“Flores Raras” conta a história entre Bishop e Lota


O Brasileiro Bruno Barreto está adaptando para o cinema a história de amor entre a poeta americana Elizabeth Bishop com a arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares, ocorrida entre os anos 50 e 60. O relacionamento intenso e conturbado será contado de maneira forte e delicada no filme “Flores Raras”, baseado no livro de Carmem Lucia de Oliveira.

Veja em matéria do Globo News:

Globo News

Entenda um pouco sobre a história de amor entre a poeta e a arquiteta por trechos do relato do escritor americano Michael Sledge feito para a revista Bravo:

… senti-me compelido pela história pessoal da poeta e pelo seu grande amor pela ardente Lota de Macedo Soares. Os primeiros anos da vida de Elizabeth foram dolorosamente solitários – fugindo de uma infância órfã e desolada e em constante luta contra o alcoolismo, sua vida privada era um problema mesmo quando a sua poesia começou a atrair a atenção da crítica. Duas semanas após sua chegada ao Rio, Elizabeth correu com Lota para a casa que esta construía fora da cidade, encravada nas montanhas de Petrópolis. Na década seguinte, as duas viveram em um paraíso doméstico. Elizabeth começava o que provavelmente foi a fase mais produtiva de sua carreira como escritora, que acabou lhe dando o prêmio Pulitzer.

Bishop e LotaEntretanto, para quem não sabe o caso das duas termina de forma trágica, com o suicídio da brasileira. Porém a questão, segundo as críticas, é tratada de forma potente na película, Luciano Trigo escreveu:

O significado das vidas de Elizabeth Bishop e Lota de Macedo Soares não está no relacionamento intenso mas infeliz que tiveram. Cada qual em sua área, ambas foram responsáveis por importantes realizações. Em tempos de exaltação militante da homossexualidade, não deixa de ser um mérito que o filme ‘Flores raras’ evite a armadilha de exaltar o amor homoerótico como a experiência redentora que leva dá sentido á existência e leva à felicidade. Ao contrário: ele mostra que o amor, independente do gênero, pode ser uma força destrutiva e desestabilizadora. A arte de Bishop foi transformar essa força em poesia, em versos que sempre sublinham seu mal-estar existencial e seu permanente sentimento de ser uma estrangeira em qualquer parte. Foram pouco mais de 70 poemas publicados em vida, suficientes para consagrá-la como uma das principais poetas de língua inglesa do século 20.

Deu vontade de ver, né? Segue um trechinho pra deixar com mais água na boca:

A estreia está prevista para 16 de agosto deste ano.

Aos pedidos do leitor Hiago de Carvalho.

2 comentários sobre ““Flores Raras” conta a história entre Bishop e Lota

  1. É uma pena que matérias como esta não sejam tão comentadas, Max. O filme é tão leve quanto uma pluma, às vezes nem se percebe que fala-se de lesbianismo. Ele exalta o amor e a importância que le têm na vida das pessoas e só. ç.ç

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