ABGLT considera comercial da Nova Schin ofensivo e solicita retirada


A (ABGLT) Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis por meio de um ofício, solicitou retirada imediata do novo comercial da cerveja Nova Schin, alegando que o material é discriminatório e ofensivo. O fato de considera-la uma “armação para os amigos”, somente pelo fato de ser uma travesti é claramente lesivo, sem contar as outras expressões negativas por parte do repentista que tornam o personagem “objeto de escárnio, piada e deboche”.

Em “Festa de São João”, campanha da empresa Nova Schin, cinco amigos estão bebendo cerveja durante uma festa junina, quando uma mulher aparece. Marcão, um dos rapazes se “apaixona” por ela, mas analisando percebe que se trata de um homem travestido de mulher, e enquanto seus amigos zombam, ele se sente constrangido.

Toni Reis, presidente da ABGLT, declara que ”ao mesmo tempo em que entendemos que é preciso ter bom humor, não se deve utilizar da fragilidade de uma população para vender um produto. Isto não é condizente com o preceito constitucional da dignidade humana”. A população de travestis é entre as mais discriminadas no Brasil e o vídeo apenas contribui para banalizar essa discriminação, ridicularizando a personagem travestida”, afirma.

Em nota, a Schincariol diz que ainda não foi notificada pelo Conar sobre a propaganda, mas que a retirou do ar “em respeito às pessoas que se sentiram, de alguma forma, ofendidas e discriminadas”. A cervejaria afirma que em nenhum momento houve a intenção de ofender ou discriminar qualquer pessoa.

Segue o vídeo:

Fonte: http://migre.me/9wJKi, http://migre.me/9wJKU

ABGLT exige retirada de Outdoor considerado homofóbico em SP


Um outdoor da empresa INSPEC Vistorias para Transferência de Veículos é o alvo da polêmica esta semana. O anúncio traz a imagem de uma figura feminina, acompanhada da frase: “Carlão, 28 anos, zagueiro, adora jogar futebol”. E ao lado segue “A lataria é ótima, mas o chassi pode estar adulterado.  Faça sempre vistoria veicular.

Entretanto a ABGLT veio a público expressar indignação com o outdoor da empresa, considerando-o uma incitação ao preconceito contra a população de travestis. “Nossa consternação se dá pelo fato de que a população de travestis é entre as mais discriminadas no Brasil e que o outdoor contribui para referendar e banalizar essa discriminação, ridicularizando a personagem travestida.

Para ilustrar, em pesquisa feita na Parada LGBT de São Paulo em 2005, 77,% das pessoas travestis e transexuais afirmaram já ter sofrido agressão verbal/ameaça de agressão em virtude de sua sexualidade”, afirma Toni Reis em nota enviada à Zumba Produções (empresa que desenvolveu o material).

Segue uma breve enquete:

Fonte: http://migre.me/9tdsu

Senado Brasileiro promove seminário sobre Criminalização da Homofobia


Começou por volta das 10h30, o seminário “Diferentes, mas iguais” sobre o projeto de lei, PLC 122, que criminaliza a homofobia. O encontro foi uma iniciativa da senadora e presidente do Senado, Marta Suplicy e está sendo realizado no Auditório Petrônio Portela do Senado.

O seminário ocorre na véspera da 3ª Marcha Nacional contra a Homofobia, que vai acontecer em Brasília no dia 16 de Maio. Durante o evento, a ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais ) entregará aos senadores documento pedindo a aprovação do PLC 122.

Temas como o papel do Estado na construção de uma sociedade de respeito à diversidade; políticas positivas de combate à homofobia e aspectos constitucionais e legais da criminalização da homofobia, serão discutidos durante o evento. Haverá ainda testemunhos de vítimas de homofobia e seus familiares.

O seminário foi aberto pelo presidente da ABGLT, Toni Reis, que citou exemplos do Chile, que no mês passado aprovou a criminalização da homofobia (após o assassinato de um jovem homossexual); e da Argentina, que em 2010 aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e destacou também a declaração do presidente norte-americano, Barack Obama, de apoio ao casamento gay.

Segundo Suplicy: “Agora, não só a Europa, mas também a Argentina e outros países vizinhos avançam neste tema e na proteção da diversidade. E o Brasil caminha para trás, um país que deixou, por 16 anos parado na Câmara dos Deputados, projeto que regulamenta a união civil entre pessoas do mesmo sexo e há dez anos não consegue levar a voto de maneira bem sucedida, projeto que trata de direitos humanos e respeito à cidadania, não é um país que está somente parado e, sim, retrocedendo na questão dos direitos humanos”.

