17 de Maio e IV Marcha Nacional Contra Homofobia


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Caravana Capixaba na IV Marcha Nacional Contra Homofobia

Nos dias 14 e 15 de Maio ocorreram dois eventos importantes para o Movimento Lgbt em Brasília-DF, o 10º Seminário lgbt do Congresso Nacional  e a 4ª Marcha Nacional Contra a Homofobia, que teve como tema: Em Defesa do Estado Laico, da Democracia e dos Direitos Humanos. Esteve presente a caravana coordenada pelo SINDIUPES, formada por professores e militantes de diferentes regiões do estado.

 182197_169337509893398_981690396_n Durante o Seminário o debate foi sobre a liberdade religiosa e sexual e a importância da laicidade do Estado. Líderes de diversas religiões comporam as mesas onde discutiu-se por exemplo, a questão de como é possível trabalhar diferenças culturais para garantir um Estado laico. Débora Diniz, pesquisadora do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero declarou: “O estado laico não é um estado ateu, a laicidade garante a liberdade religiosa, assim como garante que nenhum dogma religioso interfira no direito individual”, terminou sua colocação aplaudida pelo público presente no plenário.

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Enquanto Henrique Vieira, teólogo e militante dos direitos humanos, atacou fundamentalistas que pregam o ódio: “Ao inferiorizar o outro, você se torna co-responsável pela violência contra a comunidade”. Antônio Machado, representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB manteve o tom provocador ao afirmar que “A liberdade de expressão não é liberdade para ofensa ou crime”.

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Entre os participantes das mesas de debate, Padre Beto, que sem papas na língua revelou: ‘Fui excomungado por dizer que todas essas pessoas merecem ser felizes dentro da sua sexualidade humana”. O deputado Jean Wyllys encerrou sua fala pedindo “que as religiões promovam a vida”.

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Em vários cartazes críticas ao atual presidente da Comissão de Direitos Humanos, Marco Feliciano.

Se faz necessário deixarmos de ser o país onde “religião e futebol não se discute” e adotarmos uma postura reflexiva através da politização de nossa sexualidade. Se interesse por seus direitos, questione.O Estado  laico não persegue religiões, somos livres para exercemos nossas crenças, a laicidade deve proteger a diversidade.

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Caricaturas de Marco Feliciano e Dilma foram carregadas durante a marcha

Como manifestou-se Débora Diniz: “Se há doença neste debate, é a perversão da homofobia”.O evento foi de suma importância para toda comunidade gay brasileira no atual momento em que a voz das minorias tenta ser calada pela ignorância alheia. Segundo notícias, aproximadamente 4 mil pessoas marcharam da Catedral de Brasília até o Congresso Nacional.

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Mais de 4 mil pessoas participaram da IV Marcha Nacional

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Militantes de Florianópolis e Bahia representam vítimas de homofobia

Aproveito para agradecer a Coordenação do Coletivo Estadual de Diversidade Sexual – SINDIUPES, ao site LGBT-ES e a todos os participantes da caravana e militantes.

39 comentários sobre “17 de Maio e IV Marcha Nacional Contra Homofobia

  1. Parabéns a todos que de alguma forma participaram do movimento, que ao contrário das Paradas Gays, não da brechas para que moralistas degradem a imagem da comunidade LGBT.
    O momento político está excelente para a causa. É hora de discutirmos o assunto de maneira racional com as pessoas próximas.
    #homofobiaNAO

    • O momento nos favorece, é necessário que o movimento lgbt compreenda que não se deve atacar, mas usar as mesmas armas que a oposição, para o bem comum.

      • Exatamente, Iza, gerar essa segregação do que é “militância boa” e “militância ruim” não deve ser nossa conduta no momento.

        • Claro. Um dos discursos que ouvi mt lá, foi de que a militânica lgbt tem que aprender a lidar com fundamentalistas, aprender a se organizar, integrar-se e usar as mesmas armas que eles para avançar.

          • Bestas somos nós, Iza, enquanto eles esfregam na nossa cara os seus “degenerados” que são recebidos de braços abertos pela igreja benevolente, nós, os maldosos gays, segregamos quem não faz parte do padrão de comportamento que exigimos ser o ideal para ser gay.

            Com certeza NISSO temos que aprender muito com eles, são unidos demais, independente dos podres.

        • Olha Max, não vou dizer que existe militância ruim até porque isso seria cercear a liberdade da gay (ou melhor, aquelas de cunho violento são, mas nunca vi acontecer no meio).
          Só acho que movimentos como essa marcha angariam muito mais para “a causa” do que as tradicionais paradas que já estão conhecidas como carnaval gay. Enfim, acho que o momento é de mais marchas contra a homofobia.

