Você é um amolador de facas?


Atenção para o Selo Luana da Lapa de “Corra, que Max vai dar coió em metade das leitoras!”

trasvass

Eu tava pra falar de tema com vocês há um tempo já. Discutimos ESSE texto no Gepss umas duas semanas atrás, e eu fiquei pensando em como ele se aplica à atualidade, por mais que seja de 1999.

Aí apareceu uma gay no meu Facebook cagando regra na timeline dela segundos depois de eu tê-la adicionado.

Dizendo que viado afeminado não deveria ser respeitado, que tinha que ser homem pra mere….COMIGO NÃO, GARÁLEO!

Virei o saci de patinete com ela e terminei bloqueando, excluindo e denunciando, porque…

PorqueeuseiserphynaqueridaMastambmseiserchavedecadeia

Mas eu não mando matar o pecador, só extirpar o pecado!

Mas eu não mando matar o pecador, só extirpar o pecado!

Podemos considerar amoladores de faca todos os intelectuais formadores, ou pessoas de opinião respeitada (mesmo num grupo pequeno), que proferem discursos genocidas, mas que se dizem incapazes de agredir uma pessoa que faça parte do grupo que ele critica.

Puxando a sardinha pro nosso lado queer, esses amoladores podem ser padres, pastores, políticos, pais, amigos ou professores que dispersam a homofobia, mas não seriam capazes de colocar em prática nenhum tipo de violência física contra os LGBT’s.

Mas por que amolador de faca?

Simples, porque ele não é o homofóbico que vai lá e apunhalada a beesha ou a travesti, mas ele “amola” as facas dos que têm coragem para isso, dando aval para a prática, compreendem?

Basta perguntar a QUALQUER homofóbico porque ele não gosta da gentchy, a resposta vai ser sempre a mesma: “Deus criou homem e mulher, e homossexuais são uma abominação”, ou “homossexual eu respeito, odeio é viado”.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=BB-1lx9FYck]

Taí, um discurso fascista que dê uma razão palpável para que eles agridam ou matem homossexuais sem a menor culpa, aliás, muito pelo contrário, matam com a sensação de dever cumprido.

Tá, Max, mas o que isso tem a ver comigo? Não sou padre, não sou professora, odeio pastores e de política só sei votar.

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downloadPois é, só que isso tem tudo a ver com você, se você fizer parte de dois outros subgrupos: O grupo dos que se calam e dos que promovem homofobia internalizada.

É, agora peguei na sua perna, né?

Quantas vezes vocês já se viram diante de manifestações homofóbicas e não fizeram nada? Seja na escola, no ônibus, na faculdade, na academia ou no barzinho que você vai com seus amigos héteros.

“Quem cala, consente” nunca fez tanto sentido como faz nesses casos, principalmente quando o grupo homofóbico SABE que você é gay. A omissão também é uma forma de violência e quando você se cala, consequentemente, concorda com o agressor.

Você amola a faca do homofóbico quando:

  • Não defende a beesha no ônibus, que o moço do Instituto Manassés resolveu pegar no pé pra falar de Zeus;
  • Quando permite que seus amigos héteros ofendam uns aos outros chamando-se de viado;
  • Quando, ainda com esses seus amigos héteros, ri dos comentários que eles fazem sobre a beesha feminina que passou;
  • Quando senta a sua bunda na cadeira da igreja e engole tudo que seu padre/pastor fala sobre os gays;
  • Quando vê o editor do seu jornal escrever “o travesti” na matéria e permite que seja publicado (essa foi super específica hahaha);
  • Quando não vai em Parada Gay com o argumento de que “virou carnaval”.

E por outro lado, também tem dedo seu no caso da lâmpada fluorescente de São Paulo quando:

  • Você diz que seu “gaydar” é ótimo e usa conceitos heteronormativos de masculinidade para determinar se alguém é gay ou hétero;
  • Quando olha torto pra beesha fashionista que foi vestida de fita amarela de “do not across” pra imitar a Lady Gaga;
  • Quando diz que “não precisa ser afeminado pra ser gay”;
  • Quando ri das piadas transfóbicas do Pânico na TV sobre a Ariadna;
  • Quando retroalimenta a hierarquia abaixo

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Então, não venha pra mim dizer que está chocada com o que fizeram com a trans no sul do Brasil ou com as centenas de gays que são agredidos e lotam as páginas de pesquisa do Google com notícias…

…enquanto o seu final de semana se resume a ostentar sua masculinidade e ofender fulano porque “ele é uma passiva”.

