Transfobia: Uma realidade mais que real


Karem ou Cacá, só não é mulher no papel.

Cacá só não é mulher no papel.

Karem ou Cacá, é moradora e paneleira num galpão em Goiabeiras, Vitória/ES. No final do ano passado, sua matrícula foi recusada para um curso do Programa Nacional Mulheres Mil, realizado no IFES, e voltado para paneleiras. Foi recusada pois, para os órgãos oficiais, Carlos Alberto da Vitória, nome masculino é o que consta nos documentos da transexual.

Maria José, educadora que coordena o curso no campus Vitória, tentou a inclusão de Cacá até na coordenação em Brasília, mas sem sucesso. A solução veio do IFES que, com recursos próprios, decidiu oferecer para Cacá não só o curso, mas a mesma bolsa que as demais alunas receberiam.

Entretando, Cacá declara: “Fiquei chateada. Nunca imaginei que seria recusada”, conta. As amigas não queriam que ela desistisse, optou por não fazer o curso. “Quando eles decidiram já estava muito em cima da hora. Não tinha nem como conseguir os documentos”, lembra.

E o que Tieta, no ápice de sua sabedoria em 1989, tem a nos dizer sobre isso??

Recusar-se a garantir que pessoas transexuais sejam tratadas da mesma forma que as outras pessoas é uma forma de discriminação indireta baseada em preconceito infundado. Todos somos iguais. Seja aos olhos de Deus e, principalmente, aos olhos da Lei. Parabéns, Cacá, por mostrar a cara!

Fonte: http://migre.me/e1QQz

6 comentários sobre “Transfobia: Uma realidade mais que real

  1. Não sei porque,mais ao assistir o vídeo de Tieta,me veio a música do Renato Russo na cabeça com aquele refrão,”é preciso amar,as pessoas como se não houvesse amanhã”.

  2. Passou uma reportagem muito bacana ontem no Fantastico, das relações homoafetivas e da transsexualidade, vale a pena assistir.

  3. Essa cena de Tieta é inacreditável né? E pensar que essa novela passou há tempos e hoje o pensamento medieval é que está no poder. Quando foi que esse povo ignorante ficou forte?

    • Barbarj, tudo começou quando nós, adolescentes, achamos um saco as aulas de filosofia e história na escola. Não ligamos para a constituição e nem para os princípios pré suscitados por Rosseau e Montesquieu que regem a mesma, defendendo um estado justo e ausente das religiões – estandartes da tirania. A coisa foi ficando mais forte quando nós idiotas, concluindo o ensino médio, entendemos que o dízimo aliviava a nossa barra lá no céu, mediante nossos pecados. Acho que o resto você já sabe. Parabéns pela pergunta. Está na hora de fazermos ela mais vezes.

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