Babado Awards 2011 [RESULTADO]


Chegou a hora da verdade, quem foram os grandes vencedores do nosso Babado Awards? Recebemos muitos votos, em alguns a disputa foi apertadíssima (rá!), mas aí estão:

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Babado, Confusão & Gritaria [Edição Colatina]


Oh meu deus! Estou destruída! Colatina é um ponto de luz em meio à escuridão do interior!

Saí de casa no domingo por volta de 7 da manhã, afinal, a van da prefeitura da Serra marcou conosco às 9 em Laranjeiras. Pegamos nossa condução e partimos.

Todas se lembram que estava bem frio aqui em Vitorinha ontem, e ficou frio até minutos antes de chegar lá, entretanto, foi só chegar perto da ponte do Rio Doce que se abriram as portas do inferno, Colatina se transformou de uma hora pra outra em Calortina, inclusive, minha garganta inflamou com tal mudança brusca de temperatura.

Eae, gata, qué uma carona?

Primeira coisa que eu fiz quando saí daquela van foi procurar um bar, claro, é no bar que a gente analisa a real beleza da cidade. Sentamos eu e minha amiga Anwar pra beber uma Brahma, tomamos 4, hahahaha.

Durante esse tempo eu percebi duas coisas: Os homens bonitos de Colatina não andam na rua, só passam de moto, queria eu saber pra onde estava indo tanto boy magia naquela cidade, porque na calçada passando por nós só tinha desgraça, e a segunda é sobre aquele relógio macabro que tem na pracinha da igreja! Gentchy, quando deu meio dia e aquele negócio badalou 12 vezes, eu juro que tranquei pensando no jogo do Resident Evil pra Playstation 2, sabem? Aquele que na primeira fase toca um sino e sai zumbi de tudo quanto é rua pra te comer.

Enfim, fomos pra parada porque já estávamos descaracterizadas, uma overdoooooooooose de passeeva e sapa! O que eu acho ótimo, afinal, são esses dois grupos que nos fazem rir.

Exótchyca

Já na parada, encontramos uma drag luxuosíssima, que sem dúvida era a rainha da parada, a cover da Thalia Bombinha! Eu não estou brincando sobre ser luxuosa, bee’s, ela estava realmente bem montada, e eu vou te contar que ter um corpo fora do padrão e conseguir ficar bem exige muita força de vontade e talento. Parabéns pra ela!

Mas o mais interessante mesmo foi que a parada estava nitidamente dividida em 5 grupos: As barbies rebolativas, as sapas de blusinha xadrez, as héteras, as pão-com-ovo e as phynas, mas as phynnas nada mais eram que as bee’s quá quás armadas com uma drag…. e eu era uma delas hahaha

Sim, gatas, ser pintosa e estar num grupo de pintosas te caracterizava automaticamente como uma pão-com-ovo, já a presença de uma drag te elevava à categoria de muito phynna, como se a drag fosse um acessório. E como eu odeio me sentir deslocada, logo conjurei a minha própria pet drag.

Por fim, a parada foi linda, exceto por um probleminha: Ninguém sequer citou o apoio do Babado Certo na divulgação do evento. Muita gente somente soube dessa parada através do nosso site, assim como é na maioria das outras, mas na hora de dar um feedback todo mundo “não se lembra de citar”, néam?

Não tô exigindo que divulguem o bluóg não, porque não tem uma gay com acesso à internet que não conheça a gentchy, mas um pouco de gratidão pela nossa boa vontade de fazer a divulgação de um evento que não temos obrigação nenhuma de fazer, é o mínimo que se espera de retorno.

Sobre a Parada Gay de Viana


Como todas que foram viram, Max estava lá cagadíssima de bêbada e de calor.

Cheguei em Viana por volta das 4 da tarde, pois peguei o vôo no aeroporto às 13 horas. Demorei um pouco para me acostumar com o fuso horário e clima diferenciados dessa região do continente.

Inclusive, estou chocado com a potência dos celulares dos funkeiros no ônibus, tão alto, mas tão alto que barrava competição de pick-ups sonoras.

Comprei uma Brahma e segui o primeiro trio que vi pela frente, muito axé, muita Dalila e logo fiquei bêbada… Catei uma mulher, peguei um carinha pelo caminho e no fim do dia já estava com o rímel todo borrado. Anoiteceu.

Entrei no primeiro banheirón que vi e já retoquei a make para um visual mais noturno e misterioso. A Parada Gay começou… ao som de Born This Way. Muita pinta, muita gente bonita e muito respeito.

Mas não é dessa parte típica que quero falar, afinal, as Prefeituras estão arrasando ultimamente na produção de eventos para a causa LGBT, policiamento excepcional e pouquíssimos casos de violência.

Problemas sempre acontecem e acidentes de percurso são comuns, mas a falta de um discurso digno não é fatalidade, é problema na produção. Foi o seguinte: Colocaram uma drag queen para discursar, até imagino porque, eu sei que as senhoras gostam mesmo de uma putaria, mas Parada Gay não é só isso, ou pelo menos não deveria ser.

O ruim foi que a tal drag mal sabia o que dizer, não a vi falar sobre a criminalização da homofobia e não a vi falando sobre a atual situação da União Homossexual no Congresso. Limitou-se a falar sobre as estatísticas de violência contra gays em Viana, brincar com o público, gongar as bills mais espalhafatosas e ser caricata.

Não estou reclamando disso, longe de mim, quem me conhece sabe o quanto A-DO-RO show de drag e que meu sonho dourado é ter nascido com esse dom do entretenimento. Entretanto, se você determina que o evento é uma Parada Gay, você deve SIM garantir um discurso sobre a violência contra homossexuais, cidadania, direitos civis, casamento gay e tudo que envolve esse público… é chato de ouvir? É! Mas é essa a essência da Parada Gay, afinal, engana-se quem acha que a parada serve somente para “mostrar ao mundo que os gays existem”, todo mundo sabe que os gays existem, elas são BEM visíveis (se é que vocês me entendem). A parada serve mesmo pra mostrar pra quem não é gay (a maioria) que todos devem ser tratados igualmente, sem limitação de direitos. Se você não respeita isso, transforma o evento numa micareta de bate-cabelo.

Por fim, parabenizo a Prefeitura de Viana, e todos os envolvidos, pela iniciativa. E, ah! Ângela Jackson, a senhora QUEBROU O CARALHO TODO, arrasou mais uma vez!

Trívia: Carnaval de Salvador terá seu “primeiro” Bloco Gay


Saiu na Lifestyle

Vem comeego, vem sem medo

Tsá, quem já foi ao Carnaval de Salvador, mais especificamente no bloco da Margareth Menezes, sabe que o Carnaval lá já é gay desde a década de 90. Na verdade mesmo, o Carnaval por si só já é a drag queen do calendário.

Entretanto, o “primeiro bloco gay” não vai ser gay porque terá uma política friendly, mas sim porque vai trazer ninguém menos que OFFER NISSIM, o verdadeiro Miojo. Vão ter outras atrações também, mas foda-se, nenhum mais famoso do que esse fenômeno que abalou as pistas de dança por 3 anos.

Pra quem não se lembra, cata uma das músicas mais famosas:

Arrasou, néam? Mas melkoo, o abadá vai custar 300 conto e com esse dinheiro eu faço uma festa aqui em casa, bebo e dou o meu edi quinhentas vezes mais.

p.s.: O babado vai terminar numa pool-party. Rá, as gay vão se matar pelos gringos, já vejo as capas dos jornais: “Travesti traída afoga amiga em Salvador”.