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53 comentários sobre “Você é um amolador de facas?

  1. É tenso, Max… Tenho um conhecido que o assunto de conversas dele ou é “eu dei” ou é “hoje vou dar”, mas é extremamente preconceituoso com gays mais afeminados e pessoas trans/travestis. Conheço muitos que ainda têm esse tipo de preconceito… É triste. Acho isso um retrocesso, o cúmulo do absurdo.
    Como seremos respeitados se os nossos “iguais” não agem de acordo?

  2. Concordo plenamente. Tenho tentado fazer mais isso, de me pronunciar, mas as vezes eh difícil…
    Se tem uma coisa que eu consegui e agora eh quase um reflexo eh n deixar o slut shamming barato! SEMPRE me manifesto! hahahah

  3. Achei o texto brilhante. Mas acho complicado levantar a voz sempre. Tem momentos que ficar calado é garantia de vida (literalmente).

  4. Há o lado do desgaste em bater de frente com todas as situações de homofobia. Se são amigos, familiares, uma reportagem idiota, vale a pena mostrar um posicionamento.
    Mas outras situações é complicado bater de frente. Talvez seja covardia, porém não sei como fazer. Prefiro me afastar e evitar qualquer pessoa homofóbica.

  5. Nesse assunto tem vários pontos que merecem extremada atenção.

    Primeiro é o reconhecimento que nosso grupo (queria usar a palavra comunidade, mas acho que não se aplica enquanto não houver horizontalidade e noções de humanidade e dignidade) se alimenta da vaidade, da construção de personagens e imagens com o intuito de se lançar dentro de um desses subgrupos supracitados.

    Tenho falado muito, nos fóruns de discussão da minha cidade, exatamente isso. Essa vaidade exacerbada presente no nosso meio só alimenta violência. E quando falo de vaidade falo basicamente desse sentimento de grande valorização que alguém tem em relação a si próprio – ou seja, do subgrupo que você pertence dentro do quadro LGBT. O que gera, rapidamente, um esquecimento de que seu pequeno nicho pertence a uma coisa muito maior, mais complexa e com engrenagens sofisticadíssimas; sofisticadas demais para se dar atenção a absurdos como quem é ativo, passivo, afeminado e a que papel se cumpre.

    Enquanto o grupo inteiro busca ser visto com igualdade e acolhimento em todas as esferas públicas é promovido todos os dias, de maneira cruel, disparidades dentro dos meios de socialização LGBT. É controverso e incoerente – ainda não consigo expressar a ferocidade dessa hierarquização com a acuidade que merece.

    Qual a razão de se fazer uma trabalho de educação em casa, com os amigos, com autoridades, gastar o verbo explicando os conceitos de igualdade e respeito enquanto alimentamos, todos os dias, pequenas violências dentro do nosso meio? Não é urgente coibir os amoladores de faca, é urgente tirar as facas que são empunhadas pelos nossos pares contra nossos pares.

    *Por hoje é só, não vou me prolongar.

  6. Max, até hoje busco um texto que uma professora de psicologia da Ufes deu em sala de aula.
    Se chamava exatamente ” Amoladores de faca ”
    Não sei bem se é um texto, mas ela dava os personagens, objetos, cenas de uma história e deveríamos ligá-los com alguma situação que ela dava, eu acho. Era criar a história a partir daquelas partes.
    Lembro que os personagens e alguns objetos eram
    – uma mulher, o marido, uma ponte, o amigo que mora do outro lado da ponte, um policial, uma faca.

    Dos 50 alunos que havia em minha sala, cada um fazendo sua história, nenhum imaginou algo bom para a história. Todos pensaram em traição, assassinato, roubo.
    E foi ai que a professora disse que somos amoladores de faca, pois somos educados pela sociedade a sempre pensar o pior em tudo.
    É vc ver o vizinho da rua saindo da casa da vizinha, que a fofoca já começa sempre se pensando o pior, até q o marido algum dia houve as fofocas e acaba em crime passional.
    Na verdade foi uma dinâmica de grupo. É muito foda. Ela disse que em todas as salas q ela faz isso, nunca alguém pensou em uma situação boa, só o pior.