Marta Suplicy ressalta ainda que a sensibilização dos parlamentares só vai ocorrer, porém, com mobilização cívica, na medida que as pessoas entenderem que os direitos humanos estão sendo desrespeitados e que as agressões estão se tornando cada vez mais violentas. A senadora acredita que a maioria dos cidadãos brasileiros não concorda que um cidadão homossexual seja vítima de preconceito e lamentou que isso não esteja se refletindo em ações concretas.

Fonte: http://migre.me/95F0V e http://migre.me/95F1P

Campanha ABGLT incentiva estudantes a denunciar bullying


Devido ao aumento de casos de alunos vítimas de homofobia nas escolas brasileiras, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) lançou uma campanha para incentivar os estudantes/vítimas a denunciarem as agressões. Além disso é recomendado que a vítima registre um boletim de ocorrência nos casos de agressão, ligue gratuitamente para o Disque 100 e ainda envie a denúncia para presidencia@abglt.org.br, para que o caso seja acompanhado.

Resumo do Seminário: Educação e Diversidade Sexual!


Finalmente! Agora que resolveram o problema da minha internet, vamos colocar tudo no lugar! Como eu já disse, o Seminário foi ótimo! Muita gente presente, pelo que fiquei sabendo 270 pessoas inscritas e 600 ficaram de fora. Em mais ou menos 10 horas de Seminário, muita coisa foi discutida.

Desde os casos rotineiros que professores encontram nas escolas, quanto a violência que os homossexuais enfrentam dentro dos muros da escola e que muitas vezes é camuflada. Tudo muito organizado, tirando um breve atraso! Funcionou da seguinte forma: As mesas eram compostas, os palestrantes discorriam sobre o assunto e depois o auditório tinha direito a perguntar sobre o que foi falado e pá!

Já vou logo confessando que amei a primeira mesa, composta pelo: Prof. Dr. Alexsandro Rodrigues (UFES), Carlos Magno (ABLGBT) e Profª. Drª. Cláudia Maria Ribeiro (Universidade de Lavras). A maioria dos palestrantes realmente estava muito preparada e o Carlos Magno, que falou sobre preconceito, estereótipo e discriminação, e a parada gay como espaço de visibilidade, foi ótimo, super gente boa! Rolou também, as comentadas, apresentações culturais. Entre gritinhos da Patty sobre Silvetty Montilla e o alvoroço que se causou no auditório, Labelle Beauty, surgiu no palco e a-ha-zou na performance. (coloquei o vídeo no fim do post)

Depois, a 2ª mesa foi montada, com:  profª Drª Jane Felipe de Souza, discorrendo sobre os comportamentos homofóbicos no cotidiano da Educação Infantil e com a juíza Ivone Vila Nova. Cara, essa juíza animou todo mundo, a mulher fala, gesticula, anda, bate o pé e não deixa ninguém ficar entediado, ela falou um pouco sobre  os direitos LGBT no Brasil e o quadro de violência contra homossexuais no estado . Depois do almoço, Gizelly Sumer e a formação da 3ª mesa, com: Prof. Luiz Cláudio Kleaim (PLUR@AL) e a Profª Fátima Aparecida da Silva (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação).

As duas últimas mesas foram formadas por movimentos LGBT do ES e pessoas importantes da causa,  como por exemplo: a travesti Vanilly Borghi  do GOLD-Grupo Orgulho, Liberdade e Dignidade, a maravilhosa Deborah Sabará, transex, porta bandeira da Imperatriz do Forte São João e mãe do Caio, a Pastora Eliana Ferreira Vilela  da Igreja da Comunidade Metropolitana, que inclusive deu maior basfond ao falar sobre casos de homossexualidade na bíblia, Antônio Lopes de Souza Neto, o Toninho, da Coordenação do Curso Gênero e Diversidade na Escola, a militante Ariane Meireles (Santa Sapataria – Lésbicas e Bissexuais do ES) e Henrique José Alves Rodrigues, também do PLUR@L.

Resumindo, foi isso, é impossível descrever aqui tudo o que foi dito e como foi dito. O que dá pra dizer é que foi ótimo e espero ver as senhoras nos próximos!