Ah, o amor de banheirão!


Do jornal A Gazeta de ontem:

Um vigilante patrimonial do Terminal de Campo Grande, Cariacica, flagrou dois homens – de 20 e 33 anos – trocando carícias dentro do banheiro do terminal rodoviário. O ato foi descoberto, na manhã desta sxeta-feira (07), por volta das 8 horas. Os envolvidos foram parar na delegacia.

O vigilante contou, em depoimento para a polícia, que descobriu os dois por meio do sistema de videomonitoramento do terminal. Eles estavam dentro de um dos boxes privativos.

Policiais Militares foram chamados e encaminharam os envolvidos no crime para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Cariacica, onde prestaram depoimento e foram liberados após assinarem um Termo Circunstanciado (TC).

Segundo a delegada Tânia Zanolli, plantonista no DPJ durante a sexta-feira, os suspeitos vão responder na Justiça pelo crime de prática de ato obsceno em local público. Ainda de acordo com a delegada, caso condenados, os dois – que não têm passagem pela polícia –  poderão pegar de três meses a um ano de tenção.

Carícias

Para a polícia, os envolvidos no fato garantiram que não chegaram a ter relações sexuais e ficaram, apenas, nas carícias. “Casos como esse não podem ser encarados como uma comédia. Isso é errado. As pessoas estão perdendo os limites”, ressaltou a delegada.

Longe de nós fazer comédia com isso, rs. Mas vamos combinar, gente! Eles estavam só nas “carícias”! Olha que coisa fofa, que coisa lúdica. O romance está no ar. Vou até botar uma musiquinha para dar um clima:

Não sei se tem advogados ou estudantes de direito nos lendo, mas sempre tive uma dúvida jooreedjeeca. Prática de ato obsceno em local público pode ser configurado mesmo se as bee estiverem escondidinhas lá dentro do reservado? Porque, né, lá não é bem público, é meio privada, ops, privado, né? Tem que ver isso aí, gente?! Pede pros alibãs soltarem as beesha, deixa elas serem felizes, poxa. Quem nunca teve um amor de banheirão, não é mesmo?

14 comentários sobre “Ah, o amor de banheirão!

  1. Max, respondendo sua pergunta, filmar dentro da área de um banheiro já constitui uma ilegalidade que macula a prova produzia, logo, se a materialidade do delito é um vídeo será anulado, fica ai cargo da prova testemunhal, o vigilante não é funcionário público, ligo não possui fé pública para atestar nada, por fim vai ser necessário uma investigação para apurar os fatos e um delegado não se prestaria a esse papelão.

    De toda forma o crime praticado é um crime contra a moral pública, logo, deve haver a denúncia de um terceiro, neste caso diverso do coator, o vigilante.

    Em resumo, se absolvidos pelas nulidades prováveis nesse caso, cabe ainda a retratação pública sem prejuízo de indenização aos acusados.

    Obs: Estou tecendo apenas comentários técnicos quanto a questão, sem discussões sobre o mérito dos fatos.

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