Utilidade Pública: Alimentos inimigos da chuca


Lindas, JÁ CHEGA de férias, né? Estou aqui doida pra fazer novos posts, não aguento ficar longe de vocês por muito tempo.

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Então, inaugurando o ano de 2014 do Babado Certo, um post super útil sobre a alimentação de uma passiva que pretende fazer sexo sem o medo de passar cheque.

Mas por que eu quero começar o ano falando disso? Primeiro, porque 2013 foi uma merda e acho que nada mais condizente com esse ano escroto que falar sobre como se livrar dela, segundo que muitas leitoras me perguntam nos comentários como eu faço para unir uma boa alimentação com uma chuca segura que evite surpresas no sexo.

Bem, o conhecimento de chuca me foi dado por uma drag queen tibetana que fazia cosplay de Elke Maravilha no Buraco da Lacraia, no Rio de Janeiro, e consiste numa longa lista de alimentos proibidos para todas nós, quando se pretende fazer sexo anal.

Vale lembrar que é importante, para uma maior segurança, que se fique pelo menos seis horas sem se alimentar e fazer a chuca antes de sair de casa.

PRIRIIII RÂÂÂÂRTIS

PRIRIIII RÂÂÂÂRTIS

Tenho certeza que ficar esse tempinho sem encher o rabo de sanduíche do Subway não vai te trazer nenhuma anemia. Isso porque a digestão completa dura cerca de 4 a 6 horas, então, deixando esse intervalo você consegue fazer com que toda a nena chegue no final do seu sistema digestivo.

Aí você poderá tirar tudo até seu edi virar um Worm Hole capaz do pinto entrar nele no ano de 2014 e sair com um black power genital dos anos 80, numa viagem de tempo anal.

Mas antes desse pequeno jejum é muito importante que você saiba O QUE comer, pois existem alimentos maldosos, traidores, que acabam com a sua possibilidade de um edi limpo e com o ph de uma solução tampão.

Vamos aos alimentos!

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São eles:

Couve:

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O inimigo número um de toda chuca. Já ouvi várias histórias sobre a maldição que é esse alimento. Isso se dá porque ele é um vegetal cortadinho em tiras longas. Como nós somos quase carnívoros, não conseguimos digerir celulose, apenas se mastigarmos o alimento e quebrarmos com o dente essa parede da célula da couve, para aí sim nos nutrirmos com o líquido de dentro.

Só que como ela é uma tira longa você não consegue mastigar inteira e, como resultado, ela vai direto pro seu intestino, grudará na parede dele, e nem a chuca mais profunda do mundo vai conseguir tirá-la de lá. A única ferramenta capaz de tirar essa couve de lá de dentro é adivinha quem? A cabeça da neca! Exatamente!

Você vai acabar no final da noite que nem o Mister M tirando lenços do bolso, mas no seu caso uma tira enorme de couve do seu edi.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=l17onPgRk0g]

Milho Verde: 

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Pe-ri-go-sís-si-mo! Milho verde tem uma capa de celulose em cada grãozinho e, por esse motivo, é ainda mais traiçoeiro que a couve.

Se você não mastigar todos eles, vão também direto pro seu canal retal, e vão ficar escondidinhos na dobrinha interna do seu edi, como Angelina Jolie em Salt, só esperando a hora certa de te matar… DE VERGONHA!

Pare já aí, sua leguminosa maldita!

Pare já aí, seu cereal maldito!

Feijão:

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Feijão é tenso, preciso nem falar nada, né? Minha dica pra vida é que no que dia que for dar coma soja, pelo amor que você tem a sua reputação anal!

Feijão vai criar uma bomba de destruição em massa dentro do seu corpo, e essa bomba vai se prender nas paredes no seu intestino e não vai sair nem com aqueles aspiradores de pó que sugam água.

A única coisa que será capaz de explodir essa bomba é o gentil entra e sai do pinto, que servirá como um sensacional supositório liberador de gases-ninja contratados especialmente por satanás para assassinar o tesão do momento.

"Comeu feijão?", "Comi, amor", "Então tchau"

“Comeu feijão?”, “Comi, amor”, “Então tchau”

Farinha de Mandioca:

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Essa vai pras de ascendência nordestina, que adoram secar o caldo do feijão com farinha (já viu que essa mistura aqui é tipo dar um cheque em branco na mão de alguém, né? É CERTO que vão passar pra frente e o seu prejuízo vai ser enorme), não, não e não! Farinha não!

