Guest Post – Ode aos passivos


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Meninas, o Guest Post de hoje é uma delicinha e vai arrancar lágrimas dos seus edis. Acreditam que um ativo mandou um texto dando dicas para os outros ativos de como tratar bem seu namorado passivo?

Eu não vou nem comentar o quanto amei o texto e me apaixonei pelo boy sem nem conhecer. Leiam pra vocês verem que fofura:

(A partir daqui o texto é todo do Bill, o nome da gay)

Não crie insegurança nele para se impor: “Nossa, esse daí eu como hein!”, disse o namorado ativo quando passa um homem bonito na rua.

Ele quer e deve poder confiar em você. Não se faça de pegador, ele não é um objeto que pode ser trocado a qualquer hora.

Ele já se estressa o suficiente para fazer chuca e estar lindo e cheiroso para você, não precisa criar pulga atrás orelha dele.

Não imponha sua masculinidade em detrimento da dele: Para seus amigos e familiares que sabem do seu namoro, não é uma atitude legal fazer questão de dizer que você é o ativão, o comedor, o macho do casal, afinal você é tão gay quanto ele.

Saiba parar quando ele pedir: Se ele está fazendo cara séria e dizendo não, não insista seja lá o que estiver fazendo. Não é não. Cócegas, mordidas e outras brincadeiras têm limites, principalmente se ele está estressado com alguma coisa. Procure uma forma melhor de animá-lo.

Não cobre a chuca: “Ainda não fez a chuca?”. Aposto que ninguém gosta de ter o orifício do prazer tratado como um buraco sujo que precisa ser lavado, afinal aquilo é uma das coisas que o seu namorado oferece para você com todo carinho, do fundo da intimidade.

Afinal, se ele não fez é porque não quer dar, e se ele quer dar, ele vai saber a hora de fazer.

Não traia seu namorado: Se quiser terminar, está sentindo que a coisa não vai bem, tente resolver ou pelo menos avise! Quando você menos esperar ele vai rodar a baiana, dar a volta por cima e cagar você todinho no youtube, facebook, twitter e orkut:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=Ye3RbH2S3r8]

Passivas capixabas: perigosíssimas!

Não compare: Essa dica é óbvia, mas vale a pena lembrar. Não fique remoendo lembranças dos ex, nem compare ele com os carinhas da televisão. “Nossa, você poderia ser assim, hein!”

Não dê presentes: Haha, mentira! Dê sim! Presentinhos em situações corriqueiras, bobinhos e pequenos às vezes guardam significados maiores dos que os sazonais obrigatórios.

Cuide: Faça ele se sentir cuidado. Se você não tem mania de demonstrar ciúmes, tente pelo menos um pouco. Às vezes eles te testam para saber se você toma conta direito do que é seu (não no sentido de pertinência, mas no de completude).

Pode ser machismo, mas seja cavalheiro: Seja o cara que chama o garçom, que abraça para aquecer, que toma satisfação dos outros para proteger. Ele não é mulher, mas gosta de saber que pode contar com você.

Muitíssimos passivos sentem a necessidade de se sentirem cuidados, afinal nossa sociedade educa assim.

Intimidade não é desculpa para desleixo: Não é porque já namora há algum tempo que tem que arrotar na frente dele, ou peidar, ou cagar com ele escovando os dentes.

Se ele não ligar, tudo bem, mas é melhor evitar. Se mantenha limpinho, pinto sujo não cheira a pétalas de rosas nem tem gosto de tutti-frutti.

Mantenha sua casa limpa para recebê-lo, do mesmo jeito que fazia no começo do namoro.

Comentário da Max: VIADO, SÓ VOU RESPONDER COM UM COMBO DE PREGUIÇAS DO AMOR

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E o bônus Simba do amor, porque ele mereceu:

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Quem quiser dar uns pegas no Bill (todo mundo, depois desse texto saboroso) entrem na fila que vou distribuir senhas a partir de amanhã.

Tem talento para a escrita e quer ver seu post aqui no Babado Certo? Envie seu texto para max_babadocerto@hotmail.com. 🙂

59 comentários sobre “Guest Post – Ode aos passivos

  1. Apaixonado por esse Billy. Meu xará.
    Algumas coisas do texto vale para ativos e passivos. Sei que sexo é prazer,mas é bacana se preocupar em dar prazer ao outro.
    Sexo não é onanismo.