          • E desde quando é mais válido o protesto sério? Por que angaria “menos” protestar com alegria e música típica da cultura gay? Aliás, quer mais justificativa pra protesto musical que um país com uma música popular como a nossa? Criticar com um sorriso no rosto, com deboche, faz parte da cultura do brasileiro desde a ditadura (as marchinhas de carnaval não me deixam mentir). Eles (os nossos antagonistas) criticam e julgam porque nosso orgulho os deixa chocados, e causa ainda mais raiva. Por isso esperneam. Por eles nossos protestos seriam como velórios, expressando visivelmente o que PRA ELES é ser gay.

            Por favor, cat, não repita esse discurso em qualquer lugar, porque com ele você, além de desqualificar um protesto importantíssimo como as paradas gays, vai dar razão pra muito fundamentalista justificar as ofensas contra nossa luta.

            A parada gay é tão válida quanto as marchas contra a homofobia, não consigo, mesmo sendo um carnaval, ver qualquer visibilidade como algo pejorativo. Que mostrem que existem gays sérios, que existem travas bagunceiras de peito de fora, que existem gays que fazem quadradinho de 8 no asfalto, whatever, porque é isso que a gente quer, respeito à DI-VER-SI-DA-DE.

            Que respeito à diversidade vamos conseguir se não nos mostrarmos diversos e não aceitarmos, ou preferirmos jogar pra debaixo do tapete, a nossa própria diversidade? Porque ela está aí, na nossa cara, com micareta ou sem micareta, não dá pra ignorar, fingir que eles não existem e só valorizar o protesto formal.

            Visibilidade não é só pra mostrar o que é bonito aos olhos da sociedade.

  2. Maaaaxx! O menino do Don’t be a drag just be a Dilma eh o meu MARIDO no casamento gay em massa de hoje no face! Meu marido ahaza!

  3. Ta rolando o dia todo na MTV uma programação especial contra homofobia… com algumas escapadelas, mas ta valendo pela divulgação da causa.
    Já já vai rolar um beijaço…
    #superconfionasfuturasgeraçoes

  4. Parabéns Izaa e Cia presente lah :D… que aja uma bancada LGBT forte no congresso pra defesa da causa. Olhem os votos!

      • Concordo com você Max, mas também concordo com ele no resto. Que bom, mesmo, que existem as paradas gays, são como mini festivais onde a sociedade tem que engolir a liberdade dos LGBT. E Visibilidade sempre ajuda, seja pra aceitação da sociedade, seja pra aquele gay que ta no armário e vê outra pessoa sendo feliz como é..

        Mas para mim é clara a diferença entre uma marcha e uma parada. É como se o alvo de uma fosse a sociedade e a outra o governo. E como disse anteriormente, o momento agora é de mirarmos no governo.

        • Aí eu concordei. Acho importante os dois eventos. E importante até nessa diferença. Muito coerente. Objetivo pelo menos o efeito.

    • Não vamos generalizar … mas é fato que o caráter de protesto das paradas é discutível. Agora, independente dessa polêmica. Como comentamos acima, indiscutivelmente a Marcha Nacional tem em sua integralidade uma força maior na defesa dos direitos LGBT e nas denuncias de violações. Já imaginaram se um por cento de cada parada que acontece Brasil afora fosse pra Marcha Nacional contra a Homofobia ? Só São Paulo contribuiria com aproximadamente 40.000 pessoas… Vitória, Serra, Vila Velha, Caricica, Colatina , Linhares , Guarapari e São Gabriel da Palha contribuiriam com umas 400 pessoas

  5. Max,eu não quis generalizar eu so acho que certas coisas que acontecem em uma parada são totalmente RIDICULAS,ja em uma marcha como protesto, não tem beeshas fazendo sexo…O erro de uma beesha na parada gay respinga em todas nós,ou vcs acham que o feliciano vai na TV dizer que alguns gays fazem isso e outros não? O erro de um gay atinge todos perante o mundo preconceituozo,por isso temos que generalizar certas atitudes que alguns tomam. Se alguen se ofendeu,me desculpe não foi minha intenção.

  6. Mas não faço em em publico gata,faço entre quatro paredes,o que e bem diferente do que eu fale antes…Tem uma grande diferença em fazer em publico numa parada gay,é em fazer em casa entre quatro paredes…Não estou julgando,estou falando a verdade mas se a verdade cai como um julgamento,não posso fazer nada.

    • Grande coisa, você pode fazer dentro do porão, eles sabem que você dá o seu cu e odeiam isso do mesmo jeito, não faz diferença onde você faz.

      • Aliás, do jeito que você fala parece que rola orgias no meio da parada gay. Já fui em centenas em vários estados e o máximo que vi foi gente fodendo na praia, mas hétero sempre fez isso e todo mundo acha engraçadíssimo.