Isso vai prender tudo dentro de você, vai fazer a nena virar a bola do clipe da Miley Cyrus e quando você soltar vai sair como um tiro de bazuca que vai varar o abdômen do seu boy.

Pimenta (do reino, malagueta, rosa, dedo de moça, dedo de puta, foda-se, corra de todas):

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Claro, se você comer só um tiquinho não vai dar nada. Mas um dia eu estava na Bahia e comi uma tal de Pimenta Saci, o rótulo me avisou do que estava por vir.

Minhas filhas, eu comi, ardeu como se eu fosse a boca do inferno daquele desenho do pica-pau marinheiro:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=kG-jfiXNPI4]

Mas nada pior do que quando saiu, realmente, eu me senti parindo o próprio personagem do Sítio do Pica Pau Amarelo.

Se você jogasse uma peneira na minha bunda dava pra prender o saci numa garrafa de cerveja, como no seriado da tv (que vai fazer 10 anos esse ano, só pra você se foder se sentindo velha aí).

E são esses alimentos, amores. No próximo post eu vou falar de alimentos que são AMIGOS da chuca e que facilitam a limpeza de dentro pra fora, chegando ao ponto de você nem mesmo precisar fazê-la. Não é maravilhoso? Ótimo para aquela viagem pro interior na casa da sua tia que não usa chuveirinho.

p.s.: Use essas dicas só enquanto você estiver conquistando o boy. Depois que ele se apaixonar por você, foda-se, ele tem mais que te aturar do jeito que você é.

Você vai comer sim!

“Você vai me comer sim! Com cheque ou sem cheque”

Este post não é uma resenha surpresa do disco da Beyoncé


fiquei quase uma semana escrevendo e revisando esse texto, então é pra ler até o final CASO CONTRÁRIO…

Esses dias, tava bem eu dando um pouco de cachaça pro peru que andei criando aqui no meu loft pra ver, né, se o bichinho aceitava melhor a perenidade da vida de uma ave nesses dias que antecedem o natal. Dava uma dose pra ele, pegava uma dose pra mim, botei um disquinho do Roberto Carlos na vitrola pra gente curtir uma fossa juntos e, fazer o quê, acabei dormindo sem nem deixar acabar a minha música preferida.

Côncavo e convexo, não sei se falei certo

Gente, qual foi a minha surpresa que eu acordei com a calcinha na mão e to-da babada. Na verdade, eu acho que eu estava um pouco umidificada demais, pois percebi que minha vaginoplastia tinha virado um afluente do Rio Jucu. Me desculpa, não queria causar esse transtorno na Grande Vitória, mas fazer o quê.

Pelo menos o meu peru estava preparadíssimo e tava construindo uma arca de noé feita completamente de balas xibiu. Quer dizer, foi aí que eu descobri que Antenor, meu peru, na verdade, era… ELA. SIM, UMA PERUA. Fizemos um pequeno rito de batismo e partimos, Insibayeva e eu, rumo a uma aventura que jamais imaginada.

Salvamos três vira latas, dois hamsters chineses, um panda, o Dé, um minhocossu, dois atendentes do subway e, infelizmente, por mais que tentássemos, não conseguíamos chegar até onde ecoava aquele grito, aquele canto de sereia que aprofundava-se, oferecendo uma desprevenida e despenada periquita numa rede social.

brigada.

Desesperada, já no sétimo dia consecutivo de chuva, com Insibayeva criando um motim e um sindicato das aves natalinas, ameaçando entrar em greve junto com os motoristas e cobradores do sistema transcol, eu tive uma revelação: vá, Tchynna, vá quebrar o seu Britney Jean no alto do Morro do Moreno, faça esse sacrifício, louve meu nome pelas eras e tu serás recompensada. Primeiro eu achei que era uma mensagem do Beto Guedes. Só depois que eu fui perceber, era uma mensagem divina.