  2. Nossa, quanto absurdo! Que nojo dessa relação que apenas mimetiza o casal heterossexual tradicional.

    O passivo é tratado como alguém que ser “agradado”? Por que? Por que dar o cu é difícil? Isso é uma piada! Quem dá o cu, gosta de dar o cu! Não é um ato de heroísmo para ser louvado!

    Oi? O cara que chama o garçom? Não peidar? Porra, eu tô lendo um texto de autoajuda de quinta categoria endossado pelo autor do blogue que é o questionamento de gênero em si e autoproclama-se feminista. Vivi para ver isso.

    • Vou responder o mesmo que respondi no Facebook pra você: não vejo esse absurdo que você vê: O autor leva em consideração as diversas situações que os passivos passam com vários ativos machistas e como o namorado ativo deve fazer para driblar esse tipo de situação corriqueira que magoa e desgasta a relação.

      Principalmente a questão da chuca e sobreposição de masculinidade, tudo isso é usado contra nós a todo o tempo, um namorado que vê além disso e valoriza seu ato, SIM, de coragem por quebrar a lógica heteronormativa do prazer masculino, como faz o autor do texto, merece palmas, não essa rejeição.

      Um homem passivo, que vai de encontro com todas essas leis de comportamento tem N motivos para ser supervalorizado, assim como aquelas mulheres que não me permitem subjugar, ou que trabalham e cuidam da casa e dos filhos sozinha, qualquer homem feminista que pegar uma delas vai tratar como rainha para não perdê-las.

      Não é só “dar o cu” que te faz merecedor dessa relação, é engolir 90% do que você aprendeu estar ligado a sua identidade de gênero para se reafirmar diante de todo mundo, isso ativo nenhum tem a menor NOÇÃO do que significa e pra eles só resta admirar.

    • Nossa, que cara chato! É sim complicado se preparar para o sexo quando passivo. Não é por gostar que tudo fica simples e mágico.
      Acha que realmente está no mesmo nível do ativo quando o assunto é dificuldades no sexo?

      O ativo pode fazer sexo quando quiser com 0 preocupações? O ativo coloca sua saúde em risco pra proporcionar mais prazer ao outro sem que aconteça algo constrangedor?

      Faça-nos o favor e aceite que cada um tem suas diferenças e que esforços devem sim ser recompensados, elogiados e não cobrados.

  3. Em tempo: não quero ser duro com quem deseja isso. Como ele mesmo disse, fomos treinados para sermos assim. Se isso te fará feliz, vá fundo.

    Mas, ainda assim, fica o meu contraponto. A relação entre dois homens é diferente da relação entre um homem e uma mulher que é diferente da relação entre duas mulheres que é diferente de uma relação entre três pessoas etc. É um desafio nos ressignificar! Mas, tentemos!

    E, ainda, a própria relação heterossexual é colocada em discussão. A Marcha das Vadias está aí pra isso também.

  4. Cara, to com o Marcio nessa. Tudo que eu to vendo aqui é gay querendo ser hetero, e ainda, hetero machista!
    Qual a necessidade de tratar diferente quem é ativo de quem é passivo? O que o que uma pessoa faz na cama tem a ver com o que ela faz no restaurante? Ativos devem presentear e não trair e respeitar e cuidar dos passivos; legal, bonito. Mas o contrario também, não?
    Convenhamos que a desigualdade existente nos relacionamentos heterossexuais já é uma coisa ultrapassada, agora ver gays promovendo isso como um ideal é meio triste. Mas, como dito, se é o que deixa o casal feliz, fica a juízo de cada um.
    Temos que pensar em igualdade, em respeitar o parceiro, agradá-lo quando possível e esperar que ele faça o mesmo em troca, né. Não tem sentido separar o que é papel de um ou de outro baseado na preferencia sexual de cada um. Personalidades individuais vão muito além disso.

