Professores gays repreendem menos a homofobia na sala de aula


Uma pesquisa realizada pela Universidade de Millersville, na Pensilvânia comprovou que professores homossexuais tendem a advertir menos situações de homofobia dentro do ambiente escolar por medo de serem prejudicados. O estudo realizado com mais de 350 professores e diretores locais, demonstrou que esses profissionais tem medo de que a intervenção ao chamado bullying homofóbico possa repercutir de maneira negativa. “Eles temem pelo trabalho ou pela repercussão de serem vistos como gays”, afirmou Tiffany Wright, que participou da pesquisa publicada pela revista “TES”.

Segundo Wright, mais de um terço dos professores entrevistados temem que seus empregos fiquem em risco, caso a sua sexualidade seja descoberta. Dois terços dos entrevistados responderam que raramente ou nunca veem outro professor intervir quando presencia algum comentário homofóbico. E ainda pior: 59% disseram que já ouviram comentários homofóbicos feitos por outros professores.

Fonte: http://migre.me/fP8LS

14 comentários sobre “Professores gays repreendem menos a homofobia na sala de aula

  1. Não só professores mas trabalhadores de qualquer área tem medo de perder o emprego ao se assumir… É complicado mesmo. Eu sempre me assumi gay nos lugares onde trabalhei mas eu sempre soube que se fosse mandado embora por isso teria minha mãe pra segurar minhas ondas… mas e quem não tem?

  2. Eu ainda nao me assumi no colégio onde leciono por isso. Querendo ou não a política don’t ask, don’t tell ainda paira por ae…

  3. Muito complicado isso. Pois é o nosso emprego que está em jogo. Quando está em emprego público, ai tudo bem, mas em faculdades pagas, como o meu caso, é muito complicado ter uma postura firme com isso. E na área de educação física acontece muito. Eu procuro sempre controlar os ânimos, porém acontece muito mesmo.

    E já é bem complicado quando os alunos ficam cantando a gente na sala e por mensagem no facebook. Não façam assim. Façam por whatsapp que fica tudo no privado 😀

  4. Faço faculdade de letras-inglês e esses dias sofri novamente com o preconceito dentro da sala de aula.
    Durante uma aula de FILOSOFIA o professor começou a discutir sobre os movimentos LGBTs e como eles vão a luta pelos seus direitos (ele estava sendo positivo) mas ai, um cara que se diz meu AMIGO levantou e disse que eles pedem por direitos ridículos, alegando que leu em algum lugar que existem movimentos que EXIGEM cotas para homossexuais nas universidades. Todos os olhares se voltaram para mim, e eu me senti obrigado a falar diante da situação, mas eu não sabia da veracidade da fonte da informação. E não sou argumentar direito, me senti extremamente mal em relação a isso e até chorei escondido depois (pq sofri muito no ensino médio, e quero ajudar aqueles que sofrem sendo um bom professor que não irá se ausentar ao presenciar situações parecidas com as que eu passei). Also; Meu pai, homofóbico, disse que deviam proibir gays de serem professores, pq segundo ele, os professores gays incentivam seus alunos a se tornarem gays também. Isso me atingiu de uma maneira terrível… Enfim, ainda não dou aulas, mas estou dando o melhor de mim para ser um professor diferente dos que eu tive 😀 vou lutar pelo respeito dentro e fora da sala de aula!

    • Show. Eu também estudei letras: português/inglês, agora formada até interfiro em relação a algumas brincadeiras e muitos alunos sentem-se confortável para se abrir comigo, inclusive se assumindo pra mim. Infelizmente, trabalho em escola particular e sei que as cobranças são, por vezes, rigorosas.

  5. Sou funcionária pública e sempre repreendi meus alunos que fazem ou fizeram comentários homofóbicos. Acima da minha orientação sexual está o meu dever, como professora, de mostrar o que é certo ou errado. Medo de perder o emprego todos temos, mas permitir que esse tipo de coisa aconteça é o que difere as pessoas.

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