A vida é um mistério, todos devem permanecer sozinhos

E lá fui, como Jacó nadando no azeite, tendo o Convento da Penha como testemunha: ali sacrifiquei Isaque, meu Britney Jean adquirido com muito esforço, uma ode eletrônica, conceitual, ao autotune auto-erótico. O transformava em pequenos pedaços de poliestireno quando uma luz fortíssima, que aplacava a ansiedade no meu coração. Foi quando Deus (ou Beto Guedes), falou comigo em seus versículos.

1. Ela não precisou de marketing.
                    E Deus viu que era bom.
2. E lançou dezessete clipes junto com um disco de inéditas.
              E a bichas viram que era o máximo.

SOU CANELA DE FOGO, RETETÉ DE JEOVÁ

BOW DOWN, BITCHES – UMA REVIEW SURPRESA DE UM ÁLBUM SURPRESA

Enquanto as senhoras esperavam à exaustão mais um trailer de Ninfomaníaca, jurando de pés juntos que era apenas amor pela sétima arte e não só cinco horas de piroca numa tela widescreen, Beyoncé simplesmente decidiu fazer mais pela humanidade do que Lars Von Trier transformando minha deliciosa vaginoplastia em leitmotiv do cartaz de seu filme.

Não qual vulva é essa em helvética que ele já viu na vida, porque todas as que eu vi pareciam mais uma bibisfiha de cremely.

Quer dizer, pra quê um filme de cinco horas pras pedantes discutirem horas o destino das imagens na sociedade pós-industrial, Beyoncé achou que era muito mais útil lançar um disco de inéditas e nada menos que DE-ZES-SE-TE videoclipes possivelmente mais relevantes do que tudo o que já havia sido lançado em 2013.

Imagens chocantes do suicídio coletivo das carreiras de Lady Gaga e Christina Aguilera

A melhor parte de tudo isso, no entanto, foram as básicas fãs de Rihanna clamando por justiça social depois que Beyoncé lançou Drunk in Love para fazer frente a chatíssima e insossa Drunk on Love. Quer dizer, vamos falar umas verdades, né? Rihanna só existe porque Queen Bey dormiu de calça jeans um dia da vida e Jay-Z teve que procurar outro lugar para colocar sua Umbrela e esse lugar foi a inóspita carreira de nossa queridíssima Michelli Williams de Barbados.

Mulher burra fica pobre, mas se for inteligente pode até enriquecer.

O comentário mais sensato que vi na internet acerca dessa comparação entre Rihanna e Beyoncé foi uma negra maravilhosa nos lembrando que se Beyoncé quiser, ela pode comprar e vender a Rihanna quantas vezes forem necessárias. Aliás, não é nada demais lembrar que Jay-Z e suas correntes de ouro 24k que financiam a hospedagem do blog e este é único motivo de eu estar falando mal de toda e qualquer cantora pop nessa postagem (longe de mim querer que vocês se matem nos comentários, hackeiem uma o computador da outra e vazem o máximo de fotos constrangedoras da rival antes de terem sequer passado pelo photoshop).

Só não vazem fotos dessas sem-vergonhices de vocês no chat uol, porque se eu ver mais um texto sobre pornografia de revanche (que por si só não é legal, viu, amiguinho) na minha timeline, eu tenho um treco

Após nos ensinar a importância de se ir à praia a noite para evitar os raios UV no clipe de Drunk In Love, com outro de seus cordões, Jay-Z comprou os direitos de American Horror Story e Beyoncé vai substituir Jessica Lange como suprema ainda nesta temporada, fato que é contemplado pelo clipe de Ghost.

Eu acho No Angel uma música belíssima demais pra Beyoncé ter relegado ela a esse clipe que mais parece a gente acidentalmente digitando interracial amateur gay porn no sistema de buscas do Xvideos porque está perdidíssima na síndrome de Estocolmo e se apaixonou por aquele mavambo que roubou seu celular.

quem nunca, né?

Já Partition me deu a melhor ideia do universo: pra que gastar com tratamentos caríssimos a base de um laser fracionado que te deixa a cara daquele chester de natal que sua tia quituteira, aquela que tem uma intricada rede de estrias na pelanca do adeus, decorou com vários cravos-da-índia só pra confundir as papilas gustativas de sua língua?

Já sei exatamente o que fazer neste feriado quando me perguntarem “E as namoradas, Raí?”

