“SENAS” da noite capixaba #16


Contaram-me que na semana passada quando um transhca linha 507 – sempre o lendário 507 – no sentido Ufes-Vila Velha estava com um daqueles pastores evangelizadores gritando a pleno pulmões “a palavra”. Até ai tudo bem, nada de novo. Mas contece que ele começou a falar mal das gays.

Bem, até aí também não há muita novidade. Ele ia pregando jurando que estava abafando, lendo os versículos que falam de abominação e tal, mas ele não contava que no ônibus havia uma sapatão típica! A fancha cresceu pra cima do pastor e começou a retrucar ele gritando igual uma doida.

“CHEEEEGA!”

 Ela dizia que ele era preconceituoso, que não tinha nada a ver com a vida dos gays. O povo do ônibus começou a aplaudi-la. Quanto mais ela grudava no pastou mais era ovacionada!

Daí mais um homem surgiu defendendo os gay e uma senhora evangélica levantou dizendo que era tudo uma pouca vergonha também se meteu no meio. Daí começou um delicioso e passional bate boca!

O pastor dizia que os gays estão infernizando a sociedade, a vida dos pais… A sapatão não deixou por menos e grudou nele: “E VOCÊ ESTÁ INFERNIZANDO A VIDA DE TODO MUNDO AQUI.” O ônibus inteiro foi a loucura, aos gritos e as salvas de palmas. Porém, o pastor, como quem diz “meu cu”, ignorou e continuou falando. Um bapho!

“TOMA MEU DÍZIMO!”

Quando a sapatão foi descer no ponto dela, levantou e disse: “EU GOSTO DE MULHER E ME ACHO MUITO MAIS DIGNA QUE O SENHOR QUE FICA JULGANDO OS OUTROS!”. Ela desceu. O ônibus todo ficou quieto. O pastor também ficou quieto. Mas logo depois continuou pregando, mas falando de temas “menos polêmicos”.