Vamos pensar um pouco


ditaSaiu no Facebook, um grupo de manifestantes católicos estava fazendo uma passeata contra o aborto e essa babaquice de ditadura homossexual (eu nunca ouvi falar de ditadura promovida pelos mais fracos, mas vão bora fazendo).

A tal “Cruzada pela Família” é famosa por correr o Brasil fazendo manifestações pacíficas e ordeiras (sic) contra, veja bem, os movimentos homossexuais, o kit gay, o casamento gay e a lei contra a homofobia.

Vocês leram o que eu li, não leram? Eles fazem manifestação PACÍFICA E ORDEIRA contra a dignidade humana e os direitos fundamentais que os homossexuais deveriam ter, mas não têm.

Será que realmente isso é pacífico? O que configura uma manifestação violenta? Será que só a violência física configura isso? Vamos acompanhar no vídeo abaixo:

[youtube http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=zuxpaE759h8]
ku klux

Parece absurdo pra você? Crianças cristãs homofóbicas também são absurdas pra mim.

Tá, é tendencioso e cheio de passagens bíblicas nojentas, mas existem detalhes ali que devem ser discutidos: Violência moral justifica violência física?

Para ficar melhor de entender vamos pegar a Ku Klux Klan. Essa organização surgiu nos EUA para se opor à abolição da escravatura, lá em 1862, e cometeu inúmeras atrocidades contra os negros, até mesmo queimaram alguns vivos em praça pública, sem sofrerem nenhuma retaliação por isso.

Hoje ela ainda existe nos Estados Unidos, porque o país defende a Liberdade de Expressão, mas é secreta devido à grande perseguição popular que sofre.

Engraçado, essa historinha te lembra alguma coisa? Pois a mim lembra: Cruzadas e Santa Inquisição!

A mesma igreja católica que hoje reclama de ter sido agredida e ameaçada pelos manifestantes, é a igreja católica que lá trás matou, torturou e fez experiências científicas absurdas com jovens homossexuais.

Hoje, assim como a Ku Klux Klan, eles são contra a lei anti-homofobia porque, segundo eles, isso fere a “Liberdade de Expressão” dessa galera.

O mesmo argumento usado pela Ku Klux Klan para terem o direito de pregar que os brancos são superiores aos negros. Vai vendo…

pedradaOnde eu quero chegar com tudo isso: Eu jamais vou ser a favor de violência física numa manifestação ideológica.

Entretanto, ver um grupo de pessoas dizendo que você não merece os mesmos direitos que elas somente pelo fato de você apresentar uma condição que você não tem o poder de mudar dói mais que qualquer pedrada.

Movimentos são formados por pessoas diferentes, com personalidades diferentes e reações diferentes. Não podemos julgar todo o movimento pela atitude de um ou outro. Nosso discurso ainda é a favor da liberdade de expressão e da igualdade, enquanto o deles é repleto de ódio e segregação.

Por isso que condeno a atitude dos manifestantes, mas no fundo, leitoras lindas, me perdoem, lá no fundo eu entendo perfeitamente essa atitude, são centenas de anos de brutalidade, ninguém tem sangue de barata.

Liberdade de expressão não é sinônimo de liberdade de agressão.

18 comentários sobre “Vamos pensar um pouco

  1. Max, vi o video, e achei desnecessário a pedrada. Não devemos combater violência com violência, dessa forma apenas damos munição para esse povo se passarem de vítima, coisa que eles não são.

  2. Acho que no momento que a homofobia deixar de ser crime e deixar de ter uma lei para tal transgressão, o porte de arma deve se tornar legal, pois se a “liberdade de expressão” é um direito de todo cidadão, se assegurar que tal liberdade não infrinja o direito de ir e vir também seria um direito, o que nos levaria direto a um passado tosco sem direito a evolução mental.

  3. (off) Olha, odeio quando eu desperdiço meia hora de argumento e a pessoa me responde com um salmo. Dá vontade de chorar de ódio u.u

  4. Arrazoou max eu assisti o começo do vídeo e ri muito, mas nada justifica a violência como vc mesmo disse, não é com ignorância que se combate a mesma. Amigas a paz se conquista com batalhas silenciosas e não com guerras cheias de sangue, todo o contrário que se nomeia como paz, não passa de opressão. E deixem eles falarem, não adianta tocar música para um surdo, a cartilha que eles seguem sempre será a salvação deles, então basta deixar eles se afundarem na lama.