Óbvio que já entrei num site chinês e encomendei meu próprio retroprojetor  e já estou providenciando aquelas maravilhosas folhas de transparência devidamente ornadas com motivos étnicos para esconder as pequenas e minúsculas imperfeições do meu corpo na hora do acasalamento.

Beyoncé nos ensina que além de um ventilador, toda bicha precisa imediatamente comprar o seu datashow.

O clipe de Rocket é uma ode em que Beyoncé está serving #chuvasnoes realness, sensualizando no canal Bigossi com essa maravilhosa direção de fotografia de XO nos brinda com essa maravilhosa iluminação trabalha e confia nas cores da bandeira do Espírito Santo.

A maléfica Christina Aguilera destruindo a represa de Capuba com inveja do Espírito Santo ter um lugar especial na discografia da Beyoncé

Aliás, esses dias aqui em casa eu juro que tentei sensualizar na água acumulada, esticando minhas pernas longelíneas como as de um Aedes Aegypti, pegando essa gostosa vibe Erotica que Bey pegou emprestada de Madonna para nos prestar um orgasmo visual e clitoriano tão forte quanto o que consigo com auxílio com o esguicho da mangueirinha da minha ducha gorducha.

obrigada, Beyoncé, pela mais relevante canção de auto-prazer desde Careless Whispers

O maior problema desse disco, na minha opinião, é que quando você menos espera, você tá lá igual a menina pastora gritando todos os adjetivos e louvores diferentes para Beyoncé.

É MARAVILHOSO. CONSELHEIRO. DEUS FORTE. PAI DA ETERNIDADE. 

E PRÍNCIPEEEEEE DA PAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARGHZ. Quando esta senhora não está na ONU, cantando para fazer toda a humanidade doar alimentos não perecíveis, materiais de higiene, água potável e roupas para os desabrigados de Rio Bananal, ela está, como no clipe de Superpower, liderando a humanidade como uma poderosa e anárquica chefe de uma organização revolucionária. Quer dizer, mais que isso, ela está lá salvando Bárbara Paz da insignificância, eclipsadíssima na novela das nove até pela trama da menina autista, trazendo à tona o seu maravilhoso ensaio como black block.

um dia, tenho certeza que os físicos irão explicar qual a lei de Newton que permite que essa franja de Bárbara Paz sempre esteja exatamente no mesmo lugar.

Generosa, porém superior, Beyoncé nos lembra não só da existência de Bárbara e de seu maravilhoso relacionamento com o Supla na primeira edição da Casa dos Artistas, mas também dá emprego para as antigas amigas de Destiny’s Child que viviam presas num extenso looping de clipes do Nelly e bancadas de shows de talento.

Superpower.

Este foi o momento de maior relevância de Michelli Williams desde que Tammie Brown decidiu não dublar um hit seu na primeira temporada de Rupaul’s Drag Race

Óbvio que a cara de cu de Kelly Rowland é explicada quando ela olha de soslaio (aliás, soslaio só perde pra psicroestesia como melhor palavra da língua portuguesa) ao perceber que dessa maravilhosa barriga negativa saiu uma criança que já fez pelo menos aí uns três a quatro feats mais relevantes do que Dilemma.

cadê a relevância de kelly rowland que estava aqui, Blue? SUMIU.

Aliás, o clipe de Blue é uma coisa fofíssima que se passa no Brasil, uma referência a todos nós que tomávamos maravilhosos sorvetes com gostinho de gordura hidrogenada em pazinhas coloridas e que soltávamos nossos maravilhosos papagaios feitos de sacola plástica do nosso saudoso Dalmery. Na verdade, o que mais me deixa impressionado com Beyoncé em toda a sua videografia é que ela se mistura com as galinhas neste clipe sem medo algum de tomar uma deliciosa carreira e sair rolando como um tatu-bola pelas ladeiras da Pedra da Cebola.

imagem meramente ilustrativa de Tchyna, loiríssima, correndo das comentaristas furiosas deste sítio na internet

Continuando a corrente do bem iniciada por Sônia Abraão quando ela ainda apresentava o Falando Francamente no SBT, Beyoncé também trabalha com Pretty Hurts para denunciar os desmandos de Tyra Banks a frente da octagésima sétima temporada de America’s Next Top Model: MST Invasion.

