Constrangimentos pós-armário


Super discreta.

Ah, quem já fez seu outing sabe o quanto é libertador sair do armário. Você pode enfim deixar as coisas às claras com os amigos e familiares, contar sobre relacionamentos, lugares e situações sem necessidade de mentir. O problema é que antes de arrasar trelíssima na pinta depois de sair do closet,  você já teve que dar muitas voltas para trucar em outras ocasiões sua viadice. E a memória do povo é boa.

Eu e meus amigos rimos até hoje de quando eu entrei na faculdade e era enrustido. Eu contava meus relacionamentos adaptando as histórias. Quem era homem virava mulher, dar virava comer, etc. As histórias ficavam meio absurdas e se cumpria aquele pacto social “você finge que é verdade e eu finjo que acredito”.

Nossa, para minha mãe eu era o top dos tops na BlowUp (boate hétero de Vila Velha) porque eu dizia para ela que sempre ia lá e deixava subentendido que era para pegar gatchynhash. Mal sabia ela que eu já praticamente fazia ponto na Move Music de tanto dar close lá.

Era só virar a esquina…

Um amigo me contou que na escola passavam a revista de mulher nua entre os meninos e ele ficava lá fingindo que curtia, até fazia aquele barulhinho de pneu furado para ser convincente: Shhhhhhhhhhlipt!

Fora quando a guei para parecer autêntica pega racha: depois que todos descobrem, vira piada! Teve uma amiga minha que ficou com três beeshas enrustidas que depois se assumiram. E ela ficou com má fama, pobrezinha… Mas não era culpa dela, sabe como é, comunicação social…

E você, já inventou histórias absurdas para camuflar sua sexualidade? Fala a verdade, conta pra tchytchya!

16 comentários sobre “Constrangimentos pós-armário

  1. Acho que o constrangimento nem é pós-armário. As vezes adaptando as história de pegação, depois de terminar de contar, penso: Que merda é essa que estou falando?!

    Nárnia não é um bom lugar para se viver. 😦

  2. Max tenho fetiche com marginais e voce? Olha esse numero 9 do cartaz de fugitivos da penitenciaria do maranhão, que gato!

    • Bem,eu sempre fui meio confuso com minha sexualidade.Sabia que havia algo “fora do lugar”,mas não sabia bem o que era.Eu num primeiro momento me assumi como gay,pois sempre fui um bocado “feminina”,e sempre fui muito ligado ao universo feminino.Mas depois de anos de terapia,minha psicologa chegou a conclusão,que eu estou mais para o que a ciência hoje,chama de “transexual”.Conversando com outras transexuais que fiz amizade,percebi que minha historia de vida e meus desejos,estão mesmo mais de acordo com as mulheres(biologicas ou nao),do que com homens gays.Enfim,a minha vida toda me senti um peixe fora d`agua,pois apesar de amar meu amigos gays,eu nunca me identifiquei muito com esse universo,meu universo sempre foi o das mulheres,e incluindo querer ter um corpo feminino.Enfim,segundo ponto,fiz a besteira de me assumir como gay,ainda estando confuso quanto a isso.Se eu não me sinto nem homem né,mesmo sabendo que identidade de genero é diferente de orientação sexual.Agora to penando,para me assumir como mulher socialmente.Minha familia havia se acostumado em ter um filho gay,até netos e genro estavam exigindo.Agora veio esse banho de água fria.O pior de tudo,é que a sociedade ignorante do jeito que é,acha que deixei de ser gay,pra virar mulher.Pior,é capaz de generalizarem,e acharem que todo gay deseja “mudar de sexo”,e todos sabemos que isso nao procede ,.
      Esclarecidos?

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