindo tem tudo a ver com a postagem de hoje: Lá no seriado, uma médica, Jeanie Boulet, descobre que está infectada pelo HIV e o adquiriu de seu marido, com quem tinha 10 anos de relacionamento. Agora passa pelo problema de conciliar essa situação com sua vida pessoal e, principalmente, profissional, afinal é médica…

Mas vamos assistir ao vídeo de uma reportagem do ES TV, que eu vou usar como gancho para falar sobre outra coisinha que muitos leitores me perguntam desde a época do bafo do HIV. Depois eu continuo a contar:

Ótima iniciativa, não é mesmo? Melhor ainda que o livro parece englobar portadores de todas as sexualidades e idades, desmistificando o preconceito sobre o gay jovem.

Algumas pessoas ainda acham que a preocupação do portador de HIV é só com os remédios e com as doenças infecciosas que pode pegar. A discriminação é a maior barreira, discriminação essa que muitas vezes, no caso de portadores gays, parte da própria comunidade – da qual se espera uma melhor relação com a situação, depois de tudo que o grupo sofreu justamente por causa desse pré-julgamento.

Mas o que eu tava falando da racha do Plantão Médico? Ah sim! Então, do mesmo jeito que a maioria dos gays soropositivos encontram o preconceito dentro da comunidade LGBT, essa Jeanie encontrou na comunidade médica, o que é ainda mais absurdo!

A história acabava com ela sentada num banquinho com outro médico, neurologista e também soropositivo, que não foi demitido, mas enviado para a Gerontologia para não lidar com casos mais sangrentos e nem cirurgias, afinal, é crime expulsar um médico por causa do HIV. Com toda a razão, as regras de biossegurança são para evitar a contaminação tanto do paciente quanto do médico.

E tem gente que ainda tem medo de ser consultado por um médico com HIV. ENTENDAM:  ele não sabe o que tem no seu sangue e não vai mexer com seus fluidos sem a luva dele. Mesmo que ambos tenham HIV, não existe só um tipo de vírus, ele corre tanto perigo de contaminação quanto você.

Entretanto, a administração sempre acaba sendo tão preconceituosa quanto o mais ignorante dos povos. Por isso, vale lembrar que existem centros de proteção ao portador espalhados por todo o país, fique ligado caso você seja ou conheça algum soropositivo que tenha passado por essa situação. Os motivos das demissões ou transferências nunca são ditos diretamente, com a intenção de confundir mesmo a pessoa.

Sobre o livro: tem alguma leitora moradora de São Mateus, fofíssima e caridosa, que poderia conseguí-lo para mim e me enviar? Passo meu endereço por e-mail se quiser. 🙂

Via Grupo Babado Certo, Dica do Diego.

P.s.: Esse é meu milésimo post 

UTILIDADE PÚBLICA: Tudo que você precisa saber sobre DST’s


Há muito tempo os leitores vêm me cobrando um guia sobre as doenças sexualmente transmissíveis, formas de contágio e onde deve-se ir para fazer os exames. Por isso, resolvi postar esse tutorial completo com as principais DST’s, baseado nas minhas apostilas do Medcurso (bem conceituado no Brasil inteiro).

Todo o conteúdo da postagem é uma transcrição pessoal dessas apostilas, a fim de que as informações fiquem claras para as bee’s de todas as escolaridades e áreas do conhecimento.

Vamos começar:

Herpes Simples e Herpes Genital

As herpes envolvidas no contato íntimo são causadas por vírus chamados Herpes Vírus Humanos (HHV), sendo os Herpes Vírus Simples responsáveis pelas infestações no rosto, tronco (HSV-1) e genitália (HSV-2).

O HSV-1 se dá por contato pessoal (próximo ou íntimo) e cerca de 70% dos adultos são soropositivos para esse vírus. Já o HSV-2 é transmitido via relação sexual e cerca de 25% dos adultos possuem o vírus, porém, os contamidos podem transmití-lo MESMO quando não apresentam os sintomas.