  7. Entendo o posicionamento do Max, mas se for assim, é notório seu preconceito contra os que querem viver sua homossexualidade de forma discreta ou mais parecido com a heterossexualidade possível. Há um tempo foi dito aqui que as encubadas isso, aquilo e aquilo outro, que têm que se assumir mesmo, basicamente levantando a bandeira do gay afeminado.

    E se a pessoa não quiser se portar diferente do padrão heteronormativo para se adequar ao gueto gay? Quer queira, quer não, os homossexuais são minoria sim e as pessoas tem direito de se identificarem ou tentarem, com a maioria.

    Um outro ponto é que ninguém se manifesta quando os gays falam frases do tipo “só tem gente feia aqui” ou então quando alguém é mal tratado (como no quadro do Fantástico), então, por que é que as pessoas tem que tomar partido das discussões que envolvem os gays? O mundo não é perfeito e nem nunca será.

    Se as pessoas querem defender os direitos de uma classe ou grupo, tudo bem, mas não devem ser obrigadas a isso. Direito se conquista, não se impõe, caso contrário, deixaremos de ser uma democraria.

    Abraços.

    Ps: não pedi para ninguém concordar.

    • Sei que você não pediu para ninguém concordar, mas me sinto na obrigação de abrir um adendo aqui.

      O presente que você pisa hoje, a liberdade que você tem hoje, a democracia que você goza (com plenitude, espero. Já que você a citou), não foi conquistada por você, esse terreno que te propicia conforto, para fazer o que você bem entender é fruto de uma luta passada, de alguém que impetrava por direitos num espaço de tempo que você não fez parte. Ai você pergunta “então, por que é que as pessoas tem que tomar partido das discussões que envolvem os gays?”.

      Respondo de maneira bem didática, piegas eu sei, mas verossímil.

      A única forma de se agradecer o cenário de “liberdade” vivido hoje, conquistado por outras pessoas – que isso fique bem claro – é não deixando ele se findar. É não abrir mão dos direitos, é não deixar a engrenagem parar, é garantir o mesmo terreno livre para outras pessoas, para um outro presente que não será nosso. É não perder a memória.

      O que se vive hoje não foi conquistado sem luta… Então porque as pessoas tem que tomar partido? Porque calado amigo, você não consegue nem um como d’água.

      • Então em todas as situações que o Max colocou você se manifesta? Se sim, se manifesta quando um grupo fala mal da roupa, da fala ou de algo que alguém menos favorecido faz/fala/expressa?

        Não dá para ser justo só de um lado. O que quis dizer é que se é pra se levantar e cobrar uma atitude diferente em relação ao que acomete os gays, isso também tem de ser feito em todas as esferas.

        Obrigado pela réplica, Henrique.

        • Tento falar, felizmente. Pode não ser possível sempre, mas tento.

          O que eu acho inconcebível é resguardado naquele discurso truanesco de que “não é da minha conta”, “não vou me meter”, “não foi comigo”, escolher se calar. Quando a liberdade, o respeito e a dignidade de qualquer individuo é infligida ou subjugada eu me manifesto, porque também é um problema meu. Os conceitos de coletividade, de comunidade e de humanidade são muito claros para mim.

          Ressalvo que falho e estaria mentindo se dissesse que não tive/tenho meus preconceitos. Entretanto, busquei/busco entendimento sobre todos eles, e nesse processo de entendimento notei o quão perigoso é engolir conceitos e idéias sem mastigar. E não paro, todos os dias eu desconstruo essas verdades que me são lançadas e tento construir novas. Só não me permito a impassibilidade.

          Impassibilidade é um luxo, arrojado demais para um país que tem o cenário que tem. Aqui não cabe, não comporta.

