07 leituras sobre o caso “Veja” e as cabras


“Adoro espinafre!”

Essa semana a revista Veja finalmente abriu um alçapão e dirigiu-se ainda mais fundo no poço em que há anos está afundada. Não é de hoje que ela vomita imbecilidade e ignorância direitista na cara da sociedade brasileira, travestindo-se de uma moral que ela não tem.

Quem tem facebook e segue pessoas minimamente informadas deve ter recebido trecho do artigo do colunista J. R. Guzzo, baixo, até para os padrões da Veja. Cata:

 O artigo completo está aqui para que tirem suas próprias conclusões.

“Toma, Veja!”

A questão da vez é que lapso tempo-espacial houve, que chegamos ao ponto de uma publicação que se diz “séria” poder afirmar tamanhos impropérios claramente homofóbicos e idiotas – desculpa, é idiota sim -, como comparar “não gostar” de bicha, a não gostar de espinafre, ou ainda associar o direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, a casamento entre pessoas e animais.

A revista tem responsabilidade jurídica e financeira e tem consciência da postura política que seus leitores tem, pois sabe que não haverão protestos do tipo cancelamentos em massa de assinaturas e que os anunciantes continuarão mantendo seu faturamento. Ou não?! Ou seja, o problema é infinitamente maior que o artigo em si. O problema é o que o mantém impresso naquelas páginas!

Em protesto ao texto algumas pessoas – EU! – trocaram a foto do perfil por foto de uma cabra.

Muita gente foda indignada com a Veja, como nós ficamos, escreveram sobre o assunto. Em vez de replicar tudo, nós separamos os melhores e vamos botar os links aqui, para que vocês se informem, criem suas próprias opiniões sobre o tema e tomem as atitudes que melhor lhes convier.

Sete bons textos para ler sobre o assunto:

1. “Veja que lixo!”, por Jean Wyllys.

2. “Não é só homofobia: 10 erros do texto ‘Parada gay, cabra e espinafre’ publicado na Veja”, por Manu Barem.

3. “Artigo na Veja sobre gays, espinafre e cabras me deixou cabreira”, por Lola Aronovich.

4. “Veja? Pense! uma crítica sobre o artigo preconceituoso publicado na revista Veja”, por Besha Má.

5. “A falácia da falsa discriminação”, por Carlos Orsi.

6. “A @veja não entende nem de panelas, que dirá paneleiros”, por Carlos Cardoso.

7. “A Essência do preconceito 2 – a missão”, por Madrasta Má do Texto Ruim.

E ainda tem o tumblr “Cabras para casar“! rs.

25 comentários sobre “07 leituras sobre o caso “Veja” e as cabras

  1. Texto extremamente perigoso. Pelas afirmações do texto, por exemplo, a união entre pessoas inférteis também não é casamento. Lamentável.

  2. blablabla to tão carente q entrei aki soh pra desabafar.. nem li bosta nenhuma . esperei o 1 gif carregar, vi e agora to aki pensando nun gatinho branco malhadinho de bunda empinada e carinha linda pra eu comer e beijar muuuuuito nesse feriado. mas jah q nao tem ninguem vo fikar na mão mesmo nessa chuva #foreveralone

  3. Realmente é uma época muito chata de se viver… Nao se pode falar o que pensa… essa era do politicamente correto é um saco.

    O que este senhor escreveu na Veja foi algo lamentável? SIM. Ele é um imbecil? SIM… mas e daí? É a opinião dele! Li, achei absurdo e passei pra outra coisa…

    Perigoso viver num país de hipocrisias e aparencias com todo mundo preocupado em ser politicamente correto… Nao sei se cabe a comparação, se vou fugir muito do assunto, mas vamos analisar alguns casos de outros países:

    Pois bem… nas eleições presidenciais francesas teve candidato que era xenófobo, com posiçoes bem polemicas em relacao a imigrantes e determinadas religioes. Ele teve muitos votos? Nao (ainda bem), mas ele tem o direito de ser imbecil e falar de suas ideias imbecis para os eleitores.

    Nos EUA, apesar da polaridade entre democratas e republicanos, em alguns estados aparecem outros nomes de outros candidatos nas cedulas de votacao… dependendo do estado, tem candidato que é simpatizante da Ku Klux Klan e diz isso abertamente.

    Voltaire uma vez disse: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las”.

    Eu discordo de tudo que está no artigo do sr. Guzzo, mas reafirmo: é apenas a opiniao dele e só lamento por ele pensar assim… Ao invés de levá-lo para fogueira, seria melhor e mais produtivo discutir, debater, sei lá!!!

    Liberdade e democracia não é forçar os outros a pensar da sua maneira… É bem diferente…

    E outra: por que as pessoas sao tao incomodadas com certos posicionamentos da revista Veja? Querem imparcialidade??? Gente, isso NAO existe. A imprensa do mundo é parcial e aqui seria diferente? O canal FOX nos EUA é republicano, o Le Parisien é de direita e o Le Figaro é de esquerda na França (ou ao contrario, nao lembro rs) e todos assumem abertamente isso… Nao entendo porque isso é “crime” no Brasil… Cabe ao telespectador, leitor tirar as proprias conclusoes… Faltar com a verdade o veículo de comunicação nao pode, mas seguir uma linha editorial e se posicionar, não vejo porque não!

