Igreja e Movimento Gay de Maringá cogitam criação de Pastoral da Diversidade


Um cartaz de divulgação da Parada Gay de Maringá provocou a revolta na Igreja Católica por estampar a foto da Basílica Nossa Senhora da Glória refletindo a explosão de um facho de luz com as cores do arco-íris. A Igreja solicitou a retirada do cartaz das redes sociais e de sites que defendem a causa gay.

O arcebispo dom Anuar Battisti chegou a declarar que a catedral não é apenas um símbolo de Maringá, mas também da fé da maioria dos moradores da cidade. “Respeitamos a diversidade, mesmo às vezes não concordando com o modelo de comportamento”, afirma o religioso.

Levantamentos feitos pelo movimento gay de Maringá registram 38 agressões contra LGBTs nos últimos 12 meses, sendo duas delas assassinatos de travestis.

Entretanto, toda essa história teve um final feliz. Durante a reunião  ocorrida na manhã de terça-feira (17) ambas partes cogitaram a criação da Pastoral da Diversidade pela igreja paranaense.

“Dom Anuar nos disse que a preocupação maior deve ser contra a violência e não contra o movimento. Ele ficou comovido e nos deu um indicativo para a criação da Pastoral da Diversidade em Maringá”, afirmou Modesto.

Caso a pastoral seja criada, será a primeira iniciativa oficial da igreja para trabalhar diretamente no combate a homofobia. “Para as pessoas que entenderam o cartaz como provocação, eu peço desculpas sinceras. O objetivo maior era criar um diálogo sobre o assunto.

O arcebispo se declarou aberto à discussão e dispostos a falar sobre os problemas enfrentados pela comunidade gay na região. A parada gay de Maringá está agendada para o dia 20 de Maio.

Essa é a postura que se espera da igreja diante do assunto, abertura para discussão e não apenas negação sem conhecimento prévio sobre o assunto. Que mal tem em sentar em conversar?

Morre lentamente quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.

(Pablo Neruda)

Fonte¹

Fonte²

22 comentários sobre “Igreja e Movimento Gay de Maringá cogitam criação de Pastoral da Diversidade

  1. Muito legal a iniciativa. Cada um se ‘consola’ aonde quer. Dizer que homossexualidade é incompatível com a religião (o cristianismo em especial), é bobeira. Se for uma igreja inclusiva e que abomine qualquer tipo de preconceito… por que não?

  2. Admitir que Levíticos é mentira, ninguém quer. Mas encher a igreja de viado pra ganhar mais dinheiro é ótimo, afinal, sendo pink ou não, money é money, néam?

  3. Nossa conquista bacana… Ja estava achando FODÀSTICO o cartaz…depois lendo sobre a história, putz, seja por grana ou não, primeira vez q vejo uma organização católica tomar essa postura…to me arrependendo de não ter aceitado a transferência pra Maringay ( não queria porq la faz 50º C no verão e até -4ºC no inverno)^^

