Sexualidade na Escola


Vamos falar de sexo, delicinhas?

Yeahhhh

Yeahhhh

Desculpem o enorme hiato entre a última postagem e hoje. Mas é que eu estou fazendo oito matérias, dando aula e tudo isso com o cabelo e o rosto impecáveis… quer dizer, isso demanda tempo, e não é fácil assim como as senhoras pensam.

Mas quero pedir uma ajudinha pra vocês.

Como sei que todas adoram falar de si mesmas nos comentários, vou fazer uma série de perguntas e quero que vocês me respondam aí embaixo, além de uma fofíssima enquete que vocês também vão responder.

O tema é Sexualidade na Escola. Todo mundo aqui sabe que é no ambiente escolar que a maioria de nós descobriu a sexualidade, certo? Primeira pegada de neca no banheiro, primeiro beijo atrás do muro, primeiro coió homofóbico. Enfim, é na dor e na delícia de ser diferente que a beesha se constrói adulta.

Eu me descobrindo

Eu me descobrindo

Muitas de nós, como eu, canaliza todas essas experiências e falta de apoio para os estudos e busca ajudar ao máximo outras gays em transição.

Outras viram monstras homofóbicas que se não soubéssemos que elas sentam no cavalo só pra levantar o rabo diríamos que são pastoras da Reino de Deus.

A minha pergunta é: Como se deu a descoberta da sua sexualidade na escola? Com que idade? Foi por meio de uma paixãozinha secreta ou rolou gang bang no banheirão?

Me contem tudo! E as mais exóticas terão a honra de serem incluídas no meu seminário no final do semestre. É bom ou não é?

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Ah, respondam a enquete abaixo:

43 comentários sobre “Sexualidade na Escola

  1. Se eu não fosse uma linda e feminina mulher, eu ia achar que virei gay na escola. Porque seguiria um raciocínio de que “uma mentira repetida várias vezes, acaba se tornando verdade”
    Infelizmente nunca pegay ninguém na escola, mas sempre fui bombardeada de comentários homofóbicos, e quando chegava em casa, meus pais me pediam para evitar andar só com garotas para evitar comentários.

    • Muitos transexuais, ou possíveis transexuais, vivem como gays por muito tempo devido a essa repetição do discurso homofóbico, que caracteriza o sujeito como viado e resulta na apropriação para si.

  2. Faltou a opção depois do Ensino Superior.
    Daí dá para saber quantos estão fora da faixa que você está contabilizando.
    É o meu caso.

  3. Comigo foi no ensino fundamental, logo no primeiro dia de aula eu conhaeci e gostei de um “coleguinha” pela primeira vez, e nao entendia aquele sentimento, logo ganhei a confiança e a amizade dele rs, agente ficava sempre junto fazia tudo junto , quando um faltava o outro ficava de cabeça baixa rs e eu desenhava personagens de HQS todos com nome parecido com o dele e ele ficava me chamando pra andar com ele atras da escola, a agente so ficava se olhando e as vezes davamos a mao (kkkkkk lembrando hoje eu me poco de rir). Na começo eu nao entendia nada, nos fizemos tudo junto durante dois anos mas apartir do terceiro mes eu percebi que era uma amizada diferente, era uma atração e nessa epoca eu tava descobrindo meu corpo.
    Como agente fazia tudo junto ate os professores perceberam nossa intimidade, eu passei bons momentos la , apesar da escola ser de uma religiao Batista , ninguem discriminava.

  4. O meu foi na rua e não na escola. Com 5 anos ou menos ( sim, pq em minhas lembranças mais remotas, q é as de 5 anos, já rolava. Se rolava antes já nao lembro ) já brincávamos de pique esconde com essas encoxadas, sarros e tudo mais. Não só em pique esconde, qq brincadeira rolava a putaria. As brincadeiras eram pretexto e todos da rua, com exceção de 1 ou outro, praticavam. Todos da minha idade ou alguns anos mais velho. Claro q no inicio eram os mais velhos q apresentavam isso pra gente né. Maldosos… hj eu diria adoráveis rs

  5. Eu me descobri no ensino fundamental, foi espontâneo, eu me pegava olhando pros meninos como aqueles homens olhavam pras mulheres (tipo eles passavam, eu virava a cabeça, logo, todo mundo já tinha percebido que eu era t bm) eu adorava ficar analisando os homens que saiam na tv ._.
    eu nunca tive troca troca com nenhum amiguinho, todos na sala já tinham contato com sexualidade muito cedo, e alguns professores incitavam a homofobia.
    A minha primeira experiência sexual foi aos 12 anos com um bebum que parecia o charlie sheen.

