Sempre a mesma ladainha


Essa é a notícia verdadeira, cuja foto foi usada nesse post fake (clique AQUI) que está circulando no Facebook

Não é a primeira vez que vemos casos de travestis que cometem crimes contra clientes na vida noturna. Até aí tudo bem, grupos marginalizados tendem a encontrar sua fonte de renda na criminalidade.

Mas por que cargas d’água o depoimento da vítima sempre tenta tirar o dele da reta quando o assunto é ter saído com a travesti envolvida no crime?

Cata a notícia abaixo:

coagido

Vamos pensar um pouco.

  • Segundo o pai do garoto ele foi assaltado dentro da boate: Aí já começa o primeiro problema, como alguém entra com uma arma-de-fogo numa boate? Que segurança é essa? Ainda mais uma travesti, que são famosas por esse tipo de comportamento, a atenção dada a elas na revista é sempre dobrada.
  • Depois ele diz que foi coagido a sair da boate para recuperar o aparelho, outro problema: Se a travesti estava armada e o ameaçou com uma arma-de-fogo durante todo o trajeto, numa boate lotada, como é que ninguém, absolutamente ninguém, viu essa arma na mão dela? Afinal, se a arma não estivesse o tempo todo exposta era só ele gritar um “pega ladrão” e pronto, heterozinho bombado é o que não faltaria pra embolar em cima dela ali.
  • E ainda que fosse uma faca e a arma só estivesse em casa, revistar e observar que tem um homem forte (ele é marinheiro, podemos deduzir que não é magro e baixinho) e apavorado com uma trava grudada no cangote dele que é bom, nada, né?

Aí a mãe continua, muito esperta nas analogias:

casa

Heterofobia, você não leu errado, a mãe do garoto quis comparar crimes gratuitos como o da lâmpada fluorescente e o da orelha arrancada, em São Paulo, com um crime no qual o garoto vai até a casa da travesti e passa a noite inteira lá (porque testemunhas viram o rapaz na casa dela).

Eu, heterofóbica? E o meu ganha-pão?

Eu, heterofóbica? E o meu ganha-pão?

É ilógico, ela levou o rapaz pra casa dela! Que criminoso faz isso? É assinar a própria culpa.

Mas eu não vou excluir a possibilidade de crime heterofóbico não, apesar de absurdo, sabe porquê? Por que são inúmeros os casos de gays que saem com homofóbicos de festas, fazem sexo com eles e são assassinados.

Mas vejam bem, SAEM com homofóbicos, eles sentem atração pelos rapazes e vão pra outro local por livre e espontânea vontade.

Todo respeito pela dor da família, é claro, mas custa admitir que o rapaz saiu sim com a intenção de fazer sexo com a travesti, se é que não fez, e que realmente o mais provável é que eles se desentenderam depois do sexo?

Mas não, é mais fácil criar esse estado de caos e coagir milhares de leitores a acharem que existem gays que agridem héteros simplesmente por eles serem o que são. Alguém tem que levar a culpa, sujar a honra do filho macho, jamais.

Dica do Jefferson, Fonte: O Dia

Um comentário sobre “Sempre a mesma ladainha

  1. Heterofobia? Talvez, porque eu demorei um tempo pra me acostumar a ter amizade com homens héteros depois das agressões verbais todas que eu sofri na escola. Mas só se for nesse sentido mesmo de medo, ou seja: não existe mesmo, no fim das contas.

    Engraçado… quando eu escrevo heterofobia, o verificador ortográfico me aponta como errado, mas quando eu escrevo homofobia…………….. Faça você mesmo o teste, até o computador sabe que heterofobia não existe.

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