Apesar do HSV-1 e HSV-2 possuírem modos de infecção próprios, o sexo oral desprotegido é uma das principais causas de contaminação da boca com o Herpes Genital e dos genitais com o Herpes Simples.

Os sintomas todo mundo já conhece: Lesões purulentas nas regiões dos lábios, cabeça do pênis e grandes lábios da vagina. O tratamento consiste no uso de Aciclovir, Fanciclovir ou Valaciclovir, até o fim da atividade reprodutiva do vírus. Vale lembrar que não é possível a eliminação total do vírus no sangue,  somente a redução da sua carga viral.

HPV (Papilomavírus Humano)

O HPV é o vírus responsável pelas verrugas comuns, pelo Condiloma Acuminado (Crista-de-galo), entre outras doenças, como o Carcinoma de colo de útero, vagina, ânus ou pênis. A transmissão do HPV que causa o Condiloma é sexual, mas também existem casos de pessoas infectadas pelo uso coletivo de saunas, compartilhamento de toalhas, roupas íntimas e, é claro, pelo sexo oral.

80% dos adultos sexualmente ativos são portadores do vírus e este é altamente contagioso: 2 a cada 3 parceiros sexuais adquirem o vírus do portador. A camisinha NÃO PROTEGE o parceiro e o portador pode transmitir o vírus mesmo quando não apresenta os sintomas (verrugas genitais ou anais). Ou seja, a única maneira de evitar o contágio é pela redução do número de parceiros sexuais.

O tratamento das verrugas consiste na aplicação de Ácido acético (para identificação), com posterior crioterapia, eletroabrasão, entre outros. Além disso, o paciente deve proceder com o uso de Podofilox ou Ácido Tricloroacético até o desaparecimento das lesões ou redução da carga viral. A eliminação do vírus do sangue, assim como no caso anterior, não é possível, e as verrugas podem reaparecer mesmo sem o contato sexual.

Candidíase

É caracterizada pela infestação do fungo Candida albicans, podendo infectar a região vaginal e oral, incluindo esôfago e brônquios. O tratamento é relativamente simples, com higiene com bicarbonato e administração de Nistadina ou Fluconazol.

Sífilis e Gonorreia

São doenças bacterianas pouco comuns nos dias atuais, não vou me ater aos sintomas (você vai correr pro médico se tiver hahaha).

HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana)

Muito se teme o HIV, mas pouco se sabe dos motivos. O HIV é assim chamado por afetar os linfócitos T CD4+, tá, mas e daí, Max?

Os linfócitos T fazem parte do grupo de células sanguíneas especializadas na resposta imunológica do corpo (“glóbulos brancos”), e o línfócito T, especificamente, é como se fosse o “alarme” desse corpo. É ele quem avisa aos outros defensores que existe um invasor no organismo.

Esses linfócitos têm um receptor na sua membrana celular, chamado CD4, daí seu nome linfócito T CD4+, sendo “+” de positivo para a presença do receptor CD4, e é exatamente ali que o HIV se liga para infectar a célula. O vírus usa os linfócitos como “incubadora” e impede que ele coloque em prática a sua função imunológica de avisar o corpo sobre a invasão.

É por isso que ninguém morre de “Aids” (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é a doença desenvolvida após a dominação do organismo pelo vírus), mas sim das inúmeras doenças infecciosas que o soropositivo pode adquirir se mantiver sua carga viral alta por muitos anos, já que quando microorganismos entram no corpo, este é incapaz de identificá-los.

A carga viral de um soropositivo infectado há muitos anos, mesmo sem tratamento, é menor que a do recém-infectado, isto é, sendo a fase inicial “sem sintomas” a ideia de que  o vírus ‘não tem cara’ se percebe ainda mais correta.

Mas como se pega?

Transmite-se pelo contato sexual, compartilhamento de seringas, transmissão na hora do parto, acidentes com objetos cortantes ou transfusão sanguínea.