Aliás, após o clipe de Pretty Hurts já abrimos um ofício junto ao Papa Francisco para canonizar Beyoncé como Madre Tereza de Corumbá, padroeira oficial do feminismo. Quer dizer, com esse clipe babado de Haunted que veio para lacrar o cu das inimigas e destruir carreiras, podemos considerá-la, pelo menos, padroeira da minha bacurinha que nesse instante se encontra em chamas.

yoga fire, yoga flame

YOGA FIRE, YOGA FLAME

A melhor parte de Haunted são aqueles manequins que assustadores que me lembram da melhor matéria já feita pelo G1, sobre a mulher que esbarrou num manequim e foi pedir desculpas na inauguração do primeiro shopping do Acre.

Não recomendaria você olhar para trás agora.

Agora, me joguei no chão com Blow. Olha, não apenas porque é maravilhoso e ensina o Daft Punk a fazer alguma coisa realmente decente depois desse disquinho mixuruca que eles liberaram no início do ano, mas simplesmente por ser uma maravilhosa homenagem a renca de episódios perdidos dessas animações japonesas que causam epilepsia nas crianças.

A coisa que eu mais amo em Yoncé é que ele já começa com uma cena maravilhosa de mamilos entumescidos ornando os seis da figurante sobre o couro como duas bolachas negresco cintilando na merendeira de Blue Ivy enquanto seguranças abrem caminhos para ela chegue em segurança ao parquinho de seu creche.

imagem meramente ilustrativa sobre o uso indiscriminado de grillz no clipe de Yoncé

E a melhor coisa de tudo isso é que eu tenho certeza que esse clipe deve ter custado aí umas duas canelinhas e um pastel de camarão com catupiry na feirinha de Coqueiral de Itaparica pra ser feito e taí fazendo mais requisito do que toda a videografia do grupo Bonecas Gostosas idealizado pela maravilhosa Alessandra Cariucha, nossa eterna garota da laje.

Nicole Prescovia Elikolani Valiente Scherzinger, vulga Alessandra Cariucha

Jealous é Beyoncé admitindo que o meme das inimigas já deu e que as senhoras deveriam imediatamente abandonar esse bordão, sob o risco de se transformar não em uma barata, como Kafka, mas em uma exposição de jovens artistas em um evento midialivrista no centro de Vitória. Aliás, Jealous nos ensina que sim, é possível que até um ser superior, mais próximo de Deus (ou Beto Guedes, não sei a diferença), pode chegar e mandar plotar SUA INVEJA É A VELOCIDADE DO MEU SUCESSO na carroceria do seu fiat 147.

mídia livre é coisa de hétero, porque todo gay sabe que chega uma hora que já não tem mais o que liberar

Mine é uma canção que parece com um hit qualquer do Drake, tem a participação do Drake e como o Drake morreu após aquela canção horrenda chamada Yolo, vou substituir minha crítica por e então você pega um miojo sabor galinha caipira, duas colheres de creme de leite fresco e uma colher de sopa de limão. Cozinhe o miojo conforme as instruções da embalagem. Acrescente o creme de leite fresco e o suco de limão ao macarrão pronto, mexa bem e sirva a seguir

se você chegou até aqui, parabéns, você tem um grau de alfabetização acima da média do pessoal aqui na internet

No minuto em que eu entrei em contato com ***flawless ainda lá no meio do ano, eu já tinha caído de joelhos no chão e telefonado para Deus agradecendo essa canção que já era maravilhosa com esse refrão meio chiclete BOW DOWN, BITCHES e que simplesmente se tornou um hino do feminismo com a inclusão daquele rap gostoso, aquele rap maravilhoso de CHIMAMANDA que por si só já é mais importante que Simone de Beauvoir por seu nome poder ser utilizado como o melhor sinônimo de vulva desde TCHECA.

ralando muito a chimamanda

Heaven me fez chorar mais do que o relato da menina que perdeu seu porquinho da índia afogado no meio da enchente. Na verdade, rolaram mais lágrimas do que as que produzi quando eu era apenas uma bichinha básica, pré-transição, sentada no sofá da avó sofrendo com as cenas mais tristes de Crossroads – Amigas para Sempre.

Um minutinho de silêncio pelo Britney Jean, gente.