  6. Eu me descobri com 7 anos ._.
    beijei um menino na hora da aula
    foi horrível eiaheiaehaihe
    perdi a virgindade com 12 com um bebum que parecia o charlie sheen.
    resumi pq já tinha escrevido um monólogo enorme mas o wordpress fez o favor de apagar tudo só pra me logar ._.

  7. E o meu primeiro contato com outro homem foi aos 4 anos quando fui abusado…e triste realidade, mas desde entao so fui ter outro contato ao 14 anos com minha primeira paixao que foi correspondida e nos relacionamos durante um tempo ae depois foi cada um para o seu lado.

    😉

  8. Nossa, eu tava na 4º serie e tinha uma colega, que ele ficava colocando a ponta do bilau parecendo no short, mostrava e falava que tinha dois umbigo, aquilo me excitou, Ele era repetente, pouco mais velho, saradinho..

  9. Bem, foi la pros 14~15 anos na escola nunca tive nada, pois era amigAs pouquissimos amigOs e sempre foi assim ainda mais que por causa desse “eu sou diferente’ eu fui e sou meio fechado tanto que depois que conclui o ensino médio meio que acabou vida social dai sobrou as amigas verdadeiras que se conte nos dedos e eu nunca tive amizade com um gay, até hoje nunca tive contato diretamente com esse mundo. dai com 14~15 anos tive um PC no meu quarto , com isso veio oque o porno de graça sem ninguém saber de nada e nisso eu entrava em sites de conto eróticos hétero até que la tinha o link lindo Contos Eróticos Gay depois dai foi para videos e vi que realmente sentia tensão em homens, porem não passa disso, e tipo eu acho super difícil sair sozinho para um lugar onde que não se conhece ninguém, e que os outros como dizem andam sempre em grupo aFF sei la acho que sai do assunto.
    mas eu não tive nada de sexualidade na escola, não nem ficava olhando o menino bonitinho não talvez dava um pequena olhadas.

  10. Percebi que gostava de meninos aos 5 anos de idade ainda na pré-escola. Sempre ficava observando os mais bonitos e os admirando. Sentia um desejo de estar perto deles e de me envolver de uma forma que na época não saberia dizer o nome. Aos seis anos (depois de ter tido contato com material porno impresso e áudio-visual) eu e um coleguinha nos beijávamos (tentávamos) e brincávamos com nossos pênis. Sempre tínhamos oportunidades na casa dele ou na minha mas na escola nunca houve. Porém, uma vez, vi o pênis de um outro colega dentro da sala. Ele mostrara por debaixo da mesa e eu também fizera o mesmo. Ficou apenas nisso. De fato, nunca fiz sexo com nenhum colega de escola. Minha diversão acontecia com os colegas do bairro…

  11. Não esqueço do pau do meu amiguinho da 5ª série. O menino era magrinho, mas a piróca…era bem gordinha. Fico lembrando até hj. Bjs e sucessos!.

  12. Max, você falando de Pedofilia e hoje lembrando da minha 1º vez, com 13 anos e o carinha de 28 anos, que ficava me assediando na rua até q topei, era muito inocente, e ficamos varias vezes( três anos) até fazer 16 anos, quando ele disse que não queria ser mais gay, que iria casar e tal… hoje vejo que ele era pedófilo, e gostava apenas de novinhos, ele deve ficar pegando esses menininhos por ai, sei que ele hoje é casado e tudo…….

  13. Também sofri abuso quando criança, foi um terror. Pq a gente fica naquela fase de descoberta, querendo explorar mais e isso dá muita abertura pra ação dos pedófilos de plantão. Foi muito difícil pois ele começou a me ameaçar, usando da própria homofobia pra me colocar medo e fazer muitas chantagens (vou contar pra todos da sua família, da sua escola. você escolhe, ou vem ou lida com as consequencias depois) – e ele fez, realmente, contou pra muita gente e não foi fácil rs. E, como era criança/adolescente, não tinha base nenhuma pra pensar que ele era um pedófilo muito dos porcos e fiquei com muito medo rs

    Mas a descoberta do sentimento romântico pelo mesmo sexo foi aos 15 anos. Ali foi uma coisa completamente diferente, de carinho, amizade, quase dependência.
    Foi uma relação sem beijo, mas muitos abraços, mãos dadas, abraços dizendo “eu te amo” etc.
    Pensei que tínhamos um sentimento em comum, mas ele não aguentou o peso quando me aceitei homossexual e abri o jogo.
    Daí pra frente, foi só amor. A descoberta da minha sexualidade após ter me aceitado é uma experiência fantástica, de construção da personalidade e imposição -eu sou gay, sim, e me aceito completamente assim-.

