O que tem a ver?


Entro no Mix Brasil nessa manhã e dou de cara com isso:

Segue a matéria:

Você é gay, adora tecnologia, RPG, ficção científica e já cansou de ser chamado de “nerd”? A JUNIOR te procura. A revista está produzindo uma reportagem sobre jovens geeks, aqueles que, por exemplo, não pensam duas vezes antes de trocar uma balada com os amigos para ficar em casa diante do computador. […]

E eu digo: FIQUEI POOTA!

Quem conhece a Revista Júnior sabe que a principal crítica que eles recebem é por disseminar um estereótipo de homem gay resumido na construção de um corpo malhado, colocando o cérebro em segundo plano. 100% das fotos seguem esse padrão e se você não se encaixa naquilo, está fora do circuito. É tão cruel quanto a Capricho com a anorexia.

Agora, fala pra mim: Qual nerd que se preze lê a Revista Júnior? E quantos nerds no país estão dentro desses padrões estéticos dispersados por essa manufatora de distúrbios alimentares?

Achei a matéria lunática, e eu nem estou falando dessa foto nonsense que ilustra a notícia – acham que é só colocar óculos fundo-de-garrafa num homem bombado que automaticamente ele pode representar um nerd. Inclusive, não duvido nada que como “nerds” apareçam bills marombeiras que jogam Super Mario World e Age of Empires e se consideram as vicidadchênhas no mundo dos games.

Me schupa e mostra seu Paladino level 85 no World of Warcraft antes de falar de RPG comeego, garáleoam!

16 comentários sobre “O que tem a ver?

  1. Não concordo muito com o seu ponto de vista Max, então chego num ponto consensual de que que a revista tem foco forte na estética, moda e comportamento e cultura que não condiz com a da realidade de muitos gays, mas julgar que não existem gays que se enquadram neste perfil é negligenciar um público diverso; tanto existem que a revista ainda está pelas bancas e há quem compre. Como eu também não acho a Revista das melhores, então cada um que faça a sua seletividade e leia o que achar mais agradável.

    O tema em questão tem padrões que variam de estado pra estado e aqui no Rio a maioria dos gays são marombados e muitos dos que conheço, além da boa cultura e também tem muita afinidade com o universo info (nerd) e trocam a balada por uma conversa sobre o tema.
    Noto que em São Paulo o espaço info é o forte deles… Paulista adora balada, mas ama mais ainda fazer a pegarina na net e afins, passa mais tempo online que na vida em cores.

    Enfim, pessoas são tão complexas… kkk

  2. hahahahahaha

    nossa…vc falando de bombado me fez lembrar a minha mãe!

    ela tava vendo televisão com meu pai e na tv estavam falando sobre homossexualidade, olha a pérola que ela soltou ontem: -” Você viu que o Ricky Martin falou que era gay?…e ele é forte néh!”… hahahahaha

    Quédize, gays são todos magrelos anoréxicos (então táh néh!) hahahahaha
    fiz a linha Kátia, me segurei pra não rir!

    bjs *_*

  3. Verdade Max….

    Põem umn óculos num cara que passa, no mínimo, 3 horas na academia por dia e vem falar que é nerd..

    é mole???

  4. que coisa heim isso ta me xerando a puro marketim de bosta,revistas d jogos são d jogos e revistas como estas deviam deixar os geeks como eu d lado… A tempo p tudo mas, pk isso po q injuria eu n sou chamada d nerd por gostar de jogos eletronicos, na vdd isso é quase + comum q ser gay. E mesmo assim existe mais preconseito contra gays do q contra nerds/geeks. Mas sem duvida uma coisa n tem aver com a outra a não ser q vc seja o extremo,oq pra tbm pode ser consicerado viadise. Deixar os amigos d lado é problema mental,posso até pirar muito em tech,+tudo tem limite…

  5. Eu fui um dos entrevistados dessa matéria, e posso garantir que todos ali eram BEEM nerds 😉 Lembrando que existem varios estereotipos de nerds e a matria mostra bem isso :]

    • Os entrevistados poderiam ser nerds, mas a ilustração da matéria e o estilo da revista com certeza não tem NADA a ver com nerds

    • Ler que é bom, nada, né? Leu só o primeiro parágrafo e foi dar opinião.

      Além do mais, eu nem falo de mim no texto, critico a impossibilidade de existir um verdadeiro nerd que tenha o corpo que eles usaram pra ilustrar a matéria… mas nem adianta explicar, tentar colocar na cabeça de quem não sabe ler que existe diferença entre criticar o argumento e criticar o argumentador, é dar murro em ponta de faca.

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