    • Discordo. Se um artigo fere a comunidade GLBT, e trata da causa como se fosse ”perda de tempo e imbecilidade”, a comunidade tem o DIREITO, sim, de achar ruim, de processar, e de fazer o que quiser. É um direito garantido à ela de se defender de alguém que está usando de uma revista para a má fé.

      Se conselho é de ”deixar ele para lá”? Porra, o cara está destilando veneno, ódio e ignorância no texto que tem caráter social. Se as pessoas deixarem passar esse Guzzo, outros Guzzos encubados na mídia surgiram, disseminando o ódio contra homossexualidade/bissexualidade.

      Ok, o cara tem a opinião dele, e é um direito dele de se expressar. Ninguém quer censurá-lo, e sim que ele pague pelas asneiras que ele falou. Se ele, editor-chefe de uma grande revista, se propõem à falar de um tema delicado, o mínimo que ele pode fazer é pesquisar à respeito, o que ele não fez – e se fez, agiu de pura má fé mesmo, como tratar homossexuais como doentes e ”rebeldes sem causa”. Para toda ação, há uma consequência, e ele deveria ter pensado melhor nela antes de escrever o que bem entendesse em sua revista meia-boca.

    • o problema é que o que ele fala INFLUENCIA as pessoas. quando um membro do conselho editorial da revista semanal mais vendida do país fala que LGBTs já têm direitos demais, pessoas que têm meios de influenciar NA NOSSA VIDA, como legisladores, empregadores, familiares, podem simplesmente concordar com ele!

      direito de falar a merda que quiser todo mundo tem, mas você quer que não tenha consequências?

      e xeu te dar uma dica: existiam várias comunidades misóginas no orkut, dedicadas a chamar mulheres de vadias e afins. e todo mundo achando que fosse tudo uma linda brincadeira. quer ter preconceito, quer não gostar de mulher, quer ter grupo de ódio, tenha. o que pode acontecer de ruim?
      até que um membro dessas comunidades foi numa escola de ensino fundamental em Realengo e atirou na cabeça de umas 14 meninas. isso te lembra algo?

  4. Melhor é a parte que o autor diz que ”mais de 50.000 homicídios acontecem por ano, e que só 250 são com gays”. Ok, meu filho, no dia que um homem hétero levar lampadada na cara por segurar a mão de uma moça, vc volta à escrever asneiras.;)

    A Veja é tão cagada, que, de um texto que pretende seguir um termo formal e de defensoria civil, ainda utiliza, diversas vezes, o termo ”homossexualismo”. Isso sem contar as dezenas de erros de digitação, não é?

    E o pior de tudo? Ainda tem bee que tá prestigiando essa bosta de revista.

    Ah, Veja, comunidade não é sinônimo de rebanho de clones humanos. Não é pq duas pessoas discordar de X, Y ou Z assuntos, que elas não possam fazer parte de uma mesma comunidade.

  5. Sinceramente? Sou gay e não discordo do que li no texto do Guzzo não. Porém como não quero proporcionar debate nenhum com opiniões alheias alfinetando uma opinião particular minha, não haverá delongas.

  6. Tipo assim, Parabéns por ter um blog q aborda tantas coisas pertinentes como esse… e como fico surpresa de ainda ter pessoas que se posicionam como esse filho da puta em uma revista com tantos editores e jornalistas.

    Agora ser gay e nao se revoltar com isso… realmente vc esta no blog, planeta e ate mesmo corpo errado!!!

  7. Não vi nada de homofóbico no artigo do Guzzo, absolutamente NADA. Só uma analogia provocadora de humor pouco convincente. Mas hoje em dia, com a patrulha do politicamente correto e o berreiro desinformado das redes sociais, toda provocação será castigada com a grita dos “ofendidos”, amadores e profissionais. Por isso o debate e a vida cultural como um todo vão ficando cada vez mais domesticados na mão dos neo-moralistas ditos progressistas – o novo establishment esquerdista que só quer calar o dissenso para promover “o bem”, bem intencionados que são. Como diria o Max: “Tá boa, né?” E lá se vai o dia em que uma esquerdista disse que liberdade é, antes de mais nada, a liberdade de quem discorda de mim. É sintomático, aliás, que as 7 “leituras” todas convirjam para o mesmo ponto de vista; Alberto Dines não teria feito melhor. É de se comemorar então, já que a chamada opinião pública não parece suportar uma ou duas verdades (o tal “movimento” LGBT mente sistematicamente e ser querido não é direito garantido em lei), que não estejam mais entre nós um Paulo Francis ou um Nelson Rodrigues, porque senão as senhoras estariam mortas e sepultadas depois de ler quem realmente sabia pôr o dedo numa ferida e implodir consensos confortáveis.

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