  14. Comecei cedo, tipo MUITO CEDO, com meu vizinho (na época melhor amigo de infância). Tínhamos 4 anos de idade, mas eu era alguns meses mais velho que ele. Logo quando me mudei praquela rua, nossos pais nos apresentaram e a partir de então nos encontrávamos para brincar todos os dias, da manhã até o entardecer, às vezes a noite também por sermos vizinhos de porta não havia problema, fazíamos tudo juntos sempre. Certa vez encontramos revistas pornô do pai dele, não me lembro muito bem quando (provavelmente na época dos 5/6 anos), mas acho que começamos a “imitar” as imagens a partir daquele dia. Em qualquer oportunidade que ficávamos sozinhos, por iniciativa dele já que eu era e ainda sou muito tímido, tirávamos a roupa e o sarro acontecia. Cada ano que passava descobríamos coisas novas, oral, masturbação, mas nunca passou disso. Também não me lembro de beijo. Ficamos nisso até os 13. Nossas famílias e amigos não desconfiavam de nada, pelo menos eu acho. Depois nos distanciamos por ele não se aceitar. E eu também não queria me aceitar na época. Passamos anos afastados, mesmo morando um do lado do outro. Nesse tempo ele namorou algumas meninas e eu não me relacionei com mais ninguém, ainda com um gigantesco ponto de interrogação na cabeça. Veio a época do ensino superior e ele foi morar em outra cidade. Quase fomos parar na mesma universidade. Uma vez ou outra tivemos contato, e numa das conversas por MSN ele queria combinar um dia para relembrar o passado. Não aceitei por insegurança ou medo ou whatever, não sei. E essa foi uma das nossas últimas conversas. Ele faleceu perto de completar 19 anos. Fiquei muito triste e um anos depois percebi que a vida é muito curta e eu estava perdendo a chance de viver e ser feliz. Então depois dos 20 comecei a sair mais, conhecer gente nova (alô alô chat UOL), pegar os boys na balada só me preocupando em não perder a carteira pra poder voltar pra casa no dia seguinte, passei a me preocupar menos com o que os outros iam pensar de mim, me aceitei como sou e libertei a biscatchy que há dentro de mim (RISOS). Hoje, com 23 anos, em outro país, estou num relacionamento sério com meu namorado e planejando nosso futuro.
    Isso resumindo como tudo começou e um pouco da minha vida. hahahah Quase um desabafo pois poucos amigos sabem de apenas metade dessa história.

  15. Como todos os gays, tenho certeza que nasci gay. Desde muito novinho percebia que os homens despertavam um interesse muito maior em mim do que as mulheres. Assistindo Chiquititas, por exemplo, o personagem menino me cativava de uma maneira que eu não sabia explicar, mas eu não enxergava com maldade.
    Eu fui realmente entender que eu poderia ser gay ou bissexual lá pela 4ª série (com 9~10 anos), não por causa de um evento específico, mas acho que foi a própria maturidade e puberdade que começaram a querer aflorar e eu comecei a entender meus sentimentos.
    Nessa idade eu já tinha a mente totalmente formatada pela sociedade heteronormativa que estava inserido e sabia que o que eu estava sentindo era a pior coisa que poderia acontecer para alguém, na visão da sociedade. A partir daí foi um processo lento e doloroso de auto aceitação.
    Mas durante todo o período de escola, nunca me relacionei com meus coleguinhas, sempre tive vários amigos meninos e me auto exigia um respeito especial em relação a eles (eram seres assexuados pra mim). Durante esta fase, eu ficava com menininhas para aliviar a cobrança da sociedade.
    Só fui ter meu primeiro relacionamento homossexual, leia-se beijos e sexo, aos 18 anos.

  16. Foi na pré-escola, eu era beeeeem novinho, nem lembro muita coisa. Eu e meus dois amiguinhos sempre brincávamos sexualmente uns com os outros dentro da própria escola, no banheiro. Não lembro como tudo começou, mas a gente sabia que era uma brincadeira proibida.

