Lesbofobia no jornal


Do jornal A Gazeta, coluna Victor Hugo, da jornalista Lúcia Garcia, de ontem (06/05):

coluna-vitor-hugo

Fiquei indignada e sem dúvida é um caso de preconceito aos homossexuais. Primeiro, porque põe o carinho homoafetivo como algo extranormal digno de ser noticiado e expõe o choque que um beijo lésbico causa aos alunos dentro de uma universidade federal (bee-zaar-ro!). Segundo, pelo enfoque dado na matéria. Por ser um texto de colunismo social que permite uma opinião a jornalista se absteve e deu grande espaço aos comentários homofóbicos das pessoas que surpreendentemente se chocam com essa cena tão típica da Ufes.  Lúcia, querideenha perdeu a chance de fazer um trabalho de cidadania, uma ação política e pedagógica em prol de uma causa social tão importante. Será por isso que você trabalha na coluna Victor Hugo?! Se alguém quiser mandar um e-mail indignado para ela, o endereço e o telefone são lgarcia@redegazeta. com.br/3321-8480.

22 comentários sobre “Lesbofobia no jornal

  1. Quando terminei de ler o texto, achei quer você fosse elogiar a colunista, que tratou de forma inteligente e sobre as entrelinhas o quão absurdo esse caso é.

    Até no título “(e que cena…)”, a forma dela contar(“…fizeram o tempo parar…O motivo? Um beijo na boca”).

    Sem contar o final, que ela expõe uma opinião contraditória de uma pessoa com uma cabeça correta, que faz uma comparação DIGNA: como os estudantes podem ficar chocado com um beijo, e quando veem pessoas passando fome em nossas ruas não?

    A última frase, dita pela aluna, resume de forma inteligente o que a colunista quis passar, e é uma pena você não entender isso, e ainda pedir pras bees enviarem emails pra coitada…

    GENTE, ANTES DE ACABAR COM A MOÇA IGUAL O DÉ FEZ, VAMOS LER E INTERPRETAR O TEXTO!! ESTÁ TUDO NAS ENTRELINHAS!!

    E dé, leia o texto de novo, com essa nova visão. E por favor, edite esse post.

  2. QUE FURO DE!

    ISSO EH UMA COLUNA, NAO UMA NOTICIA JORNALISTICA.

    A GRANDE diferenca eh relata os fatos, enquanto a outra tende a ser critica e pode usar diversos artificios como A IRONIA.

    a jornalista usando mil hiperboles na primeira parte, completamente debochada, falando q as pessoas estavam “aterrorizadas”, que uns estavam “chocados”, sendo completamente ironica, para logo em seguina, na segunda parte, mandar o chute no saco que todos esperavam…

    o que ela quis dizer?

    O QUAO IDIOTAS SAO ESSES ADOLESCENTES PRECONCEITUOSOS?

    e sendo sincero, amiga, vc precisa de umas aulas de portugues! se vc nao conseguiu entender isso, serio…

    isso que da raiva, algumas bichas sempre se colocam na pior posicao, sempre se fazem de vitima, mesmo aonde nao tem…

    uma pena…. pena maior ainda das bees que vao apedrejar a coitada, que simplesmente AHASOU com a coluna!!!

  3. gente, sério, o texto foi total preconceituoso sim. por váááários motivos, que o dé cita mto bem.
    1º: não é uma cena nada anormal no campus da ufes – dar à ela esse sentido de extraordinariedade é no minimo falso. como se beijar alguém do mesmo sexo fosse motivo de gdes fuzuês.
    2º: ela obviamente, como jornalista antiética q é, usa as fala dos outros para justificar sua própria visão dos fatos – e o aterrorizada e o chocado certamente não foram hiperboles irônicas, e definitivamente não serão absorvidas dessa forma pelo gde público que consome o jornal (q, apesar de não serem exatamente politizados, fazem interpretação de texto mto melhor que certos comentadores).
    3º – o pedacinho final é só uma forma de aliviar o teor da coluna, produzir esse mesmo efeito que causou aqui; nesse morde e assopra parecer liberal e tals, sendo que o preconceito já está óbvio, cristalino, desde e principalmente no título – esse sim bem irônico, mas não da maneira que gostaríamos.

  4. Gente, pelo amor do meu edi….

    Leem o texto… Só isso… não há ironias!

    Parem de se fazer de vitimas em tudo que acontece no mundo. Procurem interpretar o que se vê, mas infelizmente, quando não se vê nada e quer falar alguma coisa, dizem bobeiras.

    Adoro o blog, mas pelo amor, avaliem o que vão postar.

    Quando colocam uma reportagem desta (que o intuito e ajudar as pessoas a conviver com as diferenças) e as loucas com problemas interiores interpretam erroneamente, tais acabam atrabalhando as possibilidades do convivio em sociedade (heteros e Homos).