No contato sexual as chances do passivo pegar são 8 vezes maiores que a do ativo se infectar. Em porcentagem, a chance do passivo contrair o vírus é de cerca de 3%, contra 0,025% para o ativo. E isso é a cada relação sexual desprotegida, se você tem o hábito de fazer sexo desprotegido com muitos parceiros, mais vezes ficará exposto a essa roleta russa.

Com o sexo anal o risco é maior (3% contra 0,2% do vaginal), pelos seguintes motivos:

  • Apenas uma fina camada de mucosa retal separa o sêmen das células que residem na mucosa ou abaixo dela (isso se intensifica com a presença do esperma dentro do corpo por muitas horas);
  • Devido a maior sensibilidade e menor calibre do ânus em relação à vagina, as chances de microlesões são maiores, permitindo uma transfusão direta de sangue (esse risco se agrava com o uso de saliva como lubrificante ou a falta de qualquer lubrificação);
  • Úlceras, lesões, fist fucking, uso de objetos ou a própria “chuca” poucos minutos antes da relação sexual podem aumentar as chances de infecção.

E o sexo oral, Max?

O sexo oral também pode transmitir HIV para quem o faz, seja por meio de contato da mucosa bucal lesionada (aftas, escovação violenta, entre outras) com os fluidos genitais contaminados, ou pela transfusão de sangue através de lesões na boca e no pênis/vagina do parceiro. Isso também vale para as lésbicas, que fazem o uso dos dedos e da boca nas relações sexuais, a unha, mesmo curta, pode lesionar a mucosa vaginal e deixar exposto sangue contaminado, sem contar os fluidos vaginais que, como nós sabemos, são bem mais abundantes em relação aos penianos (já foram relatados casos de casais lésbicos com transmissão viral).

Entretanto, as chances de se pegar HIV com sexo oral são pequenas, de 120 entrevistados numa pesquisa, apenas 4 determinaram o sexo oral como única forma de contaminação. As chances caem em 80%. Só que, é importante lembrar que prevenção nunca é demais, eu mesmo até os meus 20 anos não fazia o uso de preservativo no sexo oral, até o dia que soube do caso de uma moça que só tinha esse tipo de relação com o namorado, e se contaminou.

Mesmo que eu não fizesse sexo anal desprotegido (em hipótese alguma), e fizesse exames a cada 6 meses, o risco sempre existiu. De dois anos pra cá, a minha entrada no Babado Certo contribuiu para a redução do número dos meus parceiros sexuais (medo de ficar mais mal-falada do que já sou, né, bee?) e para a maior seleção deles, o que ajudou muito na minha mudança de hábitos. Quem é esperta sabe que nos ‘BCG’s” quando digo que “fiz o boy” nem sempre estou me referindo a sexo.

Se você fez sexo desprotegido com um soropositivo, aconselha-se que o processo anti-retroviral (anti-HIV) seja iniciado em até 72 horas após o ato, com administração de AZT e 3TC, o Biovir, para impedir que o vírus se encaixe nos linfócitos. Acontece que nem todo mundo sabe que tem o vírus, tem aqueles que sabem e não contam, ou até mesmo casos de abuso sexual podem expor as pessoas ao HIV, por isso, não vá sair por aí tomando coquetel anti-HIV depois de cada noitada, isso pode trazer sérios danos ao seu organismo. O melhor remédio ainda é a prevenção… ou pedir o exame de todos os peguetes.

p.s.: Você pode ouvir falar do HIV-2. Esse vírus é uma variação do HIV e apareceu pouquíssimas vezes no país, mas é altamente resistente aos coquetéis modernos, portanto, a preocupação deve ser dobrada!