Growing Woman é minha música e meu clipe favorito de todo o disco simplesmente porque me dá a possibilidade de ir lá na minha infância, resgatar aquele monte de VHS perdido em que eu mostrava a coreô daquela canção homenagem que Sandy e Junior gravaram para os Power Ranger, obviamente comigo no centro da tela sendo a Kimberly. Mas obviamente esse é um assunto que fica pra depois, pois eu já estou com LER de ter escrito esse texto enorme e só me resta uma coisa a se dizer:

gabrilandia:toma criança safada

UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO, SÃO OS VOTOS DE TCHYNNA TURNER

Tem que ter, tem que ter disposição…


As-cariocas

Tenho vários amigos hétero que já me perguntaram como satisfazer uma mulher, achando que existe algum truque ou macete pra esse tipo de coisa. O necessário para satisfazer, não só uma mulher, mas qualquer pessoa, chama-se: disposição. E toda vez que eu venho ao Rio, o que não me falta é disposição! Muito calor, algumas trovoadas, tempo livre e lá vou eu em mais uma das minhas aventuras…

Marquei um encontro via Facebook, afinal, conhecer pessoas nunca é demais. Como eu digo, network. Estava esperando um bolo, mas só ganhei um chá de cadeira. Tomei uma latinha pra dar aquela coragem e eis que ela aparece, toda falante e bem articulada, de início me intimidou. E o que podia fazer?? Precisava de território conhecido e nada como um barzinho pra meu me sentir em casa.

Estávamos sentados no barzinho e o dono do bar não tirava os olhos de mim, depois de duas ou três cervejas, ele se aproxima da mesa e solta: “você não tem 18 anos”. Oi? Como assim? Perguntei se ele queria provas e larguei minha identidade na mesa. Ele pega o documento, sai do bar, atravessa a rua e caminha até chegar num posto policial localizado na esquina. Nem me liguei e continuei entretida na conversa, quando de repente um PM aparece do meu lado! E eu achando que já tinha acontecido de tudo comigo, cinco anos se passaram desde a maioridade e a história sempre se repete.

Depois dessa cena, da vergonha do dono do bar e de algumas gargalhadas, minha disposição gritou novamente: “Será que já te embebedei o suficiente pra você ficar comigo?? E a resposta veio como tapa: “nem precisava disso”. Nessa noite, fiz um tour noturno pelas ruas de um bairro que ainda agora não sei o nome, entretanto isso pouco importa. A chuva veio, o alcool desinibiu e mais uma vez as cariocas botaram banca! Como nos versos cantados pelo Kid Abelha ♪ na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê ♪

P.S: Eu não acredito em ativa/passiva, acredito em diversão!

Você não é Césio 137, mas seu brilho me contaminou


Olha, eu percebi que eu tava um pouco desaparecida quando eu me olhei no espelho e vi que tava a cara da Mari Alexandre.

Por onde anda a Mari Alexandre, um beijo para Mari Alexandre.

Olhei para meu rosto calejado pela pouca exposição midiática e me perguntei: morri ou estou na Record? Mas antes que eu fosse condenada a ser protagonista de uma microssérie baseada na bíblia e entrasse naquele looping constrangedor de ter que fazer par romântico com Maurício Mattar, eu resolvi voltar para vocês.

ADOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORO!

Acontece que eu estava numa cremosa crise alérgica que deixou meu nariz tão constipado que quase tive que transformar a minha perna mecânica na máscara do Kabal, de Mortal Kombat, pra ver se eu conseguia respirar direito. E a melhor parte é que eu tô assim há mais de duas semanas e não melhoro em nada. Quer dizer, descobri hoje que tava tomando um anticoncepcional no lugar do antialérgico.

Está finalmente explicado o porquê de eu ficar dublando You Make Me Feel a Natural Woman na condução para casa durante toda essa semana.

Aliás, teve uma vez que eu confundi meu anticoncepcional com uns dois m&m’s que tavam perdidos na minha necessaire. Sorte que ninguém me come, porque senão eu já tinha parido.

Nessa loteria da vida chamada genética, tenho tanto alelo recessivo que eu sinto que esse símbolo capixaba foi gerado no meu útero.

