De quem foi o constrangimento mesmo, A Gazeta?


Olha a notinha CACHORRA que saiu na coluna social do jornal A Gazeta:

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Vocês perceberam o tom de deboche do autor? Pode parecer que, pela responsabilidade jurídica, ele esteja do lado de quem sofreu a transfobia, mas não, se você ler com cautela vai observar que o “constrangimento” mesmo foi aparecer alguém “vestido de mulher” para receber o diploma.

Lógico, porque uma transexual é só alguém vestido de mulher… NÃO! Ele deveria ter dito que subiu ao palco uma mulher (e aí a surpresa da plateia seria justificada), não alguém “vestido de”, como se a pessoa estivesse imitando uma mulher.

Acho uma graça que o jornal mexeu logo com quem acabou de se formar em Direito e deve estar cheio de gás pra meter o processo. YOU GO,GIRL!

Deu pau no calendário…


…E nós voltamos para a Idade Média?!

Como podem banalizar manifestações de ódio travestidas de liberdade de expressão dessa maneira? Dá uma olhada no que saiu no Jornal A Gazeta de HOJE:

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Quem lê e apoia isso, só pode ter a cabeça assim:

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liberdadeQuanto à distorção do que está escrito na Bíblia eu compreendo o pastor, tá mesmo muito claro lá que homoafetividade é abominação, e pouco me importa se aquelas passagens foram inseridas posteriormente por papas com interesse político. Quem faz uma religião são seus seguidores, e se eles dizem que tudo que está contido ali é palavra de Deus, então é. E acabou.

No final das contas o livro inteiro não vale nada pra mim, e estou cagando para o que esse deus genocida fala.

expreasãoEntretanto, o interessante é que se o pastor estivesse determinando que mulheres adúlteras, desvirginadas antes do casamento, e que foram estupradas devem ser apedrejadas em praça pública, ou ensinando como escravizar outros seres humanos, todas com passagens tão claras na Bíblia quanto a passagem sobre homossexualidade, eu duvido que o jornal publicaria.

Veja as passagens clicando AQUI e AQUI.

Levíticos 11:12

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E esses são só poucos exemplos das inúmeras passagens de conteúdo preconceituoso ou violento contidas no Velho Testamento, e que são ignoradas pelos pastores evangélicos. E eu vos pergunto: Por que somente essa passagem é levada em consideração e todas as outras são consideradas obsoletas? 

O dia que puderem me responder isso mantendo a integridade moral do Cristianismo, eu me calarei.

Enquanto isso, fica aqui meu repúdio contra esse pastor e ao jornaleco que teve a audácia de dar aval para que esse texto repleto de homofobia seja publicado.

Se não existe limite entre liberdade de expressão e discurso de ódio, permitam então que sejam publicados textos a favor do Nazismo.

Fica, vai ter bolo! (versão literalmente)


Parece que a imprensa capixaba toda entrou numa cruzada para acabar com as festas incríveis que acontecem na Ufes. Depois de A Tribuna dar por dois seguidos notícias negativas sobre os eventos babadeiros que ocorrem lá, a vez foi da coluna Victor Hugo n’A Gazeta, cata:

Não sei vocês, mas quando leio uma nota como essa só uma coisa se passa na minha cabeça:

MERDA, PORQUE PERDI ESSA FESTA!!!

Via Gazeta Online.

O que pensam nossos pré-candidatos?


O jornal A Gazeta perguntou aos três pré-candidatos a governador do estado do Espírito Santo como cada um se posiciona sobre algumas questões polêmicas, uma delas foi sobre a união civil de homossexuais (sim, nós!). Como bem diz a reportagem não que eles poderão legislar sobre essas questões, mas é importante sabermos a opinião dos candidatos, para conhecer melhor como eles nos vêem. Os entrevistados foram: o senador Renato Casagrande (PSB), o deputado federal Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) e a ex-deputada estadual Brice Bragato (PSOL), sendo que os dos primeiros são contra e a última é a favor. Vamos ler as justificativas dos candidatos?

Casagrande (PSB)

“No Brasil, este assunto encontra visões bem distintas em muitos segmentos da sociedade. Meus princípios cristãos orientam-me. Tenho absoluta convicção de que o Congresso Nacional terá responsabilidade na condução desse debate, levará em conta o desejo da maioria dos brasileiros e impedirá qualquer tipo de discriminação”.

Luiz Paulo (PSDB)

“Trata-se de uma questão privada que compete aos indivíduos. Não cabe ao Estado proibir ou incentivar a institucionalização das relações de casais homossexuais. Combater a homofobia e violência contra os homossexuais, e respeitar a opção sexual das pessoas é, sim, tarefa do Estado”.

Brice (PSOL)

“O homossexualismo é uma realidade, queiramos ou não. Temos que romper nossos preconceitos e aprender a viver com a diversidade sexual. Parceiros (as) homossexuais são cada vez mais comuns, e não atrapalham a sociedade em nada. Nossa cabeça é que está atrasada para respeitá-los (as). Eles (as) estão dispostos (as) a viver relações afetivas, adotar e educar crianças que muitas vezes precisam dessa proteção. Isso tudo gera relações jurídicas, ou seja direitos civis e familiares que precisam ser reconhecidos e respeitados”.

