Análise – Boate Rouge House Club


Fujo de inaugurações

Frequento boates gays há 6 anos. E nesse período já vi muita casa noturna abrir e fechar as portas. E se tem algo que aprendi foi a nunca ir a inaugurações. É sempre lotado, e há grandes chances de o espaço ainda não estar preparado: cheiro de tinta, ar-condicionado faltando e sistema de cartões/comandas não funcionarem.

Porém minha ida a Rouge House (na semana seguinte a inauguração, dia 21/12) foi por acaso. Ainda que eu havia dito que ia aparecer lá como naquele reality inglês de restaurantes em que o crítico aparece de surpresa e a paisana para ter uma impressão verdadeira do recinto, vim colocado de uma festa com amigos e em que as guei quiseram esticar… Mas deu pra ter boas impressões do local que compartilho com vocês agora:

“Welcome to the Moulin Rouge!”

A estrutura. Pra quem conheceu a Moulin Rouge é o mesmo espaço. Para quem conheceu a Heaven Brazil é o dobro do tamanho, já que são dois andares! Cabem mil pessoas lá, daí dá pra ter uma ideia. É possivelmente a maior – espacialmente – casa noturna GLS da Grande Vitória (confirma, produção?).

Ela está bem bonita, com uma estética simples.  Lembra um cabaré ou uma casa da luz vermelha. Chama a atenção o palco, bem estruturado pra receber shows, decorado com dois telões de leds. Podemos dizer que essa corresponderá a nossa Blue Space (dada as devidas proporções), por conta desse bom espaço pra shows.

Há uma quantidade bastante razoável de bares (dois no andar de cima, sendo um uma champanheiria, e um enoooorme no de baixo), ou seja, dificilmente esperará pra beber lá. A pista de dança, que fica embaixo, está certinha e preparada, mas também não tem nada demais. Talvez um problema seja que o lugar inteiro seja iluminado demais, eu desceria um pouco aquela luz. Tem um lugar escondidinho ao lado da pista  que tem muita luz, sério, eu deixaria ali apagado pras beeshas se pegarem. Seria um atrativo a mais para a casa (tem umas gays que são tímidas, tsá?!). Além disso, quem fuma achou a área de fumantes pequena, pois formou-se uma filinha pra utilizá-la (e sabe como é fumante, né, quando elas querem pitar sai da frente).

Sub-Zero Win!

Ao contrário da inauguração (alá, não falei), a refrigeração estava ótima. A boate estava geladíssima, gente. Inclusive tinha um tufão gelado na saída da escada, no segundo andar que quando você passava por lá parecia que estava tomando um golpe do Sub-zero, juro, dava pra passar frio. A ursarada ficava tudo em volta. Elas curtem clima frio.

Da estrutura o pior está sendo o banheiro. Estão feios, não estão dando conta do público e num deles o teto está meio caído. Pra piorar, no dia que fui, umas beeshas deram PT e vomitaram os mictórios todos. Ou seja, se já tinham poucos, diminuíram  P.S.: acho chique darem manutenção na limpeza dos banheiros a noite toda #ficaadica.

O atendimento. A já famosa boa recepção do Thiago Nunes se fez presente. Ser recebido de forma bem educada e  galanteadora, quase amável, tinha se perdido nas boates da Grande Vitória. Os problemas de entrada eram rapidamente resolvidos de maneira atenciosa. Trouxeram de volta a figura da GlamDoor (aquela drag finíssima que fica na porta cumprimentando e recebendo os clientes), que eu adoro, e que segue a tradição deste tipo de estabelecimento. Dá gosto chegar em lugares assim,  nos sentimos realmente bem-vindos. Nos bares, o serviço estava ágil e preciso. PONTO!

