Entre o velho rico triste e o jovem mendigo alegre


Andando pela orla de Itaparica conversando com um amigo falávamos sobre a questão homossexual e a relação com a estabilidade/ instabilidade financeira. Ele me dizia da crise que passava uma bee amiga dele, que é mais velha, e que reclamava como os amigos dela, que são héteros e tem família, conquistaram muitas posses como casa e carro e ela não tinha “nada”. É claro que para ter tudo isso o amigo da bee deve ter poupado e para tanto se privado de uma série de coisas como saídas aos finais de semana, viagens, roupas e etc. Entretanto, gastar todas as suas economias de forma hedônica não é, ao meu ver, uma regra entre os gays, já que muitos também são extremamente perfeccionista e econômicos, é quase aquela coisa dos ‘8 ou 80’.

Vivemos entre duas filosofias – que seriam mais máximas, aliás – que nos regem no que tangem a questão financeira: ou “a vida é uma só, só se é jovem uma vez” ou “não se é jovem para sempre“, sendo que a primeira prega justamente o hedonismo e gastar ao máximo pois não faria sentido juntar dinheiro para a velhice quando em tese não seria mais necessário ter dinheiro pois a pouco a se aproveitar, e esta que prega justamente o oposto a necesssidade de guardar dinheiro para adquirir bens e ter uma vida mais tranquila. Enfim, a velha metáfoga da cigarra e da formiga, néam?

Eu mesmo por mais que queira poupar sofro sempre com isso, porque no fim do mês estou sempre pobríssimo. Eu meio que gostaria de ter a segunda filosofia, mas acabo mesmo é vivendo a primeira.

E vocês, como lidam com esta questão?

24 comentários sobre “Entre o velho rico triste e o jovem mendigo alegre

  1. penso assim, dinheiro nao é problema é a solução!!!!! mas sou descontrolado mesmo .. vivo no especial …. a minha unica responsabilidade é faculdade e a minha casa .. de resto meu bem sento pau .. pq dim dim foi feito pra gastar e eu trabalho muito pra obte-lo .. entao have fun !!!!!

  2. Agora falando sério eu penso no dinheiro como investimento em prioridades da vida de cada um ..neste fds estava conversando exatamente isso com minha irma .. em q prioridade na vida dela são viagens para o exterior … pramim será um apt no final da faculdade .. entao cada um trate o seu dinheiro como bem entender … os gays tem chances d obter uma vida financeira muito mais estavel q os heteros pelo menos é assim ate nao constituirem familia .. ou nao ..

  3. Por enquanto eu gasto tudo que tenho huauhauhau!

    Mas tenho uma meta guardar bem meu dinheiro, e já que não vou gastar com casamento e filhos por enquanto quero fazer minha vida logo!

  4. O seguinte É!

    Falar é fácil mas é só as coleague chamar prum fervo, ou aquele bophe que a senhora tanto quer fisgar sugerir um cinema ou barzinho que a gnt cede, FATO!

    Acho essa fase inconsequente importante pra amadurecer e descobrir o que é mais importante pra cada um, bem como acho necessária uma dose de responsabilidade.

    O segredo é não estacionar e esperar cair do céu um bophe rico ou bilhete premiado.
    Correr atraz do prejuizo é fundamental.
    Como bom capricórniano que sou sei esperar.

    Ótimo post Dé
    Beijos!

  5. Adorei o post.

    Todos os comentários acima foram bacanas. Entretanto, eu notei a ausência sobre um ponto da história da bee mais velha. Não ficou muito claro, mas ela aponta que os héteros tem família. Não vou falar da segunda família, pois isso é um bônus paras as “gueis” (Já pensou se tivéssemos que gastar o nosso dinheirinho com escola particular e perua?). Eu vou falar da primeira família. Não falta história de gay que é enxotado de casa na adolescência e anos depois joga na cara dos seus progenitores toda a sua AVAREZA. Entretanto, isso não é regra. A primeira família é muito importante para construirmos uma base (terminar os estudos, arranjar um bom emprego, etc…). Os gays que são prematuramente ceifados de sua família têm uma probabilidade muita alta de não conseguir uma estabilidade financeira. O primeiro aluguel de um imóvel não é planejado (como é comum entre os héteros).

    O aluguel forçado é, infelizmente, o primeiro passo para uma vida financeira desajustada. Portanto, eu acredito que a queixa da bee extrapola a metáfora citada pelo Dé.

  6. Ser guei é mto caro! #fato

    Mesmo assim eu acredito que haja um desequilibrio mto grande por boa parte de nós, gays. Afinal, estudamos mais e ganhamos mais [?] que os HT’s da mesma idade.

    É mto cinema, Move, baladeenhas, cerveja, vodka, montação…

  7. Ser gay não é caro…..

    Gastos das gays de classe-média: Baladas, Viagens, Roupas, Bebidas, Cosméticos, Academia e Saúde, Transporte, etc.

    Gastos dos héteros de classe-média: Escola Particular/Faculdade, Lazer com a Família, Embelezamento da Perua (se a Esposa for fútil e não trabalhar, o que está se tornando cada vez mais raro), Viagens, Brinquedos e Presentes, Saúde, Transporte, Viagens, etc.

    Se botarmos na ponta do lápis os gastos são até menores…..

  8. hã. ja pensei e discuti esse assunto inúmeras vezes, sou o do primeiro pensamento tambem, ja cansei de ver amigos, muitas vezes da mesma idade, mais “responsáveis”, que estão com grana, carro, casa etc;;; eu eu………. na night, boites, carão e tal, mas concerteza queria ser mais cabeça, mas não consiiiiiiiiiiigo.
    aff, nem sei o que pensar!!

    • Meu sonho é ter uma casinha pequena só minha….

      carro eu dispenso, muita encheção de saco.

      e um pouco de grana pra me sustentar e viver bem…

      mas tb não faço questão de muito. Tb não quero pensar só em trabalho…quero curtir tb.

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