Estratégias de segurança anti-homofobia: Seja hétero


Saiu na Folha:

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Ou seja, perca seu direito de ir e vir e não reivindique seu espaço público.

Com licença,

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9 comentários sobre “Estratégias de segurança anti-homofobia: Seja hétero

  1. Gente, a violência contra lgbts esteve presente na minha família. Fiquei sabendo disso na semana passada, e fiquei triste e chocada ao mesmo tempo. Além de mim, havia um primo de segunda geração que também assumiu-se homossexual. Foi o primeiro filho, primeiro neto, bisneto. Era a menina dos olhos da família (por parte de meu pai). Foi criado com todo o cuidado, era o xodó da avó. Foi crescendo, e as pessoas desconfiando, tinha um jeito muito delicado, coisa e tal, mas sempre com a merda de tapar o sol com a peneira, a negação sob forma de silêncio absoluto. Até que ele se abriu, contou, e os pais dele o expulsaram de casa. Ainda nem tinha 18 anos. Foi morar com uma tia, que depois virou evangélica. Ele seguiu sua vida, foi morar em Florianópolis, se virou como pôde, fez seus amigos – era tudo o que ele tinha – seus amigos e sua profissão (cuidava do visual dos animais, principalmente cães, fazendo tosas artísticas – o cara era mesmo bom no que fazia, e até que tirava um salário legal). Mas na semana passada, fiquei sabendo que encontraram ele morto. Era uma rapaz lindo, sensível, inteligente, amoroso, cheio de vida! Mas tinha depressão. Não sei se foi um assassinato (direto), ou se ele se suicidou (assassinato indireto), o fato é que ele foi mais uma vítima da intolerância, estupidez, homofobia, principalmente por parte daqueles que ele mais amava, e que, ao menos teoricamente, deveriam ser aqueles que mais deveria amá-lo. Jonatas se foi. E diante de tanta violência, emocional ou física, querem que A GENTE se tranque de novo no armário e simplesmente finja ser quem não somos? Não somos nós quem temos que nos trancar em casa e fingir sermos quem não somos! É a merda do estado quem deve promover a nossa segurança, catar e prender os bandidos! Isso é ridículo, um retrocesso, e é exatamente o que querem os criminosos!

    Há coisas muito erradas neste mundo, não podemos simplesmente compactuar com mais essa. Não mesmo!

  2. Eu sou da homo da 2nd geração (lesbian->gay), o neto vitoriano/primogênito, sentindo o peso que carrego nas minhas costas, mas só quero acabar c/ os meus estudos e contar a família (que pensa que sou assexuado, a maioria, pois primos prox. já sabem que sou) e acabar com essa novela mexicana.

  3. Minha mãe sempre demonstra medo de que eu sofra violência, mas em momento algum pediu ou eu irei deixar de viver a minha vida por medo, isso é um absurdo, nenhum lgbt deve ser esconder.

  4. E pelo texto, parece que os gays andam pelas ruas pedindo para apanhar. Como nos crimes de estupro, a culpa é da vítima.
    Semana passada teve o caso do biólogo que voltava do trabalho e foi agredido nas ruas de S. Paulo.
    O agressor o derrubou no chão, o atacou gratuitamente.
    Não devemos mais sair de casa nem para trabalhar?
    Confesso se alguém me pagar para ficar em casa, penso na proposta com carinho!!!!

  5. Hahaha,piada isso né,que ridiculo.Eu tb não entendo como ocorre tantos casos de homofobia em sampa.É triste isso,o tempo todo.Não que no Rio não ocorra essas coisas,mas pelo menos,não vejo sendo divulgado na mídia,tantos casos de homofobia.Mesmo eu,sendo uma mulher em transição,sofro de preconceito por aqui,mas nunca fui agredida.Triste isso!!!

  6. Não estou defendendo a Folha, pq o impresso saiu pior que no site, no site eles dizem que estas são as medidas tomadas pelos frequentadores da noite de São Paulo. O que abranda o texto, mas não contorna a situação.

    Eu acredito que o teor da matéria era de informar os absurdos que acontecem com os gays de SP e o que eles tem que se sujeitar a fazer para evitar a violência gratuita.

    Só que esse destaque no impresso ficou terrivelmente ruim, dúbio e passível de “N” interpretações.

    A Folha errou feio!

    Link da matéria
    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/02/1409547-medo-de-agressao-faz-gays-andarem-em-grupo-em-sp.shtml

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