As atrações. As atrações quando eu fui estavam bem legais. Teve a amadíssima Labelle, aquecendo a galera. Depois teve duas drags que faziam coreografias sincronizadas, que foi o que teve de mais legal naquela noite. Por fim, houve uma drag bate-cabelo que trouxeram de São Paulo. Nada demais, qualquer drag daqui faria o mesmo por 1/3 do valor. Mas, de maneira geral os shows foram bons. Legal seria se mantivessem uma programação interessante como essa para ocupar o espaço incrível do palco.

“Partiu, faces”

O público. Muita bicha bonita, bem vestida e gostosa. Sabe daquelas que tem uma carinha de que posta “boa noite, faces!”? Então…

O preço. Salgadíssimo. Olha,  tem que ter muitos salários mínimos para ficar colocado ali. Quando fui, a cerveja estava R$8, a água (da pequena de 300ml) estava 4 reais. Meus 50 arô de consumação foram em minutos embora! Ouvi dizer que a casa ia rever esses valores. Precisa mesmo, se não fica difícil, viu?

Por fim, adorei a casa e voltaria. Vá também e confira com seus próprios olhos:

Serviço – ROUGE HOUSE CLUB
Endereço Rua João Joaquim da Mota, 390 – Praia da Costa – Vila Velha/ES
Telefone (27) 9694-8736
Informação no Grupo do Facebook.

27 comentários sobre “Análise – Boate Rouge House Club

  1. Tb gostei muito do texto e quero muito conhecer essa boate. Acho muito legal a rapidez deles em postar as fotos do rock logo no dia seguinte.

  2. Eu fui nesta mesma noite, 1 semana após a inauguração. Também achei o preço da cerveja beeeem caro, entretanto, na hora de pagar eu tive uma surpresa. Nos cardários estavam constando o valor de R$8,00, porém estavam cobrando R$6,00.
    Texto maravilhoso. Totalmente de acordo com tudo. Bjs

  3. Dé, tb fui no mesmo dia q vc. Infelizmente não o vi. Achei o recepcionamente da casa super digno.
    voltarei lá sempre que meu salário permitir!rs

  4. Infelizmente fui na inauguração, realmente estava um inferno, mas fizeram uma promoção onde pra compensar todos que estavam neste dia entrariam de graça, resolvi ir e dar uma nova chance, e não é que me surpreenderam e todos os problemas estavam resolvidos, o serviço de bar e o atendimento em geram estava ótimo, como a Dé disse, e tinha muita gente bonita mesmo. Eu te vi Dé, subindo as escadas correndo, mas depois desapareceu, rsrsrs.

  5. Cheguei pagando entrada e falando não vou beber to desequilibrado ahahaha e saí de la pagando 90. Acredito que tenham me cobrado todos os centavos de cada 8,00 em minhas cervejas daquela noite. Obs.: Não saí nem tropeçando…

    A casa está legal, clima agradável. Fiquei chocado com o segurança me revistando e após isto dizendo “boa noite e aproveite a noite”.

    A noite foi agradabilíssima e tive a impressão de ter visto a Max cambalhotando na boate hahahaha.

    Bjssss Max.

  6. Vocês que são DJ´s profissionais, que estudam e são capacitados para exercer profissão tão digna, deveriam se envergonhar por trazer pessoas que não exercem conhecimento algum nesse ramo e ainda assim intitulados como “DJ”. O que é isso profissionais? vcs lutaram para ter seus lugares e serem devidamente reconhecidos, permitem que venham esses rotulos com JESUS LUZ, BRUNA SURFISTINHA… ou qualquer outro que seja, desmoralizar o espaço conquistado por vcs? O que é ser DJ amigos? essa profissão está perdendo a sua essencia com tantas mascaras.Que vergonha, pois a classe esta permitindo que isso aconteça.

  7. Quero ir nessa boate,mas não moro em Vila Velha,na realidade nunca fui numa boate gay,sou do norte do estado e precisaria que alguem me desse uma hospedagem durante uma noite ou duas pra eu poder ficar na cidade e visitar a boate,se tiver alguem afim de me receber e me guiar pela cidade q eu não conheço liga pra mim.999361388.

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