    Havia sexo mesmo, tinha um que era sempre ativo e eu e meu outro amigo que fazíamos mais os versáteis (mas eu preferia ser passivo, até hoje rsrs). Depois que eu saí daquela escola, nunca mais tive impulso sexual na infância, só depois com 12 anos de idade eu fui me descobrir gay, e só com 17 fui transar.

    Será que foi alguma disfunção sexual minha começar tãããão cedo assim? Porque eu me lembro de gostar muito da coisa toda.
    Eu fico até com vergonha de contar isso porque eu já ouvi falar que quem teve experiências sexuais na infância tem mais chances de desenvolver desejo sexual por crianças, mas daí eu não sei se era um estudo feito com qualquer experiência sexual (ou seja: entre crianças também) ou só aquelas da pedofilia mesmo.

  17. Meu caso é meio estranho.Minha infancia e adolescencia toda,eu fui praticamente assexuado.Nunca me liguei em sexo(apesar de sofrer muito assédio sexual),nunca namorei,apenas tive umas breves paixões por mulheres,que durou até os 18 anos.Com 19 anos,passei a me interessar por homens,mas nunca passei de fortuitos encontros sexuais através do chat do uol,aliás todos frustrantes.Nunca namorei homens,e hoje,estou passando por um período de reflexão em minha vida.Estou sem me relacionar ha um bom tempo com ninguém,e por enquanto essa tem sido uma boa opção em minha vida.

  18. Bom, não sei se é somente para meninos, mas vou falar da minha experiência como me descobri lésbica. Namorava um menino na sétima série, um dia entrou uma menina nova na turma e fui conversar com ela no recreio. Foi amor a primeira vista, no primeiro momento que olhei para ela senti uma felicidade inexplicável. Viramos melhores amigas, trocávamos cartinhas na aula, fazíamos as unhas juntas, bem inocente e amigas “normais”. Assim que passamos a andar juntas terminei com meu namorado da época.

    Um dia ela me perguntou se eu tinha curiosidade de beijar uma menina, disse que sim, mas que não tinha coragem. Foram meses nesse papo de curiosidade, uma tentando a outra, até que um dia fomos a uma festinha de 15 anos e rolou no banheiro. Ninguém da escola nunca desconfiou de nós e nunca sofremos bullying quanto a isso.

    A fase de aceitação que foi horrível. Não entrava na minha cabeça que nós eramos gays, principalmente por não termos o “esteriótipo” gay passado pelas mídias populares (caminhoneira). Depois que ficamos a primeira vez, eu disse a ela que eramos apenas “amigas coloridas” e comecei a sair com um menino do primeiro ano. Me punia por ficar com ela, assim saia com ele e não atendia as ligações dela e nem a respondia na internet. E sempre que nos víamos ficávamos, acho que ela aceitava a situação por amor, pois sabia que eu sairia com o menino depois.

    Um dia esse menino que eu ficava me chamou para conversar e disse para mim que eu não parecia gostar de meninos, para eu pensar um pouco. Fiquei chocada, e tentei agarra-lo a força, para provar a mim mesma que todos estavam errados. Só que… não rolou. Tive uma fase de depressão, fiz terapia, me masculinizei (porque temos aquela ideia na cabeça que bicha é purpurina e sapatão é caminhoneira, sendo que isso é lenda, sexualidade esta muito além do que meros esteriótipos).

    A colega da escola se tornou minha namorada, namoramos até o fim do ensino médio, e tudo escondido, nunca ninguém da escola soube.

  19. Max, realmente é extremamente revoltante observar que por vezes a pedofilia está inserida na descoberta da homossexualidade mais especificamente masculina :/ Vamos ao meu relato: sempre fui uma menina diferente das outras e sempre desejei e relatei que preferia ter nascido menino. Eu sentia algo diferente pelas meninas e não entendia porque elas permitiam ser assediadas por alguns moleques tão abusados. Era e ainda sou um tanto andrógina e por vezes sou confundida como sendo um menino, mas sempre fui muito ousada e quando gosto de alguém chego junto. Minha primeira paixão foi mais ou menos aos 6 anos de idade e por um menino da minha rua que eu admirava. Lembro que ele não era bonito, mas era a projeção de menino que eu gostaria de ser. Simpático e não era abusado como os outros meninos que eu tinha contato. Foi uma paixão platônica, nunca fiquei com ele. Aos 9 anos, no ensino fundamental, me apaixonei por um menino com as mesmas características e me declarei pra ele. O julgava como sendo meu namorado, o procurava no recreio e segurava a mão dele, não passou disso, e quando percebi que ele não gostava de mim, afinal eu parecia um moleque também, me afastei dele espontaneamente, pois ele nunca me tratou mal. Enfim, relatei isso porque acredito que foi durante a transição dos 6 aos 9 anos que reprimi aquele “algo diferente” que sentia pelas meninas, por repreensão dos meus pais, que com alguns comentários homofóbicos que só agora eu entendo, queriam dizer que embora eu fosse uma menina “diferente” eu teria de gostar de meninos. Dá pra contar em uma mão a quantia de meninos que fiquei, e a primeira vez que fiquei com uma garota foi aos 19 anos quando estava prestes a entrar no Ensino Superior.

