O dia que Max foi à Black House


Voltei!

A prova foi tão longa que eu entrei barbeada e saí assim

E aí? Como foram no Enem? Eu quebrei o caralho todo, segundo os gabaritos divulgados na internet. Mas não é sobre isso que quero falar.

Ontem fui à Black House! Sim, a festinha dominical apelidada de ‘inferninho’ pelas mais fervidas. Confesso que pelas histórias que ouvia tinha um certo receio em aparecer por lá, mas assim que cheguei e vi que havia poucas cadeiras no local, fiquei mais tranquilo.

Saí do satânico Enem por volta das 6 horas, toda descabelada e com os olhos arregalados. Aliás, quase fui atropeladãm na frente da UVV, porque só via pontos pretos, de tanto que marquei gabarito.

Encontrei com Anwar, Edu e uma sapa serráquea na frente do fórum (nada melhor que o prédio da justiça brasileira pra dar uma pinta inconstitucional), e dali partimos pra Black House.

Cheguei lá e senti um medinho devido a quantidade de pessoas… como posso dizer… diferentonas. Mas quem sou eu pra falar de gente diferente, não é mesmo?

Logo percebi que aquilo era besteira minha e, a partir da primeira latinha de cerveja, meu coração amoleceu e eu comecei a AMAR aquela delícia.

Sou obrigado a admitir, apesar de todas as desavenças, o Dj Pedro Pessoti me destruiu com o set dele. Beeshas, acreditam que até Destiny’s Child e música antiga da Whitney Houston ele tocou? PENSE no prazer que eu, uma velha no corpo de jovem, estava sentindo ao ouvir aquele remake da minha adolescência?

Bebi, bebi, bebi e incorporei a minha habitual pomba gira sapatão. Pra quê? Quando vi já estava na porta do banheiro dando em cima das rachas, aliás, duas delas quase tomei coragem e peguei!

Só não fiz isso porque tinham muitas bee’s que me conheciam, e se eu beijasse alguém ali no outro dia elas viriam aqui comentar que “Max traiu o movimento”, “que Max paga de vinhádo, mas lambe lasca”.

Eu, na porta do banheiro feminino

No mais, o rock não é nada daquilo que me falavam as preconceituosas. Não vi briga, não vi beesha fazendo carão e muito menos me senti deslocado. Aliás, foi a galera mais simpática que já vi num evento! Todas muito deliciosas vindo falar comigo e elogiando o trabalho do site. ❤

Teve um show com o Khyron, que eu mal consegui ver porque todo mundo ficou na minha frente. E depois começou o funk-neurótico-ponto-net. Aí os vinhádos se ACABARAM.

Quando começou MC Beyoncé:

Tinha uma bee lá que mexia a bunda de tal maneira que eu fico pensando no perigo que é colocar o pinto dentro dela.

Juro pra vocês, ela rebolava tão diabolicamente que se um pau entrasse prego ele saía parafuso, de tanto que ela girava o edi. Invejei, muito, achava que eu sabia fazer alguma coisa com meu koo de pombo, ledo engano, perto dela sou um bloco de granito.

Fui embora e parti pra um barzinho, bebi mais com as gays e terminei a noite às 4 da manhã no 20 Cantar. Vocês se lembram do bafo sobre eles serem homofóbicos? Pois então, tudo mentchyra!

Fáááárias gays, sapas, héteros, todos misturados e exercendo sua sexualidade plenamente. Esses dias mesmo fui lá e uma trava cantou “A Mulher em Mim“, da Roberta Miranda. Caricatíssima, eu sei, mas ninguém fez chacota com ela, todo mundo bateu palma e ainda cantou junto!

Então, minha nota para a Black House é 9,8.

“Ah, Max, por que não dez?”

Porque o latão acabou no finalzinho do evento, fiquei chateadíssima tendo que beber latinha. Gosto de fartura, mas fora isso, aconselho todas vocês a visitarem o local.

Já virou meu programinha de domingo à noite 🙂

48 comentários sobre “O dia que Max foi à Black House

  1. Olha, vou fazer a do contra.
    Nas duas vezes que fui, achei caído.
    As bee’s dançavam pra caralho, tenho que adimitir, mas o povo não era do mais animado ou simpático.
    A dose de Big Apple que eu bebi foi gigantesca, isso me emocionou muito rsrs
    Mas a música estava péssima, o som deu problema até numa hora.
    Ou eu dei azar nas duas vezes, ou a coisa melhorou muito lá.
    (nas duas vezes que fui era na Prainha, mas me disseram que mudou né? É onde agora?)

    • Não é mais na Prainha, o babado é totalmente diferente agora. É em Itapoã, só seguir reto naquela rua da UVV e virar a direita na rotatória.

  2. Ta bom a max não comenta, maís eu falo…
    a black não é tudo isso, o lugar é muito quente, o publico quase todos eres d curva da jurema.
    Para mim faz justo ao nome black e na lembra um falecido quiosque, só que fechado. 🙂

    • Não achei quente não, achei bem fresquinho, até porque o lugar é aberto.

      Quanto ao povo, eu nem preciso comentar, né? Isso é apenas puro preconceito de sua parte.

      A diversidade é enorme e representa o que é o universo GLS de verdade, não aquele monte de clone de gola V que a gente encontra nos outros rocks.

      • Max , o que a senhora tem contra gola V???? Estava em Milão (sim, sou ryca) e lá um monte de boy magia tava usando, inclusive umas cujos decotem íam até o umbigo (corágy), mas, pra quem é magro e tem ocorpo definido uma gola V babadeira fica ótemo.

        • Honey, não tenho nada contra A gola em V, tenho contra a uniformização da vestimenta em detrimento da personalidade. Aliás, não tenho nem contra isso (quem quiser ser clone tem todo o direito de sê-lo), tenho contra quem faz parte do grupo padrão e, como o rapaz acima, se considera superior a quem não se enquadra nele.

  3. vc mencionou parte apenas uma vez.
    Aquilo é parte da diversidade gls, pq grande parte gosta mesmo dos clones de gola V.

    prenconceito? é, tenho mesmo kkkkkkkk.

    • É um direito seu, mas não venha usar isso como argumento para desmerecer o público que não se enquadra no seu padrão. 🙂

  4. sim, da mesma forma que ovc desmerceu os gola V?
    Direito meu usar como argumento.
    O lugar nao me agradou.
    por isso nao volto.

    • Não desmereci a gola em V, leia de novo o que eu escrevi, eu usei a gola em V como referencial para criticar a uniformidade dos gays.

  5. vc tem que decidir se tem ou nao algo contra as coisas.

    Assumir ter preconceito é auto conhecimento para mudanças.
    entao decida, se tem ou nao.
    ao invés de sempre ocultar com “ALIAS” .

    • Não, querido, você não tá entendendo. O meu problema não é COM a gola em V, mas com a uniformização dos gays representada pela padronização da vestimenta (a gola em V foi só um exemplo diante dos inúmeros pequenos comportamentos de padronização), e isso não é preconceito, é um conceito, basta observar a noite da Move e a noite da Black House que você constata os fatos 🙂

        • Fica no Cerimonial Casual, é super fácil de chegar lá, só seguir a rua da UVV em direção a Itapoã e virar a direita naquele sinal no qual a rua vai pro Terminal de VV.

  6. que lindo.Kkkkkkkk
    GOsto dos seus pontos de vista.
    POR ISSO DIGO, O BBC TERIA MORRIDO SE VC NAO APARECESSE.

    #vc é o motivo de eu ler todo dia esse blog.

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