    Deixe a reportagem, mas revise seu post. ahh leia um pouco mais, como sugestão as colunas do Victor Hugo.

    Bye

  5. Engraçado…

    As beeshas ficam querendo lutar por seus direitos e tal, ae qd uma colunista resolve colocar o tema em questão vem o Dé diz que ela tá errada “porque põe o carinho homoafetivo como algo extranormal digno de ser noticiado”??

    Claro que tem que ser noticiado!

    Pras pessoas verem que isso acontece e deve ser tratado como uma coisa normal pelas pessoas!

    Ao invés de ligar criticando a colunista vou mandar um email elogiando! Ela deu um tapa de luvas nesses estudantezinhos ridículos que ainda tratam um beijo gay dessa maneira.

    Adorei a matéria e não concordo que tenha sido preconceituosa. Foi irônica e inteligente!

    Se retrate já viu Dé!

  6. gente, se essa notícia estivesse na parte “NOTÍCIAS” e não na coluna “VICTOR HUGO” eu até entenderia a indignação hauhuahuah

    imagino como deve ser esse beto, pra falar que nossa interpretação está errada huauahuha

    nem perco tempo discutindo, só rio!!

  7. Sempre beijei meu namorado na UFES e nunk sofri preconceito algum afinal lá e o lugar ond há menor taxa de preconceito do estado,entãoa respeitoda notícia usou de muito sarcasmo, aposto q o editor e GAY, afinal quase 100% dos jornalistas são.

  8. Concordo com a interpretação do Dé. O texto tem um carater ambiguo desde o título “e que cena”. Mas, Tchynna a colunista é imparcial, mostra os dois lados da história. AAAh, meu amor, isso não é imparcialidade nem aqui, nem na Nova Zelandia. Imparcialidade não existe, pra começo de conversa. O que há de interesse público mostrar que “alguém” tem asco por ver duas meninas se beijando? O que tem de inédito contar que duas meninas se beijavam em frente ao Centro de Vivências da Ufes? Daqui uns dias vão escrever que as pessoas fumam “cigarrinho” em frente ao RU. Por favor, né. Vamos ser um pouco mais espertas e principalmente vamos aprender a respeitar a opinião alheia com argumentos. “Vc deve ter aulas de português”, “imagino como deve ser esse fulano” e coisas do tipo é de uma mediocridade argumentativa que nem rebato. E por fim, coluna, noticia, classificado, anuncio é tudo informação e nada vem de graça e sem uma mensagem pra gente.

  9. Achei um absurdo a bill falar que a Dé precisa de aulas de português.. Textos jornalisticos devem ser, pelo menos sempre aprendi assim, dúbios.
    E depende da perspectiva que você lê, realmente pode-se ter duas interpretações.
    Beijos no Centro de Vivências, o point das bills do Centro de Artes, é meio estranho saber que alguém se chocou com isso.

    Mudando de assunto, recebi o trailer de um filme brasileiro (pasmo!), com Julia Lemmertz e Fábio Assunção(acreditem!) que trata com muita beleza o homossexualismo e a amizade. Ainda não vi o filme e pelo trailer não pode entender se se tratava de incesto ou amizade pura entre irmãos, mas como estou muito emocional, chorei só de vê-lo.