    • Continue calado, passivo diante de tudo que acontece e logo, logo vc estará sendo torturado na internet pra todo mundo ver, igualzinho na Rússia. Lá é um exemplo claro do que acontece quando o governo apoia a discriminação. Ele dá o aval para sua população fazer o mesmo em via pública, sem esconder o rosto

      Foi uma piada o ” direito se conquista” ?
      Sim, porque, né, conquistar direitos caladinho, como vc sugeriu, é uma PIADA.

      Vc acha mesmo que os poucos direitos gays foram conquistados com um bando de ” Sou totalmente discreto, mano, ninguém percebe” ? Ninguém obriga ninguém, obviamente, mas é certo conscientizar os menos esclarecidos.

      É tipo aquela frase:
      “Um grande poder traz uma grande responsabilidade.”
      Acredite, Praieiro, pois foi o Homem Aranha que disse.

      • Essa sua colocação dos direitos é sensacional. Porque é MUITO FÁCIL chegar hoje, com casamento gay aí e leis que nos protegem, e bater no peito pra dizer que quer viver brincado de ser hétero. Pior ainda é o tom de superioridade deles quando tratam da sua “discrição”, como se fosse louvável ser covarde.

        Acho inclusive de uma falta de respeito sem tamanho com os anos de lutas, tenho ojeriza desse discurso.

          • Na verdade, na verdade, foi o Tio Ben Parker, o tio do homem aranha…aí, virou princípio para o Peter Parker

        • Amigo, esse rico debate vai longe, mas sim, estava pensando nisso outro dia. Os covardes russos que pescam GAYS pela internet e agora, abriram um clube de caça aos pedófilos e tb gays.
          E quando entrevisto a ‘velha guarda’ em sua maioria eles reclamam que os ‘novinhos’ (c/ cuidado na generalização) não têm referências e são mal agradecidos pois além de jogar a história e a tradição da comunidade LGBT no lixo como fazem com os livros da escola (são na sua maioria, analfabetos funcionais e digitais), fazem questão de orgulhosamente tirar proveito da liberdade de SER que hoje possuem, graças ao passado.
          Quando um destes vem para perto de mim com o discurso de que não aguenta mais ouvir falar de política ou valores, já mando logo ir para PQP! #sempaciência

    • Notória a minha pena da sua falta de conhecimento, que acha que existe a possibilidade de “viver” sua sexualidade discretamente. Ou você se mostra ou não exerce a SUA sexualidade, porque ela não tem nada e nunca terá nada a ver com a noção hegemônica de sexualidade. Existem fatores de castração envolvidos, fatores de imposição comportamental que só indivíduos do gênero feminino passam e que determinam partes fundamentais dessa sexualidade padrão, que você mesmo tentando nunca vai ser capaz de emular. Considerar plausível essa comparação é quase uma esquizofrenia devido ao desespero por aceitação, que eu compreendo, pois você é uma vítima desse sistema.

      Não compreende que não SE VIVE nada quando você se molda aos padrões heternormativos para exercer uma sexualidade que acontece entre dois homens? Você não vive, você copia para se adequar porque o que você acha que “vive” não aceita a sua existência. Isso fica claro quando você quer viver o “mais próximo da heterossexualidade”, mas prefere viver sua sexualidade com “discrição”… hétero é discreto por um acaso? Não! Pois é, mas você é, porque você sabe que eles não te verão jamais como igual, por mais que você imite a relação deles.

      Tá se enganando feio achando que sua homossexualidade pode coexistir com a heteronormatividade, não vê o quanto é claro que você vivendo assim não vive a sua sexualidade, mas a sexualidade do outro que se traveste de sua para se adequar. Se você acha rentável resumir a sua vida a um roteiro, ótimo, a vida é sua. Mas você nunca vai ouvir da minha boca que viver de acordo com conceitos impostos é mais saudável que ser livre. Interprete isso como bem preferir.

      Levanto minha bandeira pelo respeito aos afeminados, pelo respeito ao feminino e pela liberdade de dar pinta sem ter que ouvir esse discursinho de superioridade seu. Não distorça meus discursos, agradecido.

      • É evidente que, num país democrático, ninguém pode impedir quem
        quer que seja de expressar suas opiniões, valores e crenças. E o princípio
        vale também para nós, os discretos, que temos de ter liberdade para
        dizer o que pensamos. Não se combate intolerância com intolerância,
        nem fundamentalismo com mais fundamentalismo. Sem dúvida,
        repudio qualquer tentativa de cerceamento desse direito.