Mas então, eu estou aqui hoje reunindo o que resta das minhas forças pra falar com vocês de um tema muito importante em nossas vidas, o Lulu. Claro que a galera do deixa disso já pegou seus extintores de incêndio para apagar nossas bacurinhas em chamas com a possibilidade de avisar a todas nossas amigas que aquele desfrutável pedaço de mau caminho te elogia com trechos de canção do Exaltasamba.

Olha, meu amor, vou te dizer uma coisa. Se homem não fosse objeto, a gente não tinha esse estímulo de dar nome pra vibrador.

Já que não posso avaliar o Tatuapu, uma vez que não se reconhece a necessidade de um pequeno pedaço de poliestireno explorador de mucosas ter o seu próprio perfil no Facebook, vou me divertindo avisando a humanidade do recorrente risco de se gastar tempo e energia em conquistar uma pessoa que tem a capacidade de usar tênis com meia preta.

Três meses de trabalhos intensos de jardinagem para deixar sua vulva com uma belíssima cobertura capilar no formato das iniciais do boy pra na Hora H descobrir que ele usa cueca asa delta vermelha.

Gente, vamos combinar. A coisa mais pesada que tem no Lulu é a denúncia de que o boy curte o Romero Brito. É grave: sim. Deveria ser considerado crime hediondo e, portanto, inafiançável: com certeza. Mas, a gente sabe, né. Coisa de hétero. Se essa aplicativo tivesse surgido na mão de alguma bicha venenosa, garanto que ia ter uma área só pra você indicar a cor, pastosidade, viscosidade e volume do cheque passado pela gay avaliada em questão.

Chocante, mas não tão chocante quanto as cenas de amor de Leleco e Muricy em Avenida Brasil.

“Ah, mas não é legal objetificar ninguém, Tchynna”. Até que eu concordo, mas o Lulu tem uma vantagem sensacional: ele simplesmente rotula e classifica exatamente quem geralmente costuma ser o fio da balança para se rotular, classificar e separar as pessoas, veja que legal. Acho que não vejo homens cisgêneros e heterossexuais sendo objetificados, veja bem, desde a Convenção das Bruxas de 1922, quando eu e minhas amigas invadimos a Semana de Arte Moderna e transformamos Oswald de Andrade no Abaporu.

O que importa, gente, é a beleza interior.

Aliás, queria agradecer muito as pessoas que contribuem para que a internet seja um grande desafio de pegar jacaré numa enorme pororoca de chorume, porque já criaram um que os homens avaliam as mulheres. O que eu tenho pra falar sobre isso? Tá feio, tá escroto, tá pior do que o remake de Guerra dos Sexos. Hétero não entende nada de vingança.

Garanto que se aquela menina de Revenge, a Emily Thorne, fosse lésbica, o seriado ia ser bem mais legal.

Enquanto vocês se matam aí nos comentários porque, claro, viado adora uma polêmica, eu vou continuar aqui no meu cursinho de programação por correspondência do Instituto Brasileiro pra ver se a gente adianta o nosso lado e cria aquela versão do aplicativo para o universo homossexual.

Vai ser tanta discórdia que o aplicativo rapidamente vai se tornar um infalível método de controle populacional.

PS.: Não tenho nada contra os héteros, tenho até amigos que são. Não é preconceito, é só minha opinião. :*

A ética: onde está?


Existem regras, acordos tácitos, entre nós gays que deveriam sempre ser respeitados. O gay  tem suas coisinhas, seus espaços, que deveriam ser preservados sempre por outros gays. Existe uma ética!!!

Me explico. Esses dias dei uma festinha aqui em casa, coisa fina, jantarzinho e tal. Entre as pessoas algumas bichas que estavam fervidas e doidas para ir a boate. E foram.

Quando terminou a festa meu companheiro veio me falar: “Acho que fulano fez a chuca aqui em casa”. “O QUE?!”. Fiquei indignado, uma falta de respeito!

Agarrei ódio na bicha. Como assim ela vem na casa da gente e usa a NOSSA chuca?! Não, gente, não é egoísmo, não é falta de fraternidade com as irmãs. É questão de higiene! Sabe-se lá onde andou o edí daquela gay. Esquistossomose taí, mona! Passei o dia todo faxinando a chuca: deixei de molho na Q’Boa, esfreguei BEM com bucha de pelos duros e passei álcool em gel bactericida. Deixei tudo higienizado. A chuca parece que é nova. Mas a revolta ficou: não dá pra deixar o coração de molho.