  4. Tenho 42 anos, sou gay, advogado e moro em Londres. Nunca sofri nenhum tipo de discriminação em virtude de minha orientação sexual. E como gay penso que tenho alguma autoridade nesse assunto.
    Primeiramente – e já contrariando a turba – gostaria de expressar minha sincera simpatia pelo Sr. Bolsonaro, que no fundo deve ser uma pessoa de uma doçura ímpar, apesar de suas manifestações “grosseiras e/ou politicamente incorretas”. Vou direto ao assunto.
    Nunca tive problemas em ser homossexual porque sou uma pessoa normal, como qualquer heterossexual. Esse negócio de viver a vida expressando diuturnamente sua sexualidade é uma doença. A sexualidade é algo que se encontra na esfera da intimidade e não diz respeito a ninguém.
    Não tenho trejeitos e não aprecio quem os tem. Para mim, qualquer tipo de extremo é patológico. Minha vida é dedicada e focada em outras coisas. Outros, como doentes que são, vivem a vida focados na sexualidade. O machão grosseiro e mulherengo ou a bicha louca demonstram bem estes extremos. Qualquer tipo de pervertido ou depravado (como a Preta Gil), o pedófilo, etc, estão neste barco.
    Nunca fui numa parada gay e jamais irei, pois para mim aquilo é um circo de horrores, uma apologia à bizarrice e à cocaína – sejam francos e falem a verdade! Hoje aplaudimos o bizarro e a perversão doentia e ainda levamos nossos filhos pra assistir. Se a parada gay realmente fosse um ato político, relembrando sua real importância histórica, muita bem caberia no carnaval – abrindo o desfile das escolas de samba. Muito mais apropriado.
    Está rolando sim, um movimento das bichas enlouquecidas, no sentido de transformar o mundo num grande puteiro hospício gay. Eu tenho um sobrinho de 11 anos e nunca senti a necessidade de explicar para ele que o “titio é gay” – isto é uma palhaçada. As crianças devem ser educadas no sentido de respeitar o próximo e ponto. Isto engloba tudo.
    Se pararmos para olhar como o mundo se encontra, temos que reconhecer que o modelo de educação que se desenvolve há décadas foi criado no sentido de deseducar e desestruturar cultural e intelectualmente as massas. Universidades por todo mundo vomitam milhões de pseudos-intelectuais todos os anos, mas tudo piora a cada dia e caminhamos a passos largos para o buraco. Todos os governos do mundo conspiram contra seus próprios cidadãos e se transformaram em grandes máfias, junto com os Bancos e as Corporações estão levando tudo, inclusive (e principalmente) nossa própria humanidade. A corrupção se alastra pelo globo e nunca vimos tantas guerras e descrições que vão desde o aspecto moral, até o material – a destruição de nosso próprio planeta.
    A coisa está tão feia, mas tão feia, que somente uma intervenção “divina” é capaz de frear nossos insanos governantes e a turba alucinada. Vejam a quantidade de manifestações de OVNIS pelo mundo. O “disclosure” é iminente. 2012, como símbolo de transformação está aí e a peneira vai passar.
    Não crucifiquemos o pobre do Bolsonaro. Tenhamos o entendimento de que seu comportamento é um grito de agonia de alguém que está lá para fazer o seu papel, pois se ninguém disser um chega BEM ALTO a coisa sairá dos limites – como já está saindo. Ele é sim a expressão de milhares e milhares de pessoas, para não dizer milhões. Ele pode ser meio atrapalhado, mas não está errado não. E tenho certeza que esse blá-blá-blá de dar porrada no filho se for “viado” é só da boca pra fora. Ele é uma pessoa boníssima. Eu tenho certeza disso.
    O mundo precisa de amor e filosofia, não de mais ódio e fanatismo.

      • “Não tenho trejeitos”, tudo bem. Agora… “não aprecio quem os tem” é ignorância, discurso machista. Quem tem trejeitos, os tem porque tem. Simples. Ser masculino não representa vantagem sobe quem é feminino. Feminino não é desvantagem.
        PQP! Se é difícil arrancar o machismo da cabeça de gays, imagine dos héteros!

        Oremos…

        • O discurso dele foi extremo,mas quanto a essa questão de trejeitos eu tenho minhas dúvidas se seria genético mesmo.conheço vários gays que apelam demais,que forçam uma feminidade exagerada,chega a ser patético.isso costuma a ser mais comum em jovens,pois conheço uns,que depois que casam,ou chegam a uma idade mais madura perdem esses trejeitos,e se comportam dentro da norma social,ou seja,como bofinhos e homenzinhos.nao estou de forma alguma condenando a pintosa,cada um se comporta como bem entender,desde que não prejudique terceiros,dei um entendimento pessoal,até pq não tenho amigos gays,então pouco entendo da categoria,kkkkkk

          • Então, amiga. Existem sim as “bichas afetadas” que exageram na feminilidade para serem mais aceitas (sim! Por incrível que pareça, as pessoas aceitam e gostam da bicha cômica da novela, mas só isso. “Bicha engraçada é legal mas gays que se amam e formam família é indecência”). Outras exageram nos trejeitos para fazer com que outros a sua volta sintam desconforto. Dessa maneira, a bicha se sente mais opressora do que oprimida.
            Mas o que o advogado anônimo de Londres disse é “trejeito”. Quando você incentiva outras pessoas a pensarem que ter trejeito é fake e desnecessário, está fazendo a mesma coisa do hétero que acha que ser gay não é natural mas sim um comportamento adquirido. Trejeitos existem em várias escalas. Uns com muito e outros com pouco. Mas os trejeitos pertencem sim naturalmente aos seus donos. Mas… cá pra nós… Ser feminino não é algo desonroso é? Não acho que a mulher seja algo tão ruim assim para que se rejeite o feminino. Se uma mulher faz coisas de homem e tem trejeitos masculinos, a sociedade machista não condena (tanto). Mas o buraco é bem mais embaixo quando se fala de menino delicadinho e efeminado. Acho que as mulheres em geral deveriam ser aliadas ferrenhas na luta contra homofobia e também contra a “feminofobia” kk.

  5. A mesma Igreja que na Idade Média escondia a Bíblia do povo e pregava o Catecismo e a idolatria dá mais um golpe na Doutrina Cristã. Continua com a idolatria. Levando o povo a desviar dos Dez Mandamantos de Deus e impondo seus Cinco Mandamantos.

Comenta, beesha!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s