    Do começo ao fim, de Aluisio Abranches

  10. Em primeiro lugar preciso dizer que voltei (to tão feliz por isso, minhas preces foram atendidas!!).
    Por seguinte tenho que concordar com meus amigos de post (alguns novos, voltem sempre! Posso ter a liberdade de convidar meninos (e Tchynna)? Então beeshas, também acho que o texto não teve o tom carregado que o Dé falou. Creio sim que foi imparcial. Tchynna, pelo pouco que estudei de jornalismo, todos os jornalistas serão imparciais na forma de escrever, entretanto o tom do que escrevem é que vai ditar as coisas para eles, ou seja, posso escrever algo que enalteça os homossexuais, pois sou um e quero ver minha “classe” defendida” e ser mal visto, entretanto se o fizer de forma aberta terei que pagar pela conseqüência de que “devo ser impacial”, logo, é mais fácil para mim falar de forma velada e dúbia, cabendo a cada um a sua interpretação, até mesmo porque não posso tirar esse direito do meu leitor.
    Outra fala que vi aqui (no site) é do lance de se mininorizar (essa palavra existe?). Cara temos que parar com a mania de sempre sermos os piores, sempre os subjugados, acho sim que cada um tem que ter o seu modo de liberdade, por exemplo, não gosto de me expor, se o meu amigo do lado gosta, ótimo, mas não tenho que exigir exposição de todos. Não acho certo essa coisa de que todos temos que ser unidos, as diferenças de classes, de gostos, de tudo sempre existiu, e se eciste no “resto” do mundo, com certeza existirá no mundo gay (citei isso aqui, mas foi para dar ênfase a outro post sobre as festas para ricos e para pobres).
    Falando especificamente do caso citado no post do Dé que critica a colunista. O que consigo ler é alguém, tentando tirar de dentro da Ufes esse tipo de cena, pois sabemos que lá dentro é “normal” (conheço várias pessoas que se chocam ainda, eu acho lindo!!), mas e aqui fora? Para mim ela não fez nada mais do que tirar de dentro da Ufes um ato que deveria sim ser normal em qualquer lugar, ta ai o lance de ser extranormal (citado belissimamente pelo Dé, pois de fato as pessoas encaram isso como extranormal sim, mas e daí? Amo ser um extra alguma coisa! Queria ser inclusive um X-mem, o Volverine se possível, mas de colant rosa! Pronto falei!). Poxa vida, concordo que a tentativa de se fazer um texto “impacial” possa causar todas as interpretações possíveis, mas não creio que ela tenha feito de forma a nos escrachar não. Acho sim que a posição do Dé é mais uma dentre tantas que sempre surgiram, por isso temos que ter cuidado ao por determinados tipos de comentários, não vou desmerecer o Dé por isso, mas acho que ele deveria sim rever o post, ao menos a parte onde ele incita a violência verbal à jornalista (ele colocou os contatos dela no post), pois isso ´da margem a um homofóbico pegar de pau um gay na Ufes, caso ele veja essa matéria como de fato preconceituosa.
    Ufa, cansei meninas, ia malhar mas nem vou mais, resolverei pendências do dia-a-dia, ficar gostoso cansa, mas não desisto segunda to na labuta linda e loira (?) para manter o glúteo em dia!
    E mais uma vez digo que tava com saudades dos meninos (e da Tchynna). A uns 500 (excelentes) post atrás alguém me deu a dica de criar um blog, confesso que pensei no assunto e o desenvolverei, mas por enquanto ta lindo ver essas 3 figuras bombando por aqui!
    Bjumiliga!
    *Sorry os erros, caso tenha muitos!
    ** No exemplo citado, não me referi a autora como sendo homossexual, ok? Foi apenas um exemplo, não a conheço.

  11. Momento fragilidade matinal…
    Eu, assim como o (a) Bee, quase morri de tanto chorar vendo o trailler do filme “Do começo ao fim”, de Aluisio Abranchesc.
    Gente o que é esse filme? E melhor BRASILEIRO!!! Se com 4 minutos eu quase tive um surto de choro aqui não quero me imaginar no cinema vendo o filme todo.
    Ae peço desculpas se ninguém achou nada demais, confesso estar em um momento impar na minha vida e ta sendo tenso pra mim passar por ele.
    Kisses meninas!

  12. Gente, eu sou jornalista. Se a intenção (puff!) foi ser imparcial, ou irônica, ou meucunamanteiga, foi fracassado. Esse tipo de assunto não pode ser trtado assim, nada pode ficar no ar, porque para os inimigos dos gays um vírgula é uma frase. E para nós também. Não importa qual foi aintenção rela da jornalista nada me tira da cabeça que o qu eela fez foi um deserviço a causa. Nada que precise ser explicado em se tratando de jornalismo merece crédito.

    Ah, e nãos e enganem. Esse que falaram a favor (boa parte, no caso) é da redação da AG. Bjosenãomeliguemcommateriashomofobicas.

  13. Babaaaaaado sobre seus comentários sobre os post são TODOS equivocados. Leia mais sobre jornalismo, homofobia, deboche e cinismo.

  14. Amigos do Blog ,ao invés de brigar , fiz minha parte como ofendido a questão , enviei um email a dita cuja , beijosecortem!!!!

    Cara Lúcia

    Sabemos de princípio, que sua coluna neste jornal é social ,sendo uma nota social discriciona também sobre comportamento, porém como pode dar nota de extremo exagero homofóbico á um fato simples e normal ,que é a troca de carícia homossexual ,salvo também o local que é a UFES , onde o respeito e convivência dos universítários sempre foi pacífica de respeito mútuo , o que me instiga é como pode mitigar um direito de qualquer cidadão em expressar sentimento seja homoafetivo ou não e exteriorizar isso em sua coluna com depoimentos preconceituosos e homofóbicos , visto sua influência e com poder da mídia em mãos, mais digno seria expressar surpresa e admiração a esse corajoso casal que se expos e enfrentam o preconceito no seu dia-dia , além de ter perdido a oportunidade em concientizar aos leitores , que expressar o direito de cidadania de uma minoria, é também lutar por esta causa social de tanta importância para comunidade GLBT, nota lamentável . Minhas estimas.

    Wagner Alves Belmiro

    Simpatizante-Militante da comunidade GLBT

    Estudante de Direito

    29 anos, Homossexual

    Wagner_27es@msn.com

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