A chuca de uma bicha é sagrada!

Sei que fazer chuca fora de casa sempre é o maior problema do viado (a chuca de garrafa pet taí como prova), mas há um acordão entre nós de manter o espaço prioritário da bicha dona da casa, né? Eu já sofri muito com chuca fora de casa, sempre tenho medo de pegar uma super bactéria que coma meu edí todinho fazendo ele virar uma enorme cratera gangrenada. Uma vez, num hotel, tentei retirar o chuveirinho para usar só a mangueira e inundei o banheiro do hotel todinho, mor mico, tive que chamar o boy para me ajudar, desligar a água todo do quarto e o escambau. Só depois pensei que deve ser mais seguro usar com o chuveirinho essas chucas “públicas”, pois toda bee deve ter a mesma ideia, tirar o chuveirinho e ninguém usa com. Sei lá! Apesar de que tem cada louca no mundo, né… O vinhádo que veio aqui em casa taí para provar que não estou mentindo.

Como lidar?

Não existe mulher feia, existe mulher que não conhece os produtos Jequiti


Aproveitando que todas estão chorando os seus mortos neste dia de Finados, estou aqui acendendo uma vela para a minha dignidade. Quer dizer, minha dignidade se foi há tanto tempo que se eu for mandar rezar uma missa pra ela, o máximo que vou conseguir fazer é um ritual Wicca.

Última vez que vi minha dignidade: 1293.

Na verdade, chegou um momento na minha vida que eu não sei o que eu faço primeiro nesse feriado: choro pela minha dignidade que se foi ou velo a minha vida sexual que terminou ali junto com a escadinha do Centenário.

A primeira vez que eu fui na Antimofo praticamente me senti uma versão travesti da irmã do Doug Funnie

Eu acho, até hoje, que aquela escada era a responsável pela atual epidemia de viadice que vive o Espírito Santo. Era tão fácil prevenir, era só colocar um dispenser de álcool gel ali, instruir as pessoas e pronto. Mas é tudo isso que eu lembro porque, querida, quando eu tive meu último orgasmo clitoriano, a gente ainda gemia em latim.

dans sextarium antiquae Romae

Com a derrocada de minha vida amorosa, e consequentemente da minha vida sexual, eu passei a me relacionar só com gente feia. Claro, porque enquanto gente bonita faz cu doce, gente feia simplesmente faz a chuca. E dá.

É bom sempre ter cuidado ao namorar uma pessoa feia para não acharem que é animal de estimação.

Eu vou te dizer: eu criei uma quedinha por homem feio. Me encanta aquele sorrisinho que esconde por trás uma tragédia nuclear de Fukushima, aquele rostinho sofrido de quem aprendeu a andar com três meses de idade porque era tão feio, tão feio que ninguém queria pegar no colo. E, principalmente, há um grande motivo por essa guinada na minha vida: sexo, para gente feia, é igual o cometa Halley. Se você perder a oportunidade, minha filha, outra igual só daqui a a 76 anos.

Meu atual padrão de beleza: crococá

Então, querida, pare de correr atrás daquela pessoa bonita que nunca vai te dar bola. Primeiro, porque com o advento da internet, se aquela pessoa for realmente bonita, vai ter pelo menos uma foto dela escancarando as suas intimidades por aí pra você satisfazer sua vontade. Comece agora a olhar com carinho para aquele ser que tá ali, no cantinho da balada, escondido nas sombras. Você vai encontrar alguém com o coração e muitas outras coisas abertas para você.

Liberando a rola.

E você, minha amiga que é feia, você que já pensou em ir na Porta da Esperança pedir uma plástica pro Sílvio Santos: valorize-se. Você pode não estar no topo da cadeia alimentar, amiga, mas saiba que quem está na base é sempre comida primeiro.

Não está fácil para ninguém!


Em algum muro de Vitorinha… [solta a trilha]

cartazEstá vendo, vinhádo, não está fácil para ninguém… Não sei o que amar mais, a atitude do boy em plena era das tecnologias digitais apelar pro cartazinho no muro colocando duas opções de operadora para facilitar para as pretendentes ou a beesha gaiata que se ofereceu escrevendo em cima.  A concorrência está pesada!

“Sou mulher!”