  20. Na 5ª e 6ª séries eu estudei com um menino super afeminado e frágil que era alvo de todas as chacotas de praxe, inclusive as minhas, porque eu andava com a turma dos bullies machinhos (há coisa de uns anos, reencontrei o líder da gang, que era o mais velho por causa das repetências, e senti um certo clima no ar, mas isso é outra história…). Eu tinha uma fascinação por esse menino, que se traduzia numa necessidade perversa de infernizar a vida dele, remedando os trejeitos dele no corredor e pondo apelidos nele por causa das sardas (ele era a cara daquele ator que fez o Menino Maluquinho, só que com mais sardas). Daí, uma bela noite, eu sonhei que tava com ele na casa de boneca da minha irmã e que eu o beijei na boca (tão clichê que chega a ser inverossímil). Eu lembro nitidamente da angústia que eu senti no outro dia de manhã e da necessidade desesperada de ver ele (era fim de semana ou feriado, não lembro, e não teria escola). Eu lembro que nessa manhã eu fiz alguma pergunta para a minha mãe sobre sexualidade, possivelmente a ver com meninos e outros meninos, e ela me deu uma resposta que me fez sentir medo, mas eu nunca lembrei, nem na terapia que fiz mais tarde, que pergunta foi essa e qual foi a resposta dela (o tal recalque). Esse sonho despertou alguma coisa, porque depois disso eu passei a me sentir intimidado perto desse garoto, que eu comecei a evitar mas que eu ficava olhando escondido. Hoje eu sei que era uma paixão platônica. Já no segundo grau (como chamavam na época), e eu em outra escola, minha irmã se tornou amiga dele, mas eu nunca via os amigos da minha irmã (que é hétero, por sinal) porque a gente não levava amigos lá em casa por causa da nossa mãe antipática e constrangedora, além disso a minha irmã também me odiava rs. Nessa época ele já começava a se vestir de mulher, o que fez ele ser demitido do emprego que ele tinha de instrutor de inglês numa escola de idiomas famosa e tal. Logo depois disso eu mudei de cidade por causa dos estudos e ele foi morar na Europa, primeiro na Alemanha, hoje não sei mais onde, e virou travesti full-fledged (até onde sei, nada a ver com prostituição, até porque ele não tinha problema com a família, que tem grana). Passado um tempo, não tive mais notícias; eu não participo de redes sociais e acho que ele também não, porque senão minha irmã saberia do paradeiro dele. Enfim. Sexo propriamente dito nunca rolou comigo na escola, mas foi nesse episódio que eu comecei a tomar consciência de ser diferente -> desajustado -> gay (nessa ordem cronológica). Hoje eu penso que nessa época eu talvez tenha passado bem perto de me tornar algum tipo de homofóbico.

    Então, Max, that’s the story of my life…

  21. então… curiosamente, eu não me descobri gay na escola. eu não era muito afetado, mas, ainda assim, lembro de ter ouvido uns poucos comentários homofóbicos vindo de algumas pessoas que me marcaram muito, ainda que não tenha sofrido tanto com isso no ambiente escolar.
    até que, com uns 14 anos, eu conheci um carinha, fora do ambiente escolar, e fiquei muuuuito amigo dele. nós conversávamos absolutamente o tempo inteiro, eu contava os minutos pra falar com ele e acabamos nos fechando num mundinho particular. aí o tempo foi passando, começamos a sentir coisas estranhas (ciúmes) até que tivemos umas discussões. nessa época, nem eu nem ele nos identificávamos como gays. digo, eu me sentia diferente, eu já via pornografia me concentrando muito mais nos homens do que nos caralhos, mas não pensava em mim como gay. até que, depois de uma briga com ele, eu percebi que gostava mesmo dele e tudo passou a fazer sentido. eu me declarei pra ele e começamos a namorar depois disso. foi bem legal, porque nós dois estávamos na mesma situação e descobrimos várias coisas juntos. depois de um ano e meio tivemos que terminar por motivos de distância, mas até hoje temos um laço extremamente forte.