        • O fato de dar meu cu dentro de casa ou em público tem diferença sim! Seja hétero ou gay, isso não muda os fatos.
          Se a sociedade é hipócrita e tolera esse comportamento dos ht, nós não devíamos forçar que eles nos tolerem e sim mostrar que estão errados ao permitir o sexo dos ht e se escandalizar com um casal gay de mãos dadas.
          Ht fodendo na praia? Não, eu não acho engraçadíssimo.

          • A única coisa que eu luto contra é a essa sua cagação de regra que você insiste em repetir e não percebe que é a MÃE de todos os preconceitos. Ou você acha que eles surgem como? Com gente falso-moralista como você que quer determinar a forma “correta” de se comportar, baseando-se nas suas experiências, e quem não se enquadra que se foda.

            NÃO, não é por isso que a causa gay luta, guarda seus mandamentos de boa conduta pra você.

          • Não entendo porque você toma os comentários para o lado pessoal Max, mas foi com essa inocência e este falso moralismo que eu consegui cada vitória na minha vida.

          • Vou parar de comentar aqui, tô sentindo vergonha por você achar que vai ser mais aceito se for gay seguir as regras de conduta sexual da sociedade. Tá perdendo o melhor da vida a troco de nada, você virou um escravo do sistema e não percebe que isso é opressão, que essas regras não devem existir porque quebrá-las não prejudica ninguém.

            E levo pro lado pessoal SIM, porque quando você vem aqui falar como é o jeito correto de ser viado, você me ofende diretamente.

          • Assim como eu não posso te julgar por você seguir essas regras infundadas, você não pode chegar pra mim e dizer que eu devo segui-las. Meu corpo, minhas regras. É essa noção de liberdade que eu quero que você entenda.

            Se soou ofensivo, me desculpa, não era minha intenção. Eu que fico nervoso demais quando tentam enaltecer um comportamento sexual em detrimento de outro hahah

          • Não vou continuar a conversa porque acho que a gente nem ta falando da mesma coisa kkkkkkk, enfim, não me ofendeu não cat, fica tranquila…

    • O pior é falar que não está julgando quando evidentemente está. E quer saber: quem disse que sexo em p´´ublico é uma coisa ruim?

  7. Concordo em partes,tenho minha verdade é vc a sua,ambas as partes estão corretas,apezar que errei em algumas partes assim como vc tbm errou em algumas partes…Pensando nisso,seria bem legal se Feliciano e cia junto aos GLBTS conversasem de tal maneira,cada um expondo sua verdade sem grandes rompates.

  8. Eu acho muito prejudicial para a causa LGBT ficar se vinculando a partidos e bandeiras distantes. Digo isso porque essa vinculação afasta pessoas que defendem a causa. Por exemplo, olha lá o SINDIUPES, ou quem quer que tenha feito o boneco da Dilma, reivindicando reajuste salarial na “Marcha Nacional Contra Homofobia” (se ainda fosse uma reivindicação dentro do prisma dos direitos civis [feminista, movimento negro, etc.]…).
    Quer dizer, pessoas como eu, que não apoiam essas entidades vinculadas ao partido x, vão fazer coro a uma passeata capitaneada por essas pessoas (e com uma frase, no mínimo, de má-fé, afinal, o reajuste salarial dos ministros e da presidência ocorreu em 2010 e não foi feito por iniciativa do poder executivo)? Por isso, para minha tristeza, eu não participo dessas marchas “sectárias” – sejam aquelas “contra a corrupção”, organizadas pela massa cheirosa do PSDB, ou essas de hostilização partidária, organizadas por entidades ligadas ao PSOL, por exemplo). Por mais que eu seja contra a corrupção ou pró-direitos LGBTs, ao ir nessas marchas estarei dando poder a grupos políticos que possuem outras agendas que eu não apoio. Prefiro as passeatas mais plurais, como as Paradas LGBTs, que reúnem políticos e cidadãos filiados a todos os partidos que apoiam a causa. Assim, ao invés de dar força a um político x filiado a um partido y, estarei dando força para o movimento como um todo (que possui no PT – alvo da maioria desses ataques da militância do PSOL – representantes que fizeram e ainda fazem, efetivamente, muito mais pela causa).
    Por fim, não é a primeira vez que vejo os posts da Izaaa com esse teor mais anti-petista do que pró-LGBT. Claro que é interessante o ponto de vista, mas eu acho que seria bom ter um contraponto [ou então não ter nem um e nem o outro].
    (Eu acho que não consegui organizar meu raciocínio direito, mas espero que dê para entender :P)
    Besos, amo o blog!

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