Matéria completa aqui. Não deixem de comentar.

Dica da Latoya via comentários.

Então, não é chique dar pinta?!


Ontem, no jornal A Gazeta, dois textos falavam sobre o casamento gay. Um deles era o da coluna semanal do Luiz Fernando Veríssimo a respeito do Plano Nacional dos Direitos Humanos proposta pelo governo Lula (que prevê, além de outras questões,  a legalização da união civil homossexual e a descriminalização do aborto), assunto importantíssimo e que todos tem que ficar antenados, por motivos óbvios, e apoiar. Mas o que quero mesmo destacar aqui é o texto de Luciana Almeida colunista de etiqueta da revista AG (click sobre a imagem para ver ampliado):

Em 1745, comentamos aqui no blog sobre um outro texto só que da coluna do Wesley Sathler, no mesmo jornal, que dizia que não era chique apresentar uma pessoa do mesmo sexo como namorad@ do outro.

Super discreto! Super elegante!

Agora, lemos que o phynno é celebrar de forma ultra discreta, que de maneira alguma remeta a um casamento tradicional e apenas com pessoas que aceitam muito bem sua orientação para fazer um festinha para comemorar a felicidade do casal. Qédizeq você tem que se recalcar, fechar não é chique.

Pois se quiserem saber minha opinião muito sincera, eu tô achando que esses “consultores de etiqueta” reproduzem é o status quo e a pensamento coletivo de preconceito as diferenças sexuais. Tô mentindo, BeES?! Eu fico mesmo com a forma que o Veríssimo fechou sua coluna: “quando o casamento parecia um caminho a se tornar obsoleto, substituído pela coabitação sem nenhum significado maior, chegam os gays para acabar com essa pouca-vergonha“.

Aprendendo a não apurar matérias com o Gazeta On-line


Lembram do post do Pedro falando que saiu no Gazeta OnLine que  a aprada de Vitória decepcionou pois teria dado apenas 3 mil pessoas. Leiamos como saiu a mesma matéria, digamos, um tanto mais apurada no Folha Vitória:

iche 20 mil no folha vitóriaSinceramente, não acho que foi maldade do jornalista não. A produção dos jornais, e em especial da Rede Gazeta aqui no estado, hoje é constituída de matérias dadas por releases e outras mal apuradas na correria pelos “profissionais” que tem que se desdobrar para cobrir um número absurdo de pautas e veiculá-las em diversas mídias diferentes. Daí dá nessas merdas. Fica aqui nosso parabéns a Folha Vitória que fez um trabalho primoroso dando a visibilidade necessária a causa das minorias sexuais aqui do estado.

O que pensam nossos formadores de opinião sobre sexualidade?


Da comunidade Residência na Rede Gazeta:

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Não sei quanto a vocês, mas senti um espírito machista no ar… Muito me surpreende, já que me parecia que o jornalismo nos últimos anos vinha sendo feito por gays e mulheres. Esse tipo de comentário só mostra como era falha a afirmação da necessidade do diploma que foi tão defendida pelos profissionais da área por crerem ter uma responsabildiade adquirida pelos conhecimentos vindos das ciências sociais.

Enfim, mais discrição, senhores!

Os segredos de Bianca Castelli


Não sei se todos conhecem a drag capixaba (e um tanto desnivelada) Bianca Castelli. Ela se apresenta nas boates do estado a muuuuuuuuito tempo, mas anda um tantinho sumida da cena, eu mesmo a vi pela última vez na Parada Gay de Campo Grande. Vendo o suplemento de domingo passado de A Gazeta, a revista A.G, não é que aloka tava num dos boxes falando sobre o tema “segredo”? Ishpia:

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"Mamãe nunca mexeu na minha mala"

(clica para ver ampliado)

Bianca, quérida, uma dica: não se usa mais contornar a boca com lápis, tá?! E outra coisa, deixa as bee sairem lindas dos armários cedo tadeenhas, estão doidas para dar o bom edí delas… Fora isso, arrasou na participação. Estava lind… ehr… boni… bem, estava, né?!

Lesbofobia no jornal


Do jornal A Gazeta, coluna Victor Hugo, da jornalista Lúcia Garcia, de ontem (06/05):

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Fiquei indignada e sem dúvida é um caso de preconceito aos homossexuais. Primeiro, porque põe o carinho homoafetivo como algo extranormal digno de ser noticiado e expõe o choque que um beijo lésbico causa aos alunos dentro de uma universidade federal (bee-zaar-ro!). Segundo, pelo enfoque dado na matéria. Por ser um texto de colunismo social que permite uma opinião a jornalista se absteve e deu grande espaço aos comentários homofóbicos das pessoas que surpreendentemente se chocam com essa cena tão típica da Ufes.  Lúcia, querideenha perdeu a chance de fazer um trabalho de cidadania, uma ação política e pedagógica em prol de uma causa social tão importante. Será por isso que você trabalha na coluna Victor Hugo?! Se alguém quiser mandar um e-mail indignado para ela, o endereço e o telefone são lgarcia@redegazeta. com.br/3321-8480.