  22. Então amores, eu me descobri foi na sétima série, como a maioria das amigues que já comentaram, também foi na escola. Na 7 série eu andava com um grupo de amigos héteros, e tinhas 2 que eram muito bonitos, e eu, comecei a reparar que eu olhava para eles diferente.
    E pasmem nunca fiquei com nenhum menino até hoje, tenho 17 anos e nada. Sempre tive amigos gays, que sempre vou levar pro resto da minha vida, até porque se você não tem uma amiguete gay, meu amô, o babado é certo. Esse ano na escola que estou estudando tem muuuuuuuito menino bonito e do nosso time, porem sou timido pra essas coisas de paquera.
    Bjs as amiga que lerem. E tb bjs a todas as sapabonde, porque não tem coisa melhor que ter amiga sapa.

  23. Cara, eu sempre soube que era gay.Isso com cinco anos ( o mais longe que eu posso chegar com a memória) quando assisti um filme qualquer, e em uma cena um casal parou sobre os trilhos do trem e começaram os amassos, eu me senti completamente atraído pelo rapaz e o preguinho endureceu. De lá pra cá sempre tive prazer em tudo que era másculo. Como eu sempre morei com um padastro, não tive essa de envergonhar o papai por ser feminino, ele nem ligava. Já mamãe quando soube ficou louca, mas por pouquíssimo tempo (coisa de, acreditem, uns 20 minutos), depois aceitou bem. Acho que por causa disso eu nunca tive nenhuma neura não, e apesar de ser folclórica, ninguém nunca se incomodou com minha presença escandalosa. Preconceito, dá pra contar no dedo quantos já [tentaram] me humilhar pela minha opção sexual.

    Mas que quero ajuda. To desesperadoãm. Ultimamente to sentindo atração por muliéres. E é atração mesmo, de ter fantasia de casamento e tudo. Mas eu não quero isso. Quero é colocar a pomboca pra voar.Quê ki eu fasso, Max????

  24. Na minha cidade tem uma reserva biológica chamanda:Reserva Biológica Córrego do VIADO e na 8° série meu professor de ciências levou minha turma pra conhecer esse lugar.lá fizemos trilha e no final deixaram minha turma tomar banho no rio,quando vi meu melhor amigo so de cueca senti algo estranho.depois disso não consegui para de pensar nele,acabei me apaixonando.

  25. Na sexta série eu tinha 12 anos, adorava o banho após a aula de educação física. Eu tinha inúmeras fantasias com meus colegas e professores. Eu era muito quieto e tímido e só com 14 anos na 8ª série é que “brinquei” com um colega.

  26. Ainda sinto que não me descobri totalmente. Isso acontece porque percebo mesmo que eu tenha me relacionado sexualmente muito novo não consigo me definir muito bem. Na infância (2,3 e 4 serie) eu tinha uma vizinha que constantemente eu e ela nos encontrávamos escondido para se esfregar. Não tinha penetração. Era só carícia e sexo oral, eu ñ fazia nela prq eu ñ sabia na época q homem tb podia fazer na mulher. Mas tb me encontrava com um outro menino. E isso ñ foi só com os dois. Houve outra menina e outro menino na infância tb. A medida que fui crescendo vivi umas paixões platonicas com meninas até no 1° ano do ensino médio. Fiquei com uma menina(soh beijo e caricia) em uma viajem da escola. Mas eu via porno gay e isso axo q me fez querer experimentar. Começou com banheirão.(ainda vou, mas bem menos). Depois me apaixonei por um rapaz no 2° e 3° ano. Saimos duas vezes, mas ñ rolou. hj, ainda estou sozinho. nunca namorei. mas é a fase mais confusa da minha vida. prq depois de uns 4 anos sem pegar mulher. uma menina ousada na sala me deu uns agarro e eu gostei. fiquei de pau duro rapido e fiquei doido nos peito dela. mas qdo passa um cara bonito, malhadinho ficou doido jah qro atacar. mas sinto que ñ consigo dizer qm sou exatamente. axo que deveria respoder no questionario Ensino Fundamental. Mas se me perguntar se sou gay ou bissexual eu ñ sei.

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