  5. A bill disse q era atv. Max ? Quem sabe nao é so mais uma passiva listando as caracteristicas de seu boy ideal em formato de tutorial pra ativos hahahah

  6. O relacionamento, independente de ser gay ou hetero, é uma via de mao dupla. Agora, essas dai sao algumas caracteristicas que se perdem nos caras atvs de vez em quando. SEM ROTULAR, mas dando exemplo, o pass costuma ser mais atencioso, mais carinhoso, mais prestativo. O atv precisa sim de uns toques de como tratar seu pass, se não, um vai ficar dando tudo, literalmente, enquanto o outro só recebe… #sóacho

  7. Povo mal amado esse que achou machista e mimimi blablablá. Devem ser tudo amargo e viver uma relação completamente oposta ao que o Bill fala aí. Devem levar coices a torto e direito.

    Concordo com tudo e tenho consciência que é muito complicado de existir tudo isso em uma única pessoa. Há muitos caras que não estão nem aí para o parceiro.

    • O machismo está só em definir o que é papel do ativo e do passivo na relação. Como eu disse, achei tudo bonitinho e feliz, só é desnecessário dividir o que vale pra quem. Como você mesmo fez, vamos só usar “o parceiro” ao invés de “o ativo” e “o passivo”. 🙂
      (E não fique presumindo que os outros são amargurados e mal amados, isso não leva a lugar nenhum nem favorece nenhuma argumentação)

    • “E não fique presumindo que os outros são amargurados e mal amados, isso não leva a lugar nenhum nem favorece nenhuma argumentação” (2)

      Se você acha que o que eu disse reflete dessa forma na minha vida pessoal, parabéns: machismo reforçado! É como as feministas são vistas por alguns homens (e mulheres também): “nossa, olha só, só podem ser barangas e mal comidas!”.

  8. Valeu a pena ler isso só para aprender que não se deve “peidar, ou cagar com ele escovando os dentes”, mas o resto é pieguíssimo.
    Ooohh, como são frágeis os passivos! (E penso naquela rosa vaidosa, d’O Pequeno Príncipe…)

  9. Eu li, não entendi, fiquei pensativo… E cheguei a mesma conclusão da bee lá em cima: o autor do texto é passiva. Sendo totalmente sexualmente normativa e machista/feminista, exclamo: um ativo meeesmo nunca escreveria umas coisas tão frescas dessas. Max, essa coca é cherry coke.

  10. Eu concordei com tudo do texto.Creio que sempre fiz praticamente tudo como ele para agradar o meu companheiro.Sei que inclusive alguns amigos tem até uma inveja dele pelo modo como é tratado por mim.Eu mimo mesmo, gosto de dar presente e mostrar que ele sempre terá a minha proteção contra os outros.Exagero?Pode ser,mas somos felizes.

  11. Desculpem se o conteúdo do texto invadiu o terreno da heteronormatividade mas em momento algum eu quis dizer que o ativo deva se negar a ser tratado dessa maneira, até porque, tirando a parte da chuca, todos os outros podem se aplicar indistintamente.

    Alguns esclarecimentos:
    > Eu não fiz uma lista de o que cobrar do seu namorado ativo.
    > Esse post não significa a inação por parte do passivo. Apenas não tive a pretensão de invadir o outro lado do meu ponto de vista.
    > A proatividade que sugeri não implica em nenhuma proibição da outra parte.

    Trato meu namorado assim porque amo ele e porque sinto que é assim que ele gosta de ser tratado (é claro sem me desfazer da minha personalidade e liberdade de agir).
    Agora resta o cara usar o feeling dele, conhecer o namorado e entender como ele gosta de ser tratado e, do post, tentar tirar proveito apenas do que lhe seja útil sem que o resto seja um impeditivo.
    Abraço pessoal.

    • Penso que várias colocações são plausíveis. Há pessoas e pessoas e ativos e passivos, dado que, nas minhas relações, sempre prevaleceu a ideia de macho alfa e macho beta, a qual os passivos sempre curtiram. Esse lance de presentinho, chocolate, música, mensagem de madrugada e etc agrada bastante e se torna um diferencial neste mundo de “fast-foda”.
      Baseado nos detalhes, alguns caras já chegaram a me elogiar, porém, acredito que não fiz nada além, contudo, como não é habitual unir atenção, carinho, criatividade e um desempenho razoável na cama, além de uma atenção pós-transa, ativos que fogem do padrão “fodedores” apenas, tem ganhado seu espaço, sendo valorizados por isso.