        Quando você diz que defende a bandeira dos afeminados, deveria dizer apenas dos afeminados, pois na sua visão, os que não são assumidos são castrados, não plenos e demais sinônimos. Quando alguém distorce de sua opinião logo é taxado de ignorante ou desprovido do mesmo conhecimento que você. Deveria considerar isso.

        Um dos fatos de eu ser leitor do blog é pelos seus textos, porém, deve considerar opiniões opostas das suas como um feedback, que o ajuda, inclusive, na defesa de suas teses no meio acadêmico.

        Agradeço o espaço.

        • Eu vou passar a considerar suas opiniões quando você parar de distorcer meus discursos. O que faz você se sentir julgado por ser discreto é exatamente porque com meus textos eu te tiro do local de poder com o qual você está acostumado e te coloco numa posição diferente, bem pertinho do que os afeminados sofrem todos os dias.

          Seu discurso até agora me soa muito como o discurso dos homens quando são atacados pelo feminismo: “Mas e ozomi, gente? Coitado dozomi” é o tipo de mimimi que mais deixa clara a sua prepotência diante da desconstrução da zona de conforto na qual você se encontrou a vida toda.

          Você não tem do que reclamar, não faz nada pelos direitos dos quais você usufrui e não luta por visibilidade. Você quer que eu te dê alguma moral ainda? Me desculpe, mas não.

        • Você vai ter liberdade pra dizer o pensa e será respeitado por isso quando se desvencilhar desse discurso prepotente que deixa CLARÍSSIMA a sua posição de superioridade perante os outros gays.

          Você vai ter essa liberdade quando admitir que se discreto não acrescente em nada na causa gay e que a não-expressão da sua sexualidade produz genocídios diariamente contra gays que expressam. Afinal, ser discreto retroalimenta o desejo da sociedade de tamponar a homossexualidade.

          Você vai ter essa liberdade quando se tocar que ser “discreto” é uma coisa, mas ter orgulho disso é um desrespeito aos anos de luta LGBT.

          • “[…] não-expressão da sua sexualidade […]”
            Puxando a autenticidade para o lado dos afeminados. Max, talvez você não perceba porque não está nessa posição, mas com certeza deve ser considerado que a masculinidade dos “machinhos” faz parte da identidade de gênero deles.
            A defesa social é apenas um rejunte da mesma forma que a força de agressão-reação, que faz os afeminados serem mais engajados, é a deles.
            “Machinhos” não são anti-naturais. Vivem a sexualidade como foram feitos, da mesma forma que irresistivelmente você e muitos outros estavam direcionados a serem afeminados em algum momento da vida.

          • Expressar sua sexualidade não se resume a dar pinta. Pegar homem em público é expressão, discursar contra a homofobia é expressão, dizer que é gay é expressão.

        • Mas preciso demarcar uma coisa, principalmente pra quem é encubado e está lendo isso: Se você é encubado por imposição social, porque você não tem como se assumir mesmo (questão de família ou trabalho e tal) eu estarei sempre do seu lado e lutarei por você com o maior orgulho.

          Agora, se você tem como se assumir, mas prefere ficar no armário e gosta dessa comodidade, seja lá por qual motivo for, não espere jamais de mim compreensão, porque só te vejo como um parasita.

          • Max, tire essa chapinha do cabelo, faça um permanente, tome um bronze. Sambou tanto no discreto que já pode ser a nova globeleza:

    • Pessoa viva, acontece que ninguém ditou aqui no texto que gay tem que ser afeminado. O que foi criticado aqui foi o fato de se gabar da sua masculinidade, como se fosse uma vantagem, superior.

  8. Max, apenas pare de achar que todo gay tem que ser feminino e dar pinta, ok?! Seus textos são ótimos, mas, ao meu ver, você erra quando fala que gay feliz é gay pintosa, porque não é bem assim.
    Existem gays que não são pintosas, e não por serem encubados, mas simplesmente por ser da natureza deles ser assim.
    E também não seja tão radical a ponto de sair brigando por todas as brincadeirinhas que as pessoas fazer com as pintosas, é normal, do mesmo jeito que se faz com gordinhos(as), negros, índios, altos, baixos, portuguêses, enfim, é normal fazer piadas saudáveis com o “diferente”, não leve as coisas tão a sério.,

    • Meu deus, LEIA AS COISAS DIREITO! eu separei em encubados e ASSUMIDOS, não encubados e pintosas, ser assumido não te torna pintosa!

      Pelo amor de deus, não aguento mais ter que repetir isso!

      • Max, releia seus comentários. Você deu a entender que ser afeminado é o certo, e o oposto é não expressar a sexualidade.

        • A resposta está na sua primeira réplica, você confundiu expressão de sexualidade com feminilidade. E a expressão da sexualidade engloba um leque enorme de opções, que não precisam necessariamente resvalar na feminilidade.

          Eu não cometeria um erro primário desses, né, bee? hahaha

  9. Infelizmente a nossa sociedade ainda é muito homofobica,apesar do assunto ja estar mais do que banalizado atualmente(a moda agora é travesti e transexual).Mas mesmo assim,numa situação de homofobia,eu acho dificil me posicionar.Depende do lugar,do contexto,da situação,das pessoas envolvidas.As vezes tomo partido,as vezes me calo.Recentemente aconteceu,de um casal de lésbicas,estarem no maior amasso dentro do metrô.Nem preciso dizer,que foi o maior fuzue,comentarios maldosos,deboches.O que eu poderia fazer numa situação dessas?Mandar o metrô inteiro calar a boca?Eu fico imaginando,se fosse um casal de homens..Tenho a impressão,que a sociedade é mais tolerante com lésbicas…posso estar errado.Bem,se fosse um casal de homens gays,no minimo rolaria uma pancadaria dentro do metrô.Não sei pq,mas me incomodo mais com o machismo,do que com a homofobia,apesar de estarem bem interligados(não me pergunte pq o machismo me incomoda,é algo que não sei explicar).

    • Só toleram lésbicas enquanto elas satisfizerem o fetiche dos marmanjos babando em volta. A partir do momento que elas mostram o dedo e mandam se foder, o ódio é o mesmo, e munido de misoginia das brabas.

      Sobre o machismo, há muito mais de machismo na homofobia do que a gente imagina. Eu arrisco dizer que é puramente machismo.

      • aquele quadro do fantástico “o que voce faria” é versao de um quadro gringo, no qual, ao menos em duas oportunidades, eles se utlizarem do tema preconceito contra gays em locais públicos. Um caso de uma família de mães lésbicas com filhos pequenos em um restaurante. e o outro de dois militares – fardados e recem-chegados da guerra – demonstrando afeto em uma lanchonete. Olha, assistam!

  10. Max querida do meu coração. Cara. Tempos que não apareço nesse blog (pq fiquei decepcionado contigo por nao postar quase nada durante um tempão). Mas quando volto a acessar eu sempre me apaixono. Vc é foda bil. Arrasou no texto.

  11. Muito bom! agora, vcs que se julgam machões discretos (an-han), PAREM de querer dizer que estão te impondo a feminilidade!!! Voces são, como já dito, muito mais PASSIVOS do que ‘AS PASSIVONAS’ que voce criticam.
    Pq essas, meu amigo, dão pinta e a cara para bater, uma atitude muito mais MACHO, do que acovardamente ficar quieto perante uma injustiça!
    Acha que os direitos dos gays foram conquistados de dentro de um armário?
    NÃO!!
    FORAM PELAS ‘TRAVAS’, ‘SAPAS’ E ‘MARICONAS’ QUE SAÍRAM ÀS RUAS PARA SE FAZEREM OUVIR!
    “Se você é neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado do opressor.”

  12. E, por fim, um textinho bíblico, que vem ao caso (Livro de Salmos, cap. 15):
    SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte?

    Aquele que anda sinceramente, e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração.

    Aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhuma afronta contra o seu próximo;

    A cujos olhos o perverso é desprezado; mas honra os que temem ao SENHOR; aquele que jura com dano seu, e contudo não muda.

    Aquele que não dá o seu dinheiro com usura, nem recebe peitas contra o inocente. Quem faz isto nunca será abalado.

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