Congresso tem agora frente parlamentar LGBT


Frente Parlamentar Mista em um minuto de silêncio pelo falecimento do ex- vice presidente José de Alencar

Foi instalada nesta terça-feira, no Congresso Nacional, a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (LGBT) que tem como objetivo reunir todos os parlamentares comprometidos com os direitos humanos, com o combate à discriminação por Orientação Sexual e Identidade de Gênero. E que, independente de suas crenças religiosas, reafirmam o caráter laico e republicano do Estado brasileiro.

O ponto é que depois disso, a Frente Evangélica surtou…

O secretário-executivo da Frente Evangélica, o pastor Elias Castilho, afirma que será o primeiro a ser preso caso o texto seja aprovado: “Se estou em um shopping e um casal gay está se beijando, e eu retiro minha filha para que não veja aquilo, levo três anos de prisão”, reagiu o pastor Elias. Já o coordenador da Frente LGBT , Jean Wyllys (PSOL-RJ), afirma que os evangélicos estão acostumados a “rasgar a Constituição”: “Fazem isso não só ao tentar impedir a união de casais do mesmo sexo, já que isso está previsto na legislação, como ao ir contra o abatimento de despesas de parceiros no Imposto de Renda”, argumenta.

A legalização da união civil entre lgbt’s e a criminalização da homofobia, esta última em tramitação no Congresso, são defendidas pelo grupo: “A frente tem de cara o objetivo de tocar esse projeto (de criminalização da homofobia) no Senado e tocar na Câmara a PEC do casamento civil entre homossexuais”, disse Wyllys, que em seu primeiro discurso na Casa já havia defendido o direito à união civil entre pessoas do mesmo sexo. O pastor Elias reagiu: “Ninguém vai me obrigar a casar pessoas do mesmo sexo”, diz, afirmando que, na Bíblia, está claro que o casamento deve ser realizado entre homens e mulheres.

Conforme Jean Wyllys, a luta pelos direitos homossexuais será pesada. “É quase David e Golias. Eu sou o único deputado gay assumido neste Congresso Nacional”, declarou o parlamentar, depois de afirmar que vem sofrendo ameaças pela internet. Ao menos em números, entretanto, a frente gay tem mais peso que a evangélica: são 171 integrantes, contra os 72 integrantes do grupo dos religiosos. A frente terá reuniões quinzenais no gabinete da Vice-Presidência do Senado para definir pautas e a demanda do movimento LGBT.

Integrantes das frentes parlamentares Evangélica e LGBT já se estranharam por diversas vezes, ao debaterem questões relativas ao direito dos homossexuais. Uma das polêmicas diz respeito à distribuição pelo Ministério da Educação de kits que serão entregues a 6 mil escolas públicas de ensino médico com o objetivo de combater o preconceito contra homossexuais.

9 comentários sobre “Congresso tem agora frente parlamentar LGBT

  1. Espero que tenham fôlego para enfrentar essas pessoas que simplesmente não conseguem separar Estado e Igreja. Fico irado quando aparece um pastor e fala: “não serei obrigado a casar dois homens”. Não será mesmo! Estamos falando do aspecto civil. Se o casal quiser o aval de Deus, que busque uma igreja que o faça, pois a própria Bíblia, numa visão teológica mais progressista, não condena a homossexualidade. Mas essa é uma discussão no seio das igrejas: estamos discutindo direitos civis.

    • Esse é o problema de paises com colonização hispanica.
      A classe politica se eskece ke somos um estado laico, e ke religião é uma escolha pessoal, por isso vivem misturando uma coisa com a outra.
      Se eskecem ke a conkista dos direitos civis se sobrepõe a kualker designação religiosa.
      Mal sabem distinguir um do outro e usam esse recurso apelativo na hora de pedir votos para uma parte ignorante da população.

        • Só achei isso, Márcio: Para que seja registrada formalmente, a Frente Parlamentar Mista pela Reforma Política com Participação Popular precisa da adesão de pelo menos um terço do total de senadores (27) e de pelo menos um terço do total de deputados federais (171). A Frente, coordenada provisoriamente pelo senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e pela deputada Luiza Erundina (PSB-SP), já conta com um número de adesões maior do que o necessário, de parlamentares de vários partidos políticos.

  2. Estou aqui torcendo para que esses parlamentares continuem nesta luta. Principalmente no diz respeito a aprovação da lei que criminaliza a homofobia.

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