  12. Entrei no site mercadolivre.com e ele cantou pra mim:CHEQUE CHEQUE,VOCÊ CHECOU….gente isso é um absurdo,nunca fiz isso na minha vida!!!

  13. Eu gosto de pessoas gentis. Não quero que me tratem “bem” só porque estão me comendo, mas porque eu sou uma pessoa. Isso de “abrir a porta do carro, carregar tudo, pagar tudo, etc” eu dispenso. É claro, se ele estiver na frente, não quero que feche a porta na minha cara, mas isso é bom senso, né? Se for pouca coisa, dá para uma pessoa carregar tudo (mas não necessariamente o ativo por ser ativo). Eu não me importo que paguem jantares, almoços ou o que for de vez em quando (ou se eu estiver quebrado). Mas, se não estiver sem $, eu deixo claro que eu posso pagar minha parte, ou então eu pago alguma outra coisa ou em outra ocasião. Eu gosto de ganhar presentes, mas não fico “menos animado” com a relação caso isso não ocorra. Gosto, mas não faz falta; não preciso de mimos para continuar com alguém. Se for terminar, vai ser por incompatibilidade (muito dependente emocionalmente – TER que mandar mensagem/falar todo dia – ou quisermos coisas diferentes – mono/poligamia/relacionamento aberto), bafo ou ciúmes.

    Gentileza não é via de mão única, isso é machismo.

    Concordo com boa parte do que o Márcio falou.

    Agora minha opinião sobre alguns pontos que concordo total/parcialmente:
    1. SObre a situação falada em “Não crie insegurança nele para se impor”: se um for inseguro, não vale fazer isso mesmo, é sacanagem. Mas se o relacionamento for mais livre (para ambos) para poder achar alguém bonito ou gostoso etc, não vejo problema. Isso só tem que ficar claro antes.

    2. “Não imponha sua masculinidade em detrimento da dele”: óbvio. Tem gente que ainda acha que quem come é “mais macho” que quem dá. Só é válido (pra mim) mencionar isso em círculos que não veem o passivo como “menos homem”. Se o ativo falar algo assim, eu completo: “e eu dou gostoso” e pronto.

    3. “Saiba parar quando ele pedir”: isso vale para qualquer relacionamento, qualquer pessoa.

    4. “Não cobre a chuca”: eu decido quando vamos transar por isso. às vezes não posso por ter aulas, ou não pude fazer chuca. Mas não é nem “para ele”, é que se não faço, durante a penetração eu sinto vontade de usar o banheiro. E isso não é legal pra mim.

    5. “Não traia seu namorado”: foi bem até “Se quiser terminar, está sentindo que a coisa não vai bem, tente resolver ou pelo menos avise!”, mas depois fez com que o traído fosse o “malvado” da história. É claro que tem GENTE que faz esse tipo de coisa (humilhar publicamente outros), mas isso não é regra nem para passivos nem para ninguém.

    6. “Não compare”: não diga “fulano fazia X…”, mas pode perguntar/sugerir “vamos fazer X?” OLHO: sugerir, não obrigar. Se falar não, é não. // Mas é o fim da picada cobrar comportamentos de outros em alguém. Se não estiver feliz, “eu te libero” e cada um segue seu caminho.

    7. “Intimidade não é desculpa para desleixo”: não tem nada demais peidar/arrotar perto de mim, desde que não seja “na minha cara”. Massss se estivermos no banheiro juntos, não quero ninguém cagando.


    Alguém comentou que sexo sem penetração é mais gostoso (para ele), mas obteve uma resposta muito ignorante “Pra quem? Pra adolescente virgem, né?” Tipo, NÂO. Você pode não gostar, mas não queira ditar como outros devam transar.

  14. Achei interessante, dei altas risadas e fiquei pensando como seria dicas de um passivo para agradar seus namorados ativos… as dicas são boas, eu já sigo todas, mas tenho uma reclamação a fazer: é difícil encontrar um carinha inteligente e educado que seja passivo hoje em dia, só tem bicha escrota, que vc troca duas palavras e ele já pergunta o tamanho do seu pau. tem muito passivo que poderia ter um relacionamento eterno com um consolo de 25cm porque não está interessado em nada além disso. ://

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