Segue abaixo os principais locais em Vitorinha onde fazem esses exames e oferecem tratamento gratuitamente:

Para exames:

Hospital das Clínicas (HUCAM)

Av. Marechal Campos nº 1355, Santos Dumont – Vitória – ES

Telefone: 3335-7222

Mapa:

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Para tratamentos:

Centro de referência DST/Aids 

Endereço: Rua Caramuru, 10, Centro (próximo à Unidade de Saúde de Vitória)
Telefones: 3132-5108 e 3132-5106 (palestras de educação)
E-mail: dst.aids@vitoria.es.gov.br

Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 7 às 20 horas.

Horário para a realização de exames: segunda a sexta, das 7 às 19 horas

Cata o mapinha:

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Dilma Rousseff veta anúncio gay do Ministério da Saúde


A propaganda de tevê destinada a gays realizada pelo Ministério da Saúde foi vetada pela Presidência da República. A intervenção acontece seis dias depois da campanha ter sido divulgada pelo órgão. A exibição da propaganda só poderá ocorrer se a cena de carícia entre os dois atores for retirada, segundo determinações da presidente Dilma. De acordo com a Agência O Globo, o vídeo estava em exibição no site do Ministério da Saúde, mas já foi retirado.

O Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo estão preocupados com as altas taxas de infecção pelo HIV entre jovens gays e fizeram um apelo, por meio de nota, para que campanhas de conscientização sobre a AIDS voltada para este e outros públicos mais vulneráveis à doença sejam transmitidas em canais abertos de televisão. Na mensagem, a Coordenação do Programa Estadual DST/Aids-SP e os coordenadores dos Programas Municipais DTS/Aids-SP afirmam que “campanhas direcionadas para jovens gays necessitam ser divulgadas na mídia televisiva, com linguagem específica e direta, pois constituem-se em ferramenta imprescindível para o enfrentamento da epidemia, redução da homofobia e do preconceito”.

É justamente o contrário do que fez o Governo Federal ao vetar o vídeo no Carnaval de 2012. Com a alegação de que o vídeo foi produzido para ser exibido apenas em locais de frequência LGBT, o Brasil ganha nota ZERO no quesito evolução. Outro vídeo foi produzido e você confere abaixo:

Nessa nova campanha os gays aparecem, mas em forma de número de casos que aumentaram nos últimos anos. É destacado o “aumento de mais de 10% nos casos de AIDS entre jovens gays de 15 a 24 anos” nos últimos 12 anos, o que fez com que o Ministério da Saúde anunciasse, ainda em 2011, essa população como sua prioridade nas políticas de combate ao vírus HIV no Brasil.

Ao invés de mostrar a realidade, o governo continua preferindo nos tratar como estatística. Não sou apenas um número, tenho voz, pago minhas contas, sou cidadã e tenho vergonha de ter votado em você, Dilma…

Aumento do vírus HIV cresce entre jovens gays em 2011


De acordo com um relatório divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Ministério da Saúde, o vírus HIV aumentou entre jovens homossexuais de 15 a 24 anos. Em 1990, a Aids correspondia a 25,2% dos homens infectados nesta faixa etária. Agora, em 2011, o número aumentou para quase o dobro, chegando em 46,4% de infectados.

Devido a esses dados, a campanha de 2011 em combate ao Dia Mundial de Luta contra a Aids, que acontece no dia 1º de dezembro, será focada em jovens gays.

“Estamos buscando entender os aspectos de vulnerabilidade dos jovens gays, e quando falamos neles, também temos que falar dos (sic) travestis. Temos uma preocupação específica com isso, com entender a vulnerabilidade desse setor. Achamos que para esse público não falta conhecimento: 95% deles sabem que a melhor forma de prevenir a Aids HIV é a camisinha”, afirmou Alexandre Padilha, ministro da saúde.

Mulheres entre 13 e 19 anos também terão destaque nesta campanha. Segundo relatório, essa faixa de idade é a única em que há mais mulheres infectadas pelo HIV do que homens. Geralmente, meninas dessa idade acabam cedendo à pressão do parceiro em fazer sexo sem camisinha.

Fonte: Site e Revista A capa