  5. Muito complicado isso.. muito mesmo. Sinto que cada dia que passa existe mais repressão aos gays mesmo com um mundo moderno. Max.. qro dar um dica pra vc sobre suas duvidas religiosas. Mande para esse cara aqui http://novotempo.com/namiradaverdade/ que ele responde tudo. Vc disse num outro post sobre aquelas passagens que ninguém conseguia te explicar. Provavelmente ele consegue mas não sei se certo.

    • Duvido que consiga, ele vai dar a respostinha típica dessa galera, se baseando em contexto histórico e inúmeras interpretações forçadas do que está óbvio. Nem dê confiança, cat, lógica é a última característica que você vai encontrar no Cristianismo.

  6. Violência realmente não é o caminho. Mas eu confesso que acharia lindo queimar padres e pastores homofóbicos numa praça pública e depois dar uma festa da liberdade sexual.
    Eu só consigo sentir nojo e asco. Faço cara feia pra católico e cristão mesmo, povo mais cego e manipulado não existe.

    PORRA, CADA UM CUIDA DE SUA VIDA. Quem eles acham que são pra se opor contra um DIREITO nosso? Povo desgraçado, mesquinho, burro. Eca.

  7. Olá. Bom dia!
    Pessoa, talvez eu seja retaliado pelo meu depoimento. Mas, como buscamos respeito e liberdade de expressão, sigo com meu relato.
    Sempre fui muito religioso. Uma lado de minha família é católico o outro protestante. Sofri bastante para entender minha condição sexual. Tenho 22 anos, e aos poucos vou entendendo o que acontece comigo: sou gay, não um monstro. Apego-me confortavelmente ou não, não passagens onde tenho a certeza que Deus me ama.
    Continuo cristão, e tenho a ciência de que, como a igreja é regida por homens, sempre haverá falhas. Mas acredito no Deus único. Não acho legal ser condenado por isso, mesmo sendo gay. É algo que não consigo me desvencilhar. Para mim, ser gay não é ser ateu ou não cristão. Eu sou cristão. Infelizmente, há pessoas, e muitas, que vão fazer de tudo para que continuemos sendo a escória da sociedade (gay cristão ou não cristão).
    Eles têm o direito de não concordar, mas manisfestar isso deve ser respondido com manifestações pacíficas, conscientes.
    Esse vídeo me deixou triste pelos dois lados. Por ser católico e por meus colegas gays, não terem tido discernimento ao enfrentarem o ato preconceituoso. Este não é o caminho

      • Muita gente, meu caro. Os mais revoltosos. E outra, algumas vezes fiquei com meninas na Move, curtição mesmo; Elas sabiam que eu era gay, mas rolou uma química. Contei isso para um cara que tava flertando. Ele disse que eu era um ridículo.

        • Ok! Talvez eu não tenha feito a pergunta como deveria. Quem, das pessoas com cuja opinião eu me importo, disse que pra ser gay eu tenho que ser ateu ou não cristão. Só a título de curiosidade, a primeira igreja protestante gay foi criada em 1968. Isso mesmo, 1968, há várias décadas.
          Não entendi o objetivo de você ter contado essa sua história de pegação HT na Move.

          • Sim, parece desconexa. Mas o que quis que levasse em conta foi o fato de que parece haver comportamentos que gays não podem ter. Seja em relação a fé, a pegação, marcas de roupa. Foi apenas um paralelo.
            🙂

  8. “Alertar a população sobre os perigos que ameaçam o Brasil com a imposição da Ditadura Homossexual” Argh! Vou ali dá uma vomitada!

  9. Cheio de conceitos confusos pra mim. Liberdade de expressão de ambos os lados, família como conceito desse ou daquele, ação e reação justificada, antiguidade-modernidade-pós modernidade! Tah difícil de entender esse video. Será que há um video feito pelos “contra manifestantes”?

  10. (voltay)
    Eu só espero que essa ação não comece a desencadear uma série de violências por parte dos LGBTs contra esses alienados da igreja. Isso ia tirar mais ainda o crédito que nós estamos tentando conseguir perante a